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Mente inquieta

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Tenho a mente inquieta desde a nossa ultima conversa, não te culpo, apenas percebo agora que a vontade é recíproca, não te manifestas mas sei que o teu corpo me pede, e o meu treme pelo teu. O desejo é animalesco, dizes-me ser fraco por não te negar que te quero, mas acredita as minhas forças aguardam para levar o teu ao extremo êxtase, sexo não é so pecado é redenção de muitos outros, deixa-me tomar um trago de teu sabor e prova-me que bem queres e se finalmente te apaixonares não tenhas medo, esse é o meu objectivo, fazer-te acordar de sorriso no rosto a olhar para mim.

Ricco

Todos os dias ela sussurrava o seu nome.

 

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Todos os dias ela sussurrava o seu nome. Todos.
Sentia a falta dele e por isso chamava-o, ele nunca mais voltou desde que partiu. Contudo ela nunca o largou ou deixou de amar, manteve-se fiel ao que sentia e aguardava infinitamente por ele. Aguardava sem hipótese alguma de regresso, mas sentia-se bem assim.
Deitou-se todas as noites vazia com o seu nome nos lábios, levantava-se de manhã com a cama vazia e percorrera tantas vezes o leito onde ele se deitava com as mãos a deslizar nos lençóis frios da ausência do corpo, depois vestia-se e misturava-se por entre a vida.
Só ela sabia do seu segredo, só ela sabia que o esperava. Para o mundo ela tinha seguido, afinal de contas ela sorria como se estivesse tudo bem, como se não sentisse dor e saudade, como se nunca tivesse perdido parte dela. Era boa nisso, tão boa que ninguém desconfiava que assim que metia a chave na porta de casa sangrava do peito e quase sufocava com o desespero. O banho acalmava-a, levava pelo ralo a revolta de não o ver nunca mais. Ela enxugava a pele e hidratava-a com novos pensamentos, mais leves e conformados. Resignada e ciente que não havia mais nada a fazer a não ser aguardar… esperar.
Todos os dias ela sussurrava o seu nome e desejava que ele a escutasse e soubesse que ela não o esquecera.

A Vizinha