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Rasgas-me a alma com os teus alentos

 

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Feres me os tímpanos com o teu silêncio , rasgas me a Alma com os teus alentos , atiras tudo que há em nós aos quatro ventos .
Causas-me danos , que reparas de seguida com um chorrilho de beijos , com todos os desejos , vens , feres me , mutilas toda a minha força de vontade e partes cheio , cheio de mim , de nós , sem sequer pensar na dor que fica para trás.
Um dia vou entender que espécie de sentimento é este que vamos nutrindo e alimentando ou deixando à míngua e à sede .
Um dia vou dizer te … Fazes me mal , sugas me a Alma , deixas me destroçada , arrasada .
Um dia …. Quando perceber o que é isto …. Um dia.

Raven #69Letras

…mais vida me dás.

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Faz um ano que desci o primeiro degrau da escada que me lançaste. Quem disse que subiria em direção ao céu e conheceria a paz dos anjos e a leveza das nuvens?
Esta escada leva o meu corpo na direção dos rochedos vulcânicos do inferno que te habita, e quanto mais a temperatura dos degraus aquece mais a ti pertenço. Estou a meio das escadas e o sangue já borbulha, a pele queima e se desfaz em suor e larva flamejante no meio das pernas. Quanto mais desço mais vida me dás, como se o teu caminho,
o da perdição fosse a minha salvação
a boca que me devora a liberdade,
as mãos que me tocam a fome que já não tinha
e o teu sexo o alimento que me rasga e me faz ser mulher.

A Vizinha

Nutre-me com o pecado.

 

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Pecado.
O supra alimento que suja a minha alma mas que a sacode, faz rejubilar e rejuvenescer a menina que tem tanto de doce como de safada, e se tu te assustaste foi porque não leste as entrelinhas e se não as soubeste ler e achas que precisas de um manual de instruções é porque não nos pertenceMOS.
Este sangue vermelho que me corre nas veias não é constituído apenas por sonhos suaves e encantados. Dentro de mim bombeia sangue sujo sedento de pecado que queima e arde quando paro de pecar e é por isso que não posso parar pois é o meu alimento, a minha adrenalina, a minha cruz, o mártir que me seduz!
Trago pensamentos deliciosamente cheios de pureza e delicadeza mas sou essencialmente possuída por delírios mentais altamente tenebrosos e vontades escandalosas e é então que me visto de pecado e sigo rumo à perdição porque eu quero em mim sentir a pele abrir o sangue a escorrer e da boca do diabo que me possui, sussurros obscenos que atingem esta alma com a mesma poesia que uma canção de amor!

A Vizinha

No Words

 

 

 

 

Corpos cansados, cada um para o seu lado, cigarros acesos e olhas-me como se fosse um anjo desprotegido,

a tua ternura fere-me finjo nem te notar e perco-me a olhar para o fumo do meu cigarro enquanto tu continuas

a fitar-me como se fosse a mulher mais bela que alguma vez conheceste,

não permitirei que me faças gaguejar quando dizes o que quão perfeita te pareço despenteada,

nua sem acessórios e maquilhagem na tua cama,

com as pernas encolhidas junto ao peito e o meu jeito tímido de colocar o cabelo atrás da orelha.
Quero a tua companhia e o teu calor,

renova-me a alma mas não ouses quebrar o meu coração com conversa desinteressante,

ou em elogios que estou farta de ouvir.

Não! Não faças isso.

Nada de palavras.
Toma o meu corpo,

é a melhor forma para me levares a ficar.
Sem palavras,

apenas corpos suados que colidem como se o mundo fosse desaparecer,

como se o s3xo fosse o único alimento que nos fará sobreviver.
Silêncio.

© Cátia Teixeira 69 Letras 2015

Gosto de escrever e de me inventar no papel.

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O que sou, quem sou, poucos o sabem e confesso nem eu mesma o saber.
O que sei, é que dentro de mim existe um mundo ilimitado de personalidades e de quereres.
Não sei o que quero ou quem sou.
Enquanto não o sei, sou tudo o que escrevo e tenho tudo o que invento.
Quando me apetece, posso ser uma mulher apaixonada. Esta mulher é amável, atenciosa, presente, prepara pic-nics, veste cores claras e acredita no amor para toda a vida. Ela espera pacientemente pela chegada do seu principe, e até posso imaginar esse momento. Ele surge diante de si entre a multidão a sorrir como se ela fosse o tesouro mais raro do mundo, e num abraço ela tem a certeza que é o seu mais que tudo.
Outras vezes,
Posso ser uma conquistadora mortal, onde a minha mente instiga e prende, e no meu corpo corre o sangue de Vênus que leva à loucura os homens que tropeçam nos meus saltos. Esta mulher sente cada noite de paixão que vive. Noites de verão eternas na memória de quem esbarra com ela.
Quando escrevo, tanto um amor para toda a vida ou noites num quarto de hotel enchem-me o peito.
A liberdade que a minha caneta me dá é momentânea, mas enquanto não me descubro, esta realidade traz brilho ao meu olhar.
O que eu hoje não sei de mim, descobrirei, amanhã.
Até lá,
Vivo o que escrevo. Risco e apago o que escrevo. Escrevo e vivo. Vivo e apago ou risco por cima.
A liberdade deste corpo e desta mente pertence-Me e os rabiscos da minha vida são o alimento de tudo o que escrevo.