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Não somos ejaculadores precoces

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Não somos ejaculadores precoces, somos amantes dedicados gostamos de fazer amor por tempo indeterminado. Amar à pressa com prazo de acabar não é para nós. Brincamos com as sensações e prolongamos o prazer num pára e recomeça, acelera e trava sem tempo de acabar. Acabar. Nunca chegamos a acabar estamos sempre a renovar os gemidos e o suor. Pedimos sempre mais, mais um beijo mais um amasso mais um bocado que se transforma em horas  úmidas em cima do chão que já escorrega da condensação que sai dos nossos corpos. Quanto mais ofegantes, quanto mais desgastados, quanto mais doridos, mais a vontade cresce e estamos horas na brincadeira em plena comunhão com o nosso prazer. Sou eu tua és tu meu e nada mais existe ao nosso redor. Se as paredes falassem falariam de amor, se o sofá se excitasse vir-se-ia pelo cenário que apresentamos, luxuria desenfreada e ternura nos segundos em que o nosso olhar se encontra, nesses pedaços de tempo, os meus peitos arfam nos contra oa teus e escorro ainda mais ao sentir o teu respirar, louco e desejoso para retomar… e lá vamos nós, mais um bocado, e com tantos bocados, passa-se uma tarde e mais uma noite. Somos assim doidos pelo prazer um do outro, ouvir-te gemer e ser maestra dos teus. Expludo quanto te vejo contorcer debaixo de mim, queres agarrar, não deixo, és meu e minha vontade. São meus os teus orgasmos, és tu dono dos meus.

A Vizinha

Não quero luz. Quero escuridão.

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Fotografia: Via Pinterest

Pára de me inventar e materializa-te JÁ à minha frente.
Vem e derrete o meu sangue com os teus lábios quentes. Envolve o teu olhar no meu e encontra a paz na minha presença, assim como eu.
Dá-me a mão e leva-me contigo. (Não quero saber para onde, apenas leva-me), e mima-me eternamente com o teu toque no meu cabelo enquanto permaneço despida no teu peito.
Estes sintomas estão me a matar…
Não quero luz. Quero escuridão.
Não quero espaço. Quero um quarto.
Não quero ouvir a chuva. Quero o som do fogo a queimar.
Não quero um abraço, quero um amasso.
Não quero a paz de um amor. Quero a fúria do teu amor.
Não quero um corpo de anjo, quero o teu corpo de demônio. Esse corpo que tem a medida certa, para encaixar as minhas coxas torneadas em torno da tua cintura e empurrar-te o mais dentro de mim que possível.
Não te quero apenas na superfície da minha pele.
Quero que te fundas na minha pele pálida e a tinjas com a tua cor de verão.

 

Cátia Teixeira, Vizinha 69Letras® 26.02.2017