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“Ansiedade”

3h da manhã!!

O raio das horas não param e eu ainda acordado e o sono sem aparecer!!

Um aperto no peito invadiu-me e eu já perdi noção de quando começou, minutos, horas, dias?

Sinto necessidade de me ausentar várias vezes ao dia, me refugiar e inspirar bem fundo a ver se acalmo.

Quando começou, há dias, pensei que fosse mais um episódio de taquicardia, tal como tive com 18 anos (sei que nunca te contei isto mas, também tenho tantas coisas para te contar).

Percebi ao longo dos dias que era algo mais.

Saudades, desejo, vontade de estar contigo e te ver, te conhecer.

Sinto-me um pequeno miúdo ,ansioso à espera do dia de Natal, a contar os dias até que chegue finalmente “aquele dia”, o dia de te conhecer!

Tudo isto, pela esperança de te ver, te abraçar e apertar bem apertadinha com medo de te deixar fugir, como se estivesse a abraçar alguém verdadeiramente pela primeira vez.

Quero sentir teu cheiro, sentir teu toque, tua presença.

Quero acordar a teu lado, sussurrar ao teu ouvido o quanto te adoro, o quanto te A(s)MO!

“Será precipitado?” perguntam.

“Porquê?!” pergunto eu.

Será que o amor só poderá ser quantificado pelos anos ou pelos momentos vividos juntos?

Porque não por toda amizade, toda cumplicidade, toda singularidade que partilhamos nas nossas conversas, nos nossos olhares à distancia?

Ai, esses nossos, tão nossos momentos, tão bons, tão puros e verdadeiros, dos quais não quero prescindir nunca.

E lá continuo eu, contando os dias atrás de dias..riscando um atrás do outro..até que chegue “aquele dia”!

Até lá, vou sustendo a respiração, na ânsia que me ajudes a respirar novamente!

Teu!

© Anónimo 69Letras 2017-05-17


Ansiedade.

Ansiedade.

Maldita sejas, a culpa é tua sua put@ que vieste pra ficar.
Um tic-tac tortuoso tira-me do sério ele não me deixa pensar.
És contraditória serves pró bem e pró mal, não tens vergonha fazes-me ser assim visceral.
Quero tudo e quero agora mas ao mesmo tempo tenho medo desse querer.
Pareço o “Chapeleiro” e fico assim sem saber o que dizer.
Tal loucura vive em mim numa dinâmica infernal.
De tanto querer sofro, de tanto fugir também me faz mal.
Luto, luto e luto contra o tempo e contra ti.
Tremo de vontade, mordo os lábios e afasto tudo de mim.
Aiiiiii que merd@ vai-te embora, deixa-me raciocinar, fazer os meus cálculos matemáticos.

Preciso tanto de pensar.
Não vivo de sonhos nem fantasias menos mal podia ser pior.
Estas minhas pernas não me querem obedecer elas cedem à tua vontade minha vaca de teu nome ansiedade.
Uma senhora não diz asneiras e tem sempre de saber se comportar mas eu sou louca e desvairada por isso estou-me bem a marimbar.
Vou tentar fingir que não existes e aos poucos arrancar-te de dentro de mim.
Pois eu agora sei o que quero e vou lutar por isso até ao fim.

°Wednesday°

Momento

Abri os olhos devagar.

Os primeiros raios de sol da manhã entravam timidamente pela janela.

Devo ter-me esquecido de a fechar, depois do que aconteceu na noite anterior.

O que se passou ao certo?

Desculpa, mas não sei explicar.

Foi medo, foi pânico, foi a loucura que se instalou na minha cabeça.

Viste-me chorar e gritar e sentiste-te impotente por não saberes como ajudar.

E sei que tiveste medo.

Tiveste medo que fosse aquele o momento final.

O momento em que, com lágrimas nos olhos, eu te iria dizer que foi um erro voltarmos a tentar e que, afinal, não era amor.

Mas, apesar das emoções que te assolavam a alma, não me abandonaste.

Secaste as minhas lágrimas, beijaste o meu rosto, levaste o meu corpo para a cama e abraçaste o meu ser.

Ficaste sempre ao meu lado, sem saber o que nos reservava o amanhã.

Acordei.

O sol entrava pela janela, beijava as cortinas alaranjadas e conferia uma aura de magia ao quarto.

A calma reinava e a tempestade que me devastou tinha-se extinguido.

Lembrei-me da noite anterior.

E agora?

O que é que eu queria?

Amava-te ou não te amava?

Respirei fundo e virei-me.

Ao meu lado, dormias profundamente.

Na tua face a calma do sono misturava-se com o cansaço que a tua mente sentia.

Olhei bem para ti.

Lindo, pacífico, forte.

E sorri.

Senti o meu coração bater como as asas de um colibri em busca do néctar.

Senti uma incontrolável vontade de te abraçar como o mar abraça a areia.

Senti desejo de te beijar como a terra beija o céu.

Senti que a minha vida só fazia sentido se tu estivesses sempre ali, ao meu lado.

Senti amor.

E foi aí que eu percebi tudo.

Eu amava-te.

Eu amo-te.

© Fox 2017 #69Letras

Ainda bem que te foste embora

Ainda bem que te foste embora e me deixaste livre.

Foram anos, encarcerada na prisão em que me mantinhas.

Dias em que o meu rosto era lavado por lágrimas.

Noites em que a minha alma se contorcia de dor.

Prendeste o meu corpo, com as tuas fortes amarras que a cada dia me deixavam mais uma ferida, mais uma marca da tua loucura.

Calaste a minha voz, apertando a minha garganta e levando-me a procurar refúgio no silêncio.

Fizeste-me tua prisioneira, escrava das tuas vontades, serva dos teus delírios.

E o pior…o pior foi teres-me feito deixar de acreditar em mim.

O meu corpo, a minha voz, os meus gestos, os meus pensamentos.

Quem era eu? Era uma desilusão.

A minha própria desilusão.

Mas houve sempre algo que nunca conseguiste contaminar.

A minha alma.

E foi ela que me ergueu, que me levantou o olhar em frente, que fez o sangue correr nas minhas veias, que soltou a minha voz.

Foi ela que me libertou de ti e me tornou na pessoa que hoje sou.

Forte, sem amarras, sem silêncios, com garra.

Ainda bem que te foste embora, ansiedade, para eu poder renascer e ser livre.

 

© Fox 2017 #69Letras

Quando amas no escuro é complicado

Quando amas no escuro é complicado,
quando o coração quadrado que fica petrificado e duro,
como um quarto fechado de paredes negras como a tua alma,
nem o vento lá fora acalma, nem o teu pensamento assombrado,
te deixa sossegar, dormes a espaços, em sonho guardado,
de vil posição em teu corpo exilado, hesitas na dúvida do teu duvidar.
E dizer, se podes dizer, se alguém um dia te possam compreender,
que será ela a razão do teu viver, ou simplesmente o seu querer,
seja igual ao teu, que o crescer conjunto, pode ser a diferença do teu não morrer,
e do dela amanhecer, para mais um dia de sol frio, na longa lista do teu já coração defunto.
E abraçar, poder cheirar o cabelo molhado depois do banho,
enrolar dedos no cabelo que apanho, e apenas cheirar,
ou sentir as costas quentes coladas a teu peito, e as línguas ardentes,
num desejo satisfeito, como estrelas cadentes, que viajam pela luz da lua,
em teu corpo de mulher nua, meu corpo no teu deitados no leito.
Quando amas no escuro, toda a vida se atrasa e os olhos fecham,
a boca se cala e as palavras que a boca deita, são pinturas vazias no muro,
em que a tela que pintas não fala, nem sequer sentes que existe cura para tal maleita,
não existe lá fora, porque o teu coração não se deita, estático, não quer ir embora,
procurar paragem noutro lugar, fazer do coração um ninho onde o amor possa voltar a morar.
Quando amas no escuro, não existem cidades de reclames em néon a piscar,
nem pontes com cadeados acorrentados quando o teu coração era puro,
nem existem bares, ou museus abertos ao domingo, em que te sintas bem a passear.
ficas no teu mundo a escoares, o pouco que ainda tens de ti e que ainda consegues dar,
a quem muitas vezes te dá aquilo que não lhe queres deixar, que é teu e está guardado,
no teu corpo, já gasto e formatado, pela espera do que possa advir de outro quarto pintado.
Quando amas no escuro é complicado, as horas são infinitas e os dias não acabam,
mas as noites, ai as noites são eternas de tempo parado, são camas cheias de imagens malditas,
que te atormentam a mente e não te deixam descansar, tectos que desabam e te oprimem numa ansiedade tal,
que desejas que o dia que começa possa chegar, para poderes voltar a sorrir, voltar a sonhar,
e achares que no fundo e afinal, pode vir a ser hoje o dia tal, em que te encontras e possas voltar pelo teu pé a caminhar.
Quando amas no escuro é complicado, o teu sonho num pesadelo formado.

Vem com tempo.

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Fotografia: Via Pinterest

Sempre que me apetece ver-te espreito pelos corredores na esperança de te ver chegar. Nunca sei se retornarás, se te voltarei a ver uma vez mais.
É quando já não conto ver-te, que surges, como de surpresa! De surpresa, porque nunca sei se vens, quando e a que horas chegas.
(O que é certo é que vens. Mas porque vens?)
Chegas e eu sorrio por te ver uma vez mais. As visitas são sempre rápidas, as palavras trocadas aleatórias porque o tempo é escasso e as interrupções inúmeras… então, olhamo-nos com vontade de dizer muito, sem sabermos ao certo o quê, olhamo-nos com curiosidade de saber porque é sempre tão agradável ver-nos uma vez mais, porque sentimos a despedida precoce e a ansiedade da aproxima visita.
Pergunto-te: Quem és tu? Dono de um olhar que me parece pertencer, um olhar que se quer estabelecer, um olhar que me rouba sempre que te vais…
Espero pelo próxima visita. Vem com tempo.
Espero-te, sem saber porque te espero.

Hoje é dia do segundo encontro.

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Encontro dividido por capítulos, cautelosamente adivinhado.
Ainda tenho o primeiro encontro a respirar na minha pele, naquela noite, só me dei conta da loucura que estava prestes a acontecer quando desliguei o carro. O corpo atraiçoou-me, as pernas tremiam, o coração estava louco, o meu estômago revolvia-se, a minha pele suava mas mesmo assim prossegui com o combinado.
A porta aberta tal como havíamos combinado, o quarto a meia luz, o meu corpo vestido de lingerie bordeaux a condizer com a venda estendida sobre a cama.
De frente para a porta de saída, com a gabardine já despida, surges atrás de mim vindo não sei de onde escondes o meu olhar o teu rosto como planeado.
Os teus passos espalharam-se pelo quarto e trouxeram melodia ao nosso cenário.
Sinto calor perto de mim, estás à minha frente, puxas-me para ti e danço com este desconhecido que ainda não tem rosto.
Proposta indecente, perigosa que me fez ser inconsequente e aceitar viver esta loucura.
Naquela dança, descobri que a tua barba estava por desfazer, o teu cheiro era lascivo, e o teu toque intenso.
Oiço-te a encher um copo de espumante, que só o adivinhei quando me ajudaste a saborear a bebida… circulas à minha volta e detens-te a cheirar os meus cabelos loiros enquanto dou golos de espumante na tentativa de minimizar o nervo, e a ansiedade do que se seguiria…
Na cama, após a tua ordem, as tuas mãos percorreram a minha pele como se eu fosse uma obra de arte. Sem pressa e com intensidade, viajaste pelos meus contornos e agitaste a maré sanguínea que se esconde debaixo da minha pele branca… a tua boca acordou cada poro da minha pele e as tuas mãos confundiam cada sensação que me despertavas.
Naquela altura lembro-me do calor que me saia entre as pernas, provavelmente as minhas fases já estariam rosadas de desejo… lembro-me de me teres dito ao ouvido o quanto me desejas, e depois seguiu-se aquele beijo que me trespassou o corpo como uma corrente eléctrica… no chão os teus passos afastam-se e fechas a porta.
Tiro a venda, e tal como combinado o primeiro encontro da-se por encerrado, e eu fiquei sozinha naquele quarto com o peito a expandir-se pele respiração acelerada.
Hoje, é o 2º capitulo, e mal posso esperar.