Arquivo de etiquetas: alegria

Preciso de cor na minha vida

Ando a fugir de mim, para quê?
Refugiu-me em sitios cinzentos da minha vida, em locais que me causam nostalgia.
Para quê?
Sempre fui alegre, viva, cheia de energia.
No que me tornei? Porque deixei de fazer o que gostava em prol de outros.
E eu? Onde ando?
Perdida em busca de me encontrar.
Basta!!
Ando a perder os meus dias que restam de juventude.
Fogo!! Mas eu sou jovem, mesmo que a minha idade, diga o contrario.
Quero gritar.. Preciso de libertar este nó, peso que tenho no peito e me impede de viver.
Ser feliz, com quem me rodeia.
Preciso de cor de novo na minha vida.
©Lola 2017 #69Letras

Casas comigo?

Casa comigo.
Casa comigo só por hoje.
Vamos unir os nossos corações,
Caminhar lado a lado,
Olhar o mesmo caminho.
Vamos deixar a vida que temos
Mas mantê-la igual:
Os mesmos sorrisos,
Os mesmos abraços,
Os mesmos beijos,
O mesmo amor.
Vamos descobrir o desconhecido
E explorar o conhecido
Perdendo-nos na ténue linha
Do certo e do errado,
Do real e do imaginário.
Vamos festejar esta alegria,
Procurar o prazer,
Desfrutar do momento
E desta vontade de viver.
Vamos ser rei e rainha,
Príncipe e princesa,
Duas pessoas, um amor,
Uma história de encantar.
Vamos fugir sem pressa,
Tu nos teus patins,
Eu nas minhas palavras,
Unidos numa viagem sem ponto de chegada.
Casa comigo.
Casa comigo só por hoje.
E vamos fazer do hoje
O nosso sempre.

© Fox 2017 #69Letras

A Primavera das nossas vidas

Todos nós temos aquelas fases em que reparamos mais nos passarinhos a chilrear. É inevitável!

O sol parece que brilha mais nas nossas vidas, o calor ameno que beija as nossas faces rosadas com um sorriso tolo estampado.

Os problemas reduzem-se à sua insignificância e a vida assobia uma melodia aos nossos ouvidos.

E nós autores das 69letras até brincamos com as cores na nossa escrita.

A Primavera entranha-se em nós e brinca com as nossas vontades e casmurrices! Nada parece ser tão grave como até ali fora, ganhamos ânimo para enfrentar o dia a dia enfadonho e as borboletas no estômago ganham outra dimensão.

A estação do amor!

Onde tudo ganha cor e vida! Saboreia-se uma tarde calma! Deliciamo-nos com as coisinhas mais simples da vida! Nosso corpo está mais leve! O espirito mais animado!

Quem me dera que fosse todo o ano Primavera! Onde as pessoas sorriem mais e com vontade mesmo! As gargalhadas saem espontaneamente! Não há nada que possa correr mal! Porque esta é a primavera das nossas vidas! Cheia de oportunidades boas! Um futuro risonho pela frente que teima em sorrir-nos!   

©Miss Steel 69letras 2017 

Ninguém Tem Pena das Pessoas Felizes

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Ninguém tem pena das pessoas felizes. Os Portugueses adoram ter angústias, inseguranças, dúvidas existenciais dilacerantes, porque é isso que funciona na nossa sociedade. As pessoas com problemas são sempre mais interessantes. Nós, os tontos, não temos interesse nenhum porque somos felizes. Somos felizes, somos tontaços, não podemos ter graça nem salvação. Muitos felizardos (a própria palavra tem um soar repelente, rimador de «javardo») vêem-se obrigados a fingir a dor que deveras não sentem, só para poderem «brincar» com os outros meninos.
É assim. Chega um infeliz ao pé de nós e diz que não sabe se há-de ir beber uma cerveja ou matar-se. E pergunta, depois de ter feito o inventário das tristezas das últimas 24 horas: «E tu? Sempre bem disposto, não?». O que é que se pode responder? Apetece mentir e dizer que nos morreu uma avó, que nos atraiçoou uma namorada, que nos atropelaram a cadelinha ali na estrada de Sines.
E, no entanto, as pessoas felizes também sofrem muito. Sofrem, sobretudo, de «culpa». Se elas estão felizes, rodeadas de pessoas tristes, é lógico que pensem que há ali qualquer coisa que não bate certo. As infelizes acusam sempre os felizes de terem a culpa. É como a polícia que vai à procura de quem roubou as jóias e chega à taberna e prende o meliante com ar mais bem disposto. Em Portugal, se alguém se mostra feliz é logo suspeito de tudo e mais alguma coisa. «Julgas que é por acaso que aquele marmanjo anda tão bem disposto?», diz o espertalhão para outro macambúzio. É normal andar muito em baixo, mas há gato se alguém andar nem que seja só um bocadinho «em cima». Pensam logo que é «em cima» de alguém.

Ser feliz no meio de muita gente infeliz é como ser muito rico no meio de um bairro-de-lata. Só sabe bem a quem for perverso.
Infelizmente, a felicidade não é contagiosa. A alegria, sim, e a boa disposição, talvez, mas a felicidade, jamais. Porque a felicidade não pode ser partilhada, não pode ser explicada, não tem propriamente razão. Não se pode rir em Portugal sem que pensem que se está a rir de alguém ou de qualquer coisa. Um sorriso que se sorria a uma pessoa desconhecida, só para desabafar, é imediatamente mal interpretado. Em Portugal, as pessoas felizes sofrem de ser confundidas com as pessoas contentes.

Texto de: Miguel Esteves Cardoso

Fotografia: Via Pinterest

Golden moments! 

Ontem O Vizinho teve um daqueles momentos inesquecíveis! Jantar a sós com o Sénior! Uma palavra para definir esse jantar! Perfeito! 
De poucas palavras e de uma seriedade única, é assim o meu pai. Mas ontem não! Ontem foi dia de conversa, de partilha e bom humor! O vinho, o belo e saboroso bacalhau na brasa, o barulho ensurdecedor das conversas das mesas ao lado, os risos da cozinheira e o bater na mesa da jogatana das cartas. Assim foi o nosso jantar na Tasca do Tino do Socorro. “Tino! Enche esta caneca!! Oh Tino! Traz mais broa!” Os meus olhos apenas viam o meu pai, a sua conversa única e confissões inéditas. A partilha de momentos de diversão e de saídas na sua juventude. Ai se a minha mãe sabe! Estava feliz, rosado pelo vinho e liberto pelo alegria de ali estar com o meu pai…
 
Golden moments…
 
Obrigado Pai pelo dia de ontem. Obrigado Pai pela vida até hoje. Espero te ter perto quanto tempo for possível…
 

O Vizinho #69Letras

Contigo no pensamento

Amadruguei em ti, neste frio de inverno o teu fogo eterno quando a rua sai, contigo no pensamento deixei este inferno e encontrei no teu sorrir o meu alento. Já bebi um café e a imagem do teu rosto que me acompanha quando lhe senti o gosto veio me uma alegria tamanha que mesmo mal disposto por tamanho madrugar, sigo caminho mãos nos bolsos e a assobiar. Sei que te sentes cansada mas meu corpo é tua morada, casa quente aconchegada, aperto forte e mão segurada num riso de bom dia, beijo de um até logo em despedida demorada que manhã se faz tarde e eu ansioso e sentido nesta espera te aguarde logo ha noite sem alarde que não gostas de ruido.

O Inquilino #69Letras

Duelo entre a Raven vs Ela. Tema: Amor

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Duelo entre a Raven vs Ela.
Tema: Amor

Amor de outras vidas , reencontro karmico , não é o esplendor apregoado em belas histórias e melodias , é voltar a conceber um Amor temporalmente desfasado , é reconhecer o cheiro , cada linha da face , cada reentrância da Alma , é fusão imediata de todos os sentidos , é deixar de ser dois e passar a ser Uno . Quando se tenta explicar esta dimensão as palavras falham , não chegam , perdem se no ar , pois não existem . Quando um Amor assim se reencontra é reviver um passado sem espaço no presente e sem encaixe no futuro , pois não é daqui nem de agora . A Alma fica cheia para depois ser vaporizada em mil fragmentos .

Raven

Sentir que os passos que vamos dando têm chão…
Que as palavras soltas se juntam num verdadeiro cantar das cigarras
Alimentando cada raio de sol com a plenitude de um amanhecer,
E esculpir..
Esculpir em nuvens de algodão a palavra amor!
Como quem quer falar com a lua em tom suave, calmo…
Chorar de alegria ao ver que até as estrelas partilham o seu brilho.
Umas com as outras..
Numa partilha tão única, tão verdadeira…
Como a nossa…
A nossa partilha…
Nos sonhos, nos momentos, na vida, na saliva…
No encontro e desencontro de seres que se completam.
A metade e a metade da laranja….
Que dará o sumo de uma só!!!
Os corpos que relaxam na paz de uma tarde…
Que perdura na mente criando a noite…
Salpicando de chuva uma madrugada quente…
De um qualquer país tropical onde até a terra cheira…
Sentir…
O cheiro da terra e o toque dos teus lábios…
Na pele molhada da chuva que cai sobre nós…
Que nos molha o cabelo…pingando suavemente
por nós dois…de mãos amarradas e firmes!!
Parece que levitamos no tal cantar das cigarras
Na noite de lua cheia…
Onde as corujas de olhos esbugalhados nos
miram espantadas por presenciarem tal cena…
De amor!!…
Os nossos pés cheios de lama vão deixando pegadas
pela estrada fora, como prova que ali estivemos
ávidos de desejo e de paixão..
Num virar de página que nos mostra o início..
De uma longa e profunda caminhada
Que vamos fazer…de mãos dadas …
Partilhando…
Os sonhos, os momentos, a vida e a saliva…
Bebendo juntos o cálice…
Com o sumo da nossa própria laranja!!!
Eu e tu!
Tu e eu!

Ela