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Eu em tua boca!

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Texto Erótico|M18

Havia 2 anos que ele incitava vontades muito intimas em mim! Evitava o seu olhar, sua conversa provocativa. Certa feita, estava em casa, atirada sobre grandes almofadas, quando o celular tocou… li no identificador: Ele! Novamente provocando, novamente lascivo… Quando disse, por fim: venha! Dez minutos depois abri a porta! Ele entra um tanto tímido para o seu tempo de vida e experiência… eu não falo nada! Apenas o beijo lentamente! Suas mão percorrem as minhas costas e entendem os meus cabelos negros por rédeas o que faz com que o beijo seja um mergulho sem escafandro em mar revolto! Desço percorrendo o seu dorso com a língua… neste momento, todo o meu corpo o quer… lateja, molha! Encontro um tesão imenso que deixo invadir a minha boca… ele geme! Logo me afasta e por segundos olha para mim e vê a minha língua buscar os cantos da boca como se gotas de um vinho bom pudessem escapar por ali. Ele sorri e num sussurro rouco diz: Tu é minha! Minha! Fecho os olhos e o sinto entre os meus rins… sugando, acarinhando… sorvendo! Sinto suas mãos cravadas nos meus quadris! Levanto, viro-me de costas para ele e apoiando a perna no sofá… inclino o dorso e ele vem… e me doma! Eu tremia e sussurrava gemidos! Ouvia a sua respiração mudando de cadencia e fomos assim, num encaixe perfeito até a explosão de sensações e , enfim, a dormência!

Fah Ruiz

Por uma noite.

Texto escrito para a minha paixão platonica. Jared Leto.

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Fotografia: Jared Leto

Se te tivesse por uma noite, nem tu nem eu abriríamos a porta ao João Pestana! Ai não!
Passaríamos a noite acordados, numa king size de um hotel qualquer, rodeados de almofadas de todos os tamanhos e cores, lençóis desfeitos, janelas abertas e uma corrente de ar a beijar as nossas peles…
Se te tivesse por uma noite, as roupas à muito que nos deixariam de cobrir. Corpos livres de pudores, silhuetas reveladas pela luz da lua que se intromete pelo quarto dentro, a segunda fonte de luz, porque a primeira será a dos nossos olhares um no outro ou simplesmente esquecidos nas paredes brancas daquele quarto de hotel.
Se te tivesse por uma noite, entrelaçaríamos as nossas peles numa confusão de posições e sobreposições, estaríamos tão envoltos que a dada altura já não saberíamos a quem pertence o quê. Um só.
Se te tivesse por uma noite, teríamos conversas sem fim, conversas de alma alimento e nutrição!
Se te tivesse por uma noite, não quereria o teu sexo como todas as mulheres te querem. Não! Pelo menos para já, não é isso que quero de ti.
Quero conversar contigo, olhar para ti, partilhar o mesmo espaço físico contigo, e sentir o teu silêncio neste cenário que apresento.
Se te tivesse por uma noite os relógios vestiriam-se de pressa e da janela daquele quarto de hotel o sol comandará o fim daquela que é a minha noite perfeita ao teu lado.
E antes que ele tome conta do céu, já eu terei saído por aquela porta, saciada pela presença do teu espírito, sorriso e olhar naquele quarto de hotel.

 

A Vizinha

Não vale a pena estares aí e eu aqui.

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Não te iludas.
O que sentiste comigo nunca mais se vai repetir noutro corpo.
A explosão nuclear que vivemos só acontece uma vez, mas se algum dia voltares a viver algo na mesma medida, liga-me, manda-me um e-mail ou sms e cala a minha presunção.
Nós dois, no mesmo espaço, fodemos a alma antes do corpo!
Basta cruzarmos o olhar que o teu sexo aperta dentro das calças e entre as minhas pernas o clima vira tropical.
Esta paixão! Ai a nossa paixão!
Confessa que morres de saudades de soltar a fúria do teu demónio no meu corpo, sem limites, quando, onde e como querias?
Lembras-te como o nosso fogo dispensa palavras?
A nossa paixão pedia,
roupas esquecidas no chão,
pele rasgada e pintada,
mãos endiabradas,
beijos de suor e fluidos,
cheiro a sexo no ar,
gemidos abafados entre almofadas.
Não vale a pena estares aí e eu aqui.
Aí não me tens.
Aí não me vês, não me tocas e não me fodes.
Vem.