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Gosto de escrever e de me inventar no papel.

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O que sou, quem sou, poucos o sabem e confesso nem eu mesma o saber.
O que sei, é que dentro de mim existe um mundo ilimitado de personalidades e de quereres.
Não sei o que quero ou quem sou.
Enquanto não o sei, sou tudo o que escrevo e tenho tudo o que invento.
Quando me apetece, posso ser uma mulher apaixonada. Esta mulher é amável, atenciosa, presente, prepara pic-nics, veste cores claras e acredita no amor para toda a vida. Ela espera pacientemente pela chegada do seu principe, e até posso imaginar esse momento. Ele surge diante de si entre a multidão a sorrir como se ela fosse o tesouro mais raro do mundo, e num abraço ela tem a certeza que é o seu mais que tudo.
Outras vezes,
Posso ser uma conquistadora mortal, onde a minha mente instiga e prende, e no meu corpo corre o sangue de Vênus que leva à loucura os homens que tropeçam nos meus saltos. Esta mulher sente cada noite de paixão que vive. Noites de verão eternas na memória de quem esbarra com ela.
Quando escrevo, tanto um amor para toda a vida ou noites num quarto de hotel enchem-me o peito.
A liberdade que a minha caneta me dá é momentânea, mas enquanto não me descubro, esta realidade traz brilho ao meu olhar.
O que eu hoje não sei de mim, descobrirei, amanhã.
Até lá,
Vivo o que escrevo. Risco e apago o que escrevo. Escrevo e vivo. Vivo e apago ou risco por cima.
A liberdade deste corpo e desta mente pertence-Me e os rabiscos da minha vida são o alimento de tudo o que escrevo.