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Não , não digas quais são , já os provei .

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Não , não digas quais são , já os provei .
São amargos , sabem a fel , deixam me mal , incapaz de me entender .
És um Cabrão , com todas as letras , sim és um Cabrão que me dá a volta à cabeça e me faz mal como o caraças .
Juro a toda a hora , não te voltar a provar , mas a minha resistência é nula e basta uma palavra para eu te procurar .
Odeio te com toda a minha vontade , mas é com toda a mesma que te quero , maldito sejas por me deixares assim .
À Segunda feira não te quero , nem de ti ouvir falar , para logo na Terça feira por ti já estar a ressacar , à Quarta feira encho me de coragem e mando te vadiar , à Quinta feira imploro para te Amar .
À Sexta feira e ao Sábado fico a desenjoar , prometendo que no Domingo nem sequer te vou provar .
E termino a semana novamente em tudo a errar .
És um Cabrão e aos teus efeitos secundários já me estou a adaptar .

Raven

Não era para ser assim.

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Fotografia: Via Pinterest

 

Não era para ser assim.
Era para chegar e quando nos olhássemos sermos apenas a lembrança de um passado.
Era para ser um “olá tudo bem” “foi bom ver-te”, e não um abraço que nos fez tremer a alma, suar a pele, e querer que aquele reencontro se tornasse suspenso por toda a eternidade.
Não era para ser assim, porque tens outro alguém.
Mas aquele reencontro tão inocente, tão certo como dois bons amigos, se tornou no pecado que tão docemente errado nos levou a transpirar na pele um do outro.
Poderia ter sido um “ola tudo bem”, meramente carnal, mas não. O sentimento à muito deixado para trás veio reivindicar o direito de voltar a ser vivido e agora todos os dias erramos e alimentamos este nosso pecado.
E este pecado embora amargo para ela, para nós é a sobremesa que não resistimos a pedir, repetir devorar e consumar.

A Vizinha

A história poderia ter sido outra.

Na fotografia: Kendall Jenner
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A história poderia ter sido outra.
Terminado com dois corpos juntos suados após uma noite de desejo livres de preconceitos.
Em vez de ter recebido um beijo desapontado na cara, naquela despedida com sabor amargo, poderíamo-nos ter beijado e corrompido o ar que nos envolvia.
Este primeiro beijo, adivinho-o ardente, explosivo, sôfrego, faminto desde o primeiro toque até irmos parar a um quarto.
Em vez de ter ido para casa sozinha, poderia ter ido acompanhada e conhecido o calor do teu toque.
O desfecho daquela noite, poderia ter tido o cenário sexual que tanto imaginamos.
Poderia esta, ser outra história.
Uma outra história de sexo sem preconceito e desejo que nasceu com dois olhares que sorriram quando se cruzaram.