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“The Red Light District”

Não é um trabalho, muito menos um emprego.
É um estilo de vida. Uma vida dedicada ao prazer, ao corpo, à satisfação carnal.
Sim! Quero falar-vos de uma rota que tive o prazer de percorrer.
A mística e proibida cidade de: Amesterdão.

Amesterdão é a provavelmente a cidade que mais gostei de visitar.
Mesmo por tudo o que dizem, apenas tudo.
Os canais, as pasteleiras típicas da Holanda. As casas simetricamente alinhadas, sem cores berrantes e harmoniosamente complementando-se na palete de cores que envolve a cidade pelo final de verão, inicio de outono.

O Sol pôs-se e com ele veio toda a magia da noite de Amesterdão.

“The Red Light District”

Sem dúvida o ponto alto, de um dia cheio de conhecimento. Alimentei a alma, agora é hora de alimentar o corpo.

Entrando na praça principal por uma ruela cheia de bares, deparo-me com uma imensidão de vermelho.
Como no filmes, acreditem é mesmo real!
Metros e metros de canal eram iluminados pelos sinais luminosos de “Girls” “sex” “open bar”

De sex shop’s, até o museu do sexo, tudo de portas abertas para que cada um de nós entrasse numa viagem extra-sensorial, perdendo-se em brinquedos, costumes e acessórios.
Eram rios de gente que caminhavam pelas calçadas e outros mil bares dentro, fazendo daquela, mais uma noite memorável.

Passo a passo, as luzes diminuíram…
Cruzei-me com algo que não tinha visto. Nunca nunca na minha vida.

Janelas, janelas e janelas.
Meninas, Meninas e Senhoras.

Bem, senhoras e meninas ficam em casa.

Eram apenas MULHERES.
Não putas, não.
Senhoras do seu corpo, da sua integridade, sim meus senhores…DONAS DA SUA CARTEIRA.

Mulheres de negócios.

Janelas de dois metros de altura, com pouco de largura, mostravam um corpo confiante, fosse ele como fosse.
Gordo, magro. Um copo ali estava, perante milhares de olhares, uns julgavam outros gostavam.
De lingerie, umas com ligas outras sem. Os saltos eram requisito para se estar naquela montra.
Por trás víamos uma espécie de um quarto. Comidades como uma cama, um tocador.
Casa de banho e outras coisas.
Naquele painel de luzes violetas umas estavam “cortinadas”

Uma cortina, corria aquela janela caso a mulher de negócios estivesse a trabalhar.
Reparando na quantidade de homens e mulheres (sim mulheres) que por aquelas janelas entravam. E com a facilidade que se abriam, não uma mas inúmeras vezes, noite dentro.
Confesso que nunca invejando uma vida de exploração sexual, vi para além do sexo e dinheiro, nos olhos de cada uma,  que por momentos cruzei o olhar.
Senti em maioria delas, uma sensação de poder, podendo ser o que quisessem.
Afirmação, cada noite e cada cliente eram apenas um vinco de afirmação e olhar direito para o mundo.
Não imagino ser fácil viver por euros à hora, mas estas grandes senhoras fazem-no com todo o comodismo e cabeça erguida que alguma vez terei visto.

A sexualidade corre pelos ares da cidade, é tudo uma questão de negócios.

Krishna 69 Letras® 

#Krishna69Letras®25.02.2017