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Rendição

Não preciso que te rendas aos meus encantos,
Simplesmente quero que te submetas às minhas vontades, meus desejos.
As tuas provocações diárias,
a tua roupa justa a delinear
cada curva do teu corpo,
Chegou ao fim.
Vais-te ajoelhar perante mim,
Despojada de toda a tua nudez,
De mãos atadas,
Vais-me deixar admirar esse corpo
Demoníaco, que me priva da minha
Sanidade mental, que entorpece todo
O meu corpo.
Desejo sentir as minhas mãos
Marcadas na tua pele, 
Morder esses lábios carnudos,
Até os sentir a latejar,
Deita-te é uma ordem!
Quero ver o teu corpo,
Ouvir os teus gemidos
De êxtase, 
Cada vez que a floopper
Tocar a tua pele
Não vale a pena resistires,
Submete-te à minha vontade,
Pois esse é o meu desejo,
Ver o teu olhar brilhar
E o teu corpo vibrar
És minha….
©Eden 2017 #69Letras

Ressaca de Prazer

TEXTO ERÓTICO M|18 󾬥 󾬥 󾬥󾬥 󾬥 󾬥
Sei que não estavas à espera de esbarrar comigo.
Amigos em comum causam estas situações inadvertidamente, embora nunca tenhamos sido mais do que amigos coloridos, sei que as coisas não ficaram resolvidas entre as nossas almas.
E, o ressentimento hoje fez-te passar da conta o álcool que o teu organismo suporta, talvez por sentimentos de culpa ou outro sentimento mais ou menos retorcido.
Resolvi responsabilizar-me por ti, tirei-te as chaves do carro no meio da tua teimosia elevada a gramas de vodka por litro sangue. Peguei-te ao colo e levei-te para o meu carro, despedi-me de todos e após te colocar o cinto no primeiro Km já ressonavas.
Meio nómada como és nem sei onde habitas agora, levo-te para minha casa, não te é estranha e quando acordares logo se vê.
Estaciono na garagem, pego-te novamente ao colo.
F@da-se. Pensei eu.
Para gaja que nem vou comer estás a dar muito trabalho. Sorri e continuei a provação sem nunca recuperares os sentidos. Felizmente és uma pena. Abri a porta com alguma ginástica e poisei-te no sofá, pus-me à vontade.
Afinal estou em minha casa, todas as tentativas de te trazer à consciência revelaram-se infrutíferas.
Bem, assim não ficas bem. Tiro-te a jaqueta ganga, o top preto. Que giro!
Soutien desportivo, por isso o teu peito parecia maior pensei (coisas de Bastardo tenham paciência). Desapertei-te os calções brancos semi transparentes e tirei-tos.
Hummm!!, este teu corpo continua divino.
Bem comporta-te, digo para comigo. Mais uma vez pego-te ao colo, levo-te para a minha cama e deito-te gentilmente, ponho uma almofada alta nas tuas costas para evitar que te vires e te engasgues no vomito.
Anos de experiência, já tenho mestrado nestas práticas, com uma toalha ensopada em água morna limpo-te a face e tiro-te a maquilhagem esborratada.
Sento-me no cadeirão enquanto acendo um cigarro, velo o teu sono profundo e menos ruidoso felizmente. Enquanto as baforadas se esgotam pela janela entreaberta fecho os olhos e recorro as nossas memórias mais quentes. O teu incontrolável desejo por sexo quase só comparável ao meu embora te queixasses habitualmente da minhas tendências ninfomaníacas.
É quase irónico sentir o teu cheiro preencher o meu quarto, quase automaticamente sinto o gosto dos teus lábios no meu palato.
Aquele toque de café e chocolate com pimenta, a delicadeza da tua língua enérgica a percorrer o meu corpo, descendo pelo meu peito na busca do meu membro que já há muito se ergueu em sinal de respeito pelo calor da tua pele na minha.
Os teus mamilos erectos que me criam arrepios de prazer e palpitações na glande ansiosa pelo céu da tua boca ávida  A forma serpenteante com que te levantas nua e provocadora, te viras de costas para mim, te dobras expondo completamente o teu ânus delicado e a tua vagina apertada e deliciosa a escorrer.
Seguras-me no pénis e dobras-o para ti e fá-lo desaparecer na tua vulva quente e aveludada, entrelaças os teus dedos nos meus e cravas as unhas no cabedal do cadeirão. Cavalgas em mim, primeiro a passo, depois a trote e ao te aproximares do orgasmo o galopar desenfreado.
Gritas e gemes efusivamente, por esta altura já meio prédio tinha acordado e com um estrondoso SIM!!, inundas-me a verga.
Literalmente corre leite de ti enquanto te arqueias em espasmos. Mordo-te o ombro combatendo o desejo de ejacular naquele momento, agarro-te pelos cabelos e beijo-te selvaticamente embriagado pelo desejo.
Coloco-te de lado, levanto-te uma perna que apoio no ombro e penetro-te entusiasticamente, quero-te ver gozar novamente, por pura maldade e provocação aproveito os nossos fluidos e ora te penetro os lábios carnudos roçando o teu clitóris entumescido e cutucando o teu ponto G ora, me forço delicadamente no teu ânus que aos poucos cede à pressão e me engole o marsapo sem sofrimento.
Antes pelo contrário, os teus gritos e investidas contra o mesmo demonstra que te enlouquece tanto como a mim. Vimos-nos desvairadamente. As tuas mãos seguram a minha anca para que deposite todo o meu clímax dentro da tua roseta.
É estarrecedor.
Ondas de luxúria percorrem-nos. Aconchego-me no teu dorso, uma versão em conchinha mas ainda com ele entalado. Nossas línguas brincam num beijo carinhoso e envolvente…
Abro os olhos.
Já é dia, vejo a tatuagem que adoro no teu ombro. Meus braços rodeiam-te, teu corpo encaixado no meu, meu pénis repousa no meio das tuas nádegas soberbas.
Sinto o calor dos teus lábios nos meus, teus olhos azuis miram-me provocantes, sussurra-me ao ouvido:
– Que bela cura para a ressaca de Vodka. Temos de ver se resulta com outras bebidas, Bastardo!
O sonho só acaba quando deixares de acreditar que na realidade tudo é possível.
Beijos do B.
©Bastardo 2017 #69Letras

Armadilhas e inteligências virtuais

Uma das imensas vertentes do Face serão as relações ou amizades.
A malta amiga-se . Conta umas baboseiras uns aos outros.
E Pimba. Num instante estamos a falar dos outros amigos.
Essa é a vertente, chamada conversa de parapeitos, ou de tasca.
Uma merd@ , a meu ver…
Temos também aquelas amizades, que nos sabem a certo.
As conversas progridem e vão encaixado como legos.
Umas vezes com pureza de ambas as partes. Outras com uma das almas a ser mais ingénua que a outra.
Na verdade… Como sabermos se quem está do outro lado está a ser honesto?
Se já na vida real fica difícil…
E ai , até temos expressões, voz, olhares e por aí fora.
Vamos nos mandar de cabeça para uns posts giros? Uns comentarios inteligentes?
Escolhas que parecem ser iguais às nossas?
Sinceramente…
Eu não…
E isso torna tudo num jogo de pareceres.
Por muito que queiras ser honesto , existe sempre o tempo de estudo na resposta.
O suave pensar, sem a pressão do escrutínio visual.
Digam que são ,exatamente como são na vida real , e eu direi ,que não são!
Uma conversa a uma
mesa não é igual a um chat. Aos comentários ao “poste” revolucionário do “amigo”!!
Temos também aquelas amizades que nos “aquecem”.
Que parecem querer ser a fogueira perfeita para aquecer a nossa alma gelada pelos males da vida
Se tiveres a sorte de ser de perto, quem sabe a coisa resulta…
Mas cuidado…
Vais ter de conversar!!
A amizade não vem já despida e pronta para fazer tudo aquilo que parece ser o sexo perfeito!
As expectativas serão elevadas…
Elevadas pelos smiles e respostas pensadas.
Temos também as perfeitas impossíveis. Tas a ver quando descobres que falas com alguém do outro lado do mundo?
E pensas tu… Um dia vou lá!!
Ou ele/a vem cá???
E as espetativas vão se esvaziando como as paixões de 5 minutos .
Sou negativo?
Talvez…
A verdade é que, ou a coisa evolui para algo real ou a curiosidade momentânea sobre a “personalidade” vai se esvaindo em conversas que se tornam repetidas.
Se a malta se esforça para manter a vela acesa. Isso até será um bom sinal.
O problema é que o facebook é um monte de velas em fila.
Sempre que uma começa a esmorecer, tens outras três a iluminar o caminho.
E segues como um pirilampo, cego, pelo próximo brilho…
Prova provada…
Escrevi e tenho oportunidade de reler para ver se pareço dizer algo de jeito!!!!

©Read Mymind 2017 #69Letras

Entrega em crescendo…

|M18 |

Escuta….
Sente….
Deixa-te levar pelos sentimentos, pela luxúria.
Hoje quero que sejas a minha coelhinha.
Vem.. nessa pele branca e rosa.
Deixa-me acariciar-te, ouvir o teu gemer.
Sentir esse corpo frágil, trémulo debaixo deste flopper.

Absorvo…
Entrego-me…
Submeto-me às pequenas torturas que nos enchem ambas de fogo, sou a tua bichinha esta noite…
Contorço-me sob o toque por ora leve do chicote e vejo prazer nos teus olhos…
Fecho os meus e mergulho… Continuar a lerEntrega em crescendo…

Perdida num supermercado

[ ] TEXTO EROTICO M|18 ? ? ?? ? ?

 

O calor tinha regressado. E, eu toda contente porque já poderia usar os meus calções ganga, t-shirt justinha a dizer “I’m a bitch” e ténis.
Dirijo-me ao supermercado. Como era de esperar os homens idosos babavam-se quando eu passava. Embora isso me fizesse confusão, pensava que eram uns coitados, pois nestas idades é só mesmo para olharem, porque de resto….

Distraída a fazer as compras, parei na secção dos meus cereais e não dei conta que estava a ser observada. Passei pelas secções das bebidas, doces e fui em direcção à zona dos congelados.
Estava com vontade comer uma lasanha e levar um gelado de chocolate com nozes.
Debrucei-me sobre a arca, quando sou puxada para o canto do armazém do supermercado.
Deparei-me frente-a-frente com um dos empregados. Já o tinha andado a controlar de longe e discretamente, assim eu supôs. Mal eu sabia que ele tinha feito o mesmo.

Levou-me para um sitio em que ficamos escondidos de todos e onde poderíamos ver a loja, caso fossemos apanhados.
Encostou-me ao que supôs ser uma mesa, agarrado à minha cintura, beijou-me. A mão dele apertou-me mais de encontro ao seu corpo. a outra mão segurava a minha nuca, fazendo os lábios dele pressionarem os meus.

As suas mãos começaram a bailar por debaixo da minha t-shirt. Ia refutar, mas ele parecia que tinha advinhado e disse:

– Não digas nada. Nem resistas, pois sei que desejas tanto como eu. Há meses que te vejo, por aqui a fazer compras, com esta tua forma sedutora de andar. Perco sempre a coragem de te falar. Mas hoje…Esses calções e esta t-shirt, deixaram-me louco. Louco de tesão.

Como poderia contradizer algo, que eu própria também sentia. Tinha uma atracção enorme por ele. Te-lo tão perto fazia a minha respiração acelerar. Deixei o meu corpo ceder aos seus caprichos.
A boca dele procurou avidamente os meus seios, chupou-os apo de leve e passou a língua a contornar a aureola.
Agarrei-lhe na cabeça para que a não tirasse. Fiquei faminta para que ele me devorasse o peito. Mordia o lábio de tanta tesão.

Sentou-me na bancada, abriu-me os calções e reparou que eu não trazia roupa interior. Sorrio.

– Safada!! Adoro!!

Deita-me e arranca-os de um só golpe, abre as minhas pernas e debruça-se sobre ela. Passa a ponta da língua de cima para baixo, brinca com o meu clitóris. Provocando-me arrepios e contracções. Acelerou. Soltei um gemido.
Senti dois dos seus dedos entrarem na vagina e a língua acelerar no clitóris.

Cravei as minhas mãos nas costas dele. Delirava pela forma como ele conseguia me dar prazer, como involuntariamente o meu corpo estremecia.

– É a minha vez. – disse-lhe com a voz meio entorpecida.

Abro-lhe o fecho das calças, tiro-o para fora, já bem erecto. A grossura dele cabia na minha mão. A cabeça do pénis tão bem desenhada e, à espera da minha boca. Não me fiz de rogada, abocanhei-o suavemente.
Gemeu. Senti-o apertar as minhas nádegas. Brinquei com ele na minha boca até senti-lo no ponto.

Afastou-em abruptamente, voltou a sentar-me. Agarrou-me nas pernas, puxou mais para a beira da bancada e enterrou-o todo em mim. Ao mesmo tempo que me beijava para abafar os nossos gemidos.
Foi acelerando e abrandando, provocando. Senti-o tira-lo.

Desta vez virou-me de barriga para baixo, debruçou-me sobre a bancada, com uma das pernas abriu as minhas. Ficando com os dois orifícios expostos de forma a deliciar-se. Abriu as minhas nádegas de forma a ser obrigada a empinar o rabo. Passou a língua dum orifício ao outro como se estivesse a lamber um gelado.
Voltei a gemer, estava a levar-me a loucura. Senti-o dentro de mim de novo, agarrando firme as minhas nádegas, para o ver entrar e sair.

Senti-o ir alternando entre os dois orifícios, gemendo que nem um louco e levando-me a mim ao pico. Não conseguíamos controlar mais a tesão. Perguntou-me onde eu queria que ele derramasse aquela essência toda.
Não precisei responder, virei-me. Tirei a t-shirt e disse-lhe:

– Dá-me um banho de leite.. Estou desejosa de sentir esse liquido quente em mim.

Vi no olhar que o tinha deixado mesmo louco de prazer, ao afirmar algo que eu adorava. Tive direito ao banho.
As minhas mãos deslizavam por onde tinha sido banhada e, espalhei pelo resto do corpo, como se estivesse a passar hidratante.

Reparei que mesmo após termos terminado, aquele olhar de prazer e loucura ainda se mantinha.

– Não me vou contentar, só com esta vez. Tenho de te ter de outras formas.

Dei-lhe o meu sorriso de safada, deixei o meu numero.

– Desde que esteja disponivel, é quando quiseres e onde quiseres..

Vesti-me, lancei o meu olhar de loba predadora e sai.
Cheguei a casa, sem metade das compras e o cheiro dele impregnado em mim. Voltou-me a tesão de novo.
Amanhã tenho de ir fazer o resto das compras, só que desta vez…Vou de mini saia..

 

©Lola 2017 #69Letras

 

Há carnavais e carnavais.

[ ] TEXTO EROTICO M|18 ? ? ?? ? ?
Há carnavais e carnavais.
Quem é que nunca teve uma aventura no Carnaval?
Posso dizer que sim, já tive. Deixo-vos aqui a minha história.
Segunda noite de Carnaval, não há desfile dos grupos. Hoje é dedicado ao povo, concertos com grupos alternativos, zona electrónica, bares e discotecas abertas e as pessoas todas mascaras desde o mais novo até ao mais velho.
São dias em que as pessoas esquecem por breves dias todos os seus problemas.
Mas continuando…Tinha marcado com umas amigas depois de jantar irmos dar uma volta ao centro, mascaradas a rigor. Este ano apeteceu me vestir de colegial, mini saia preta e branca, camisa branca aberta a ver-se parte do peito e atada na cintura. Meias de liga pretas, salto alto e não poderia deixar de colocar os óculos que me davam um ar safada. Fui ter com elas ao café, óbvio que era a inveja das mulheres e a perdição dos homens. Sabia que iria haver reacções a fantasia, mas era Carnaval.
Procurei-as, após o festim todo de nos vermos mascaradas, bebemos o café e decidimos ir dar a volta para ver o que havia interessante.
Passamos pelo adro da câmara onde estava a dar o grupo alternativo e não nos inspirou muito. Mais uma volta e fomos parar à zona electrónica, que já era mais a nossa onda. Dirigimos nos ao bar que lá havia e pedimos shots para todas.
No meio de tanta euforia, tanta bebida, uma delas choca com um policia disfarçado, ia lhe pedir desculpa.
Quando se virou, qual não foi o meu espanto e admiração dele. Era um amigo que já não via há décadas. Ele já estava meio alegre, assim como nós, elevou-me no ar com um sorriso de alegria de me ver, mas aquele brilho no canto…Fiquei a saber logo, pois quando me desceu, deu-me um beijo bem prolongado, como se fossemos namorados.
Os amigos gritavam eufóricos, as minhas amigas ficaram estáticas à espera da minha reacção.
Não tive nenhuma. O meu corpo congelou ao toque dele e ebuliu ao sentir aquele beijo que foi sentido, dado com paixão.
Tentando recuperar a sobriedade da minha mente, ambos nos apresentamos aos respectivos amigos.
Mas o nosso olhar não se despregava um do outro. Sempre o vi como um grande amigo, mas aquele beijo reavivou algo mais que amizade. Atracção, desejo, paixão…
A noite continuou, a folia, a bebida, elas já andavam embrulhadas com os amigos do dele.
A hora de regresso estava próxima, disse ao pessoal que ia regressar a casa. Elas disseram que iam mais tarde, e despediram se com um aceno, ri-me. Ia-me despedir do V…
– Eu acompanho te, não vou ficar a fazer de vela.
Sorri. Entrelaçou os dedos nos meus e puxou-me para ele. Resisti, olhou-me e disse:
– É para não ficares com frio.
Não sei se seria para isso, ou algo mais. Sei que o meu corpo começou a ferver do contacto com ele.
Fizemos o caminho quase todo com conversas banais e flirts, os dedos dele acariciavam a minha mão. Cada vez que olhava para ele, sentia uma vontade enorme de o beijar. Inconscientemente mordi o lábio, sem dar conta do efeito que estava-lhe a provocar. Da-me um puxão para uma viela sem saída e com pouca luz, encosta-me a parede gelada e beija-me como um louco à procura de lucidez.
Como se não houvesse amanhã.
Senti as minhas pernas fraquejar, mas a mão dele na minha cintura e o seu corpo de encontro ao meu, não permitia que caísse.
– Sempre me deixaste louco. Cada olhar teu, cada sorriso que mandavas, cada passo que davas com esse teu corpo, naqueles corredores. Sempre te desejei, mas sabia que me vias só como amigo. Hoje ao ver-te à minha frente, passado tantos anos. Não consigo resistir.
Ia tentar dizer algo, mas fui interrompida, por outro beijo. Tentei afasta-lo.
– V!… Não tinha noção…Mas aquele beijo que me deste. Despertou algo em mim, que ainda não assimilei. Mas neste momento sei que te desejo.
Foi o sinal suficiente, para ele avançar. Rasgou-me a blusa, expondo os meus seios, deixou a sua boca cair nos mamilos que estavam entesados de frio e excitação.
Soltou-se um gemido da minha boca, fazendo com que ele afundasse a boca e passasse a língua neles. Foi descendo ate alcançar o meu baixo ventre. Tirou-me as cuecas, levantou-me uma das pernas e, deixou-me sentir a virilidade dele, todo em mim.
Os movimentos eram suaves ao inicio, em simultâneo beijava-me, beijava os meus seios, fazendo-me largar gemidos atrás de gemidos, acelerou o ritmo. As minhas unhas cravaram-se na pele dele.
Estava a pôr-me doida, louca de desejo.
– Quero-te sentir todo, toda a tua essência. Arrebata-me.
– De certeza que é isso que queres?
– Sim!!! Desejo-te loucamente.
Parecíamos dois animais insaciáveis, incontroláveis e famintos. Viemos-nos como uma sinfonia.
Abraçou-me, encheu-me de beijos. Agarrou o meu rosto com as duas mãos e olhou bem fundo.
Pude ver o brilho de paixão nos seus olhos, o seu desejo por mim ainda estava estampado no rosto.
Mexi os lábios e um dos dedos dele selou-mos.
– Não digas nada. Deixa-me saborear este momento. Deixa-me memorizar cada traço do teu rosto. Parece um sonho.
– Seria tanto sonho para ti, como para mim. Mas não é. É real. Já há muito que ninguém me fazia sentir assim. Selvagem, doce.
– Quero voltar a ver-te. Da próxima vez quero fazer amor contigo.
Sorri. Não era só ele que tinha esse desejo.
Regressei a Lisboa. E passou uma semana sem notícias dele. Terá sido mesmo um sonho, uma fantasia de carnaval?
O telemóvel tocou.
– Estou?
– Lola, és tu? Pensei que resistiria, mas não consigo. Preciso de te ver. Preciso de te sentir. Desde aquela noite, que  sinto o teu cheiro impregnado na minha pele. Fecho os olhos e revejo cada momento que tivemos. Vem!!
Não precisou de dizer mais nada, já estava calçada e a pedir-lhe a morada.
Desejava-o da mesma foram que ele. Precisava de o sentir.
Como pude ficar como amiga dele este tempo todo, se bem que, o meu subconsciente sabia que queria muito mais…
© Lola 2017 #69Letras

Às vezes , no meio da confusão desta vida , aparece alguém

Às vezes, no meio desta confusão, aparece alguém …
Alguém que te olha diferente o que faz com que te se sintas .
Alguém que vale a pena conversar e sentir saudade
quando não há conversa !
Que te inspira, que te alegra, que te “ampara”.
Alguém que não se importa com os teus defeitos, que vê as tuas qualidades e que usa parte do seu tempo pra te fazer sorrir .
Um alguém que sabe, que por mais que a distância seja grande, há um sentimento nobre que tudo crê e tudo vê, tudo pode e tudo suporta.
Um ser humano lindo, a rir ou a chorar , feliz, triste, abatido, de bom humor, cansado ou com ciúmes.
Às vezes, no meio desta vida, aparece alguém que te completa de uma forma sublime e inexplicável.
Que te atura, independente de crises, das chatices do dia-a-dia , que tolera os teus stress da rotina, mesmo às segundas-feiras.. não se importa com o teu silêncio e até o compreende …
Às vezes , alguém assim , chega e fica …
Outras vezes … não , era só a minha imaginação !

 #*MySighs*69Letras® 28.02.2017