Arquivo de etiquetas: água

Adoro quando ele chega

Texto Erótico | M18

Adoro quando ele chega.

Entra e logo me procura, prendendo-me nos seus braços, colando os seus lábios aos meus.

As suas mãos deslizam pelas minhas costas e enquanto uma me ergue a perna, a outra aperta as minhas nádegas.

A barba áspera, aparada na perfeição, arrepia-me a pele e o seu perfume masculino inebria-me os sentidos.

Solto-me dos seus braços, pego-lhe na ponta da gravata azul e, com um sorriso maroto nos lábios, encaminho-o até à casa de banho.

Empurro-o, obrigando-o a sentar-se num banco que se encontra num canto da divisão.

Tiro-lhe o telemóvel do bolso e, rapidamente, procuro a playlist ideal.

Os primeiros acordes soam e eu afasto-me dele, balançando o meu corpo num movimento sensual.

Rodopio, ergo os braços em direção ao teto, desço até ao chão e volto a subir, num movimento fluido.

Os seus olhos estavam fixos no meu corpo que se movia como uma serpente encantada.

Debrucei-me sobre o lavatório, empinei o rabo, deslizei uma das mãos até às nádegas e fui levantando o fino tecido do vestido vermelho que cobria o meu corpo.

Através do espelho pude ver o desejo surgir na sua cara ao ver que eu não tinha qualquer roupa interior vestida.

Ergui-me e dirigi-me a ele.

Sentei-me no seu colo e senti por baixo das suas calças o quanto ele me queria.

Peguei-lhe na mão e levei um dos seus dedos aos meus lábios.

Coloquei-o na boca e suguei-o. De seguida, comecei a guiar o seu dedo pela minha pele.

Lábios, queixo, pescoço, peito, seios, mamilos.

Agarrou-me ambos os seios, apertando-os, fazendo-me ofegar.

Gentilmente, coloco uma mão na sua nuca e guio a sua boca até aos meus seios que ele abocanha sem hesitar.

Beija, lambe, suga. Sente o sabor da minha pele e faz-me ofegar de desejo.

Empurro-lhe a cabeça para trás, obrigando a encostar-se na parede e beijo-o com paixão, enquanto lhe tiro o casaco.

Saio do seu colo, ajoelho-me entre as suas pernas e tiro-lhe o cinto.

Levanto-me, volto a empinar o rabo e, num movimento ágil, bato com o cinto nas minhas nádegas, soltando um gemido.

Largo o cinto, entro dentro do duche e ligo a água quente.

A música continua a tocar.

Coloco-me debaixo do chuveiro e deixo que a água me caia nos cabelos e escorra pelo meu corpo, molhando-me o vestido e tornando-o transparente.

Debaixo da água volto a dançar.

Agito as minhas ancas, toco o meu corpo de forma provocante, deixo que as gotas de água sejam minhas bailarinas.

Viro-me de costas para ele, encostando o peito na parede fria e húmida, elevo o rabo e abano-o.

Ele não resiste e entra no duche, sem sequer se despir.

Envolve o meu corpo nas suas mãos e puxa-me contra si.

Sinto, contra o meu rabo, o quanto está excitado.

Puxa-me o cabelo, beija-me o pescoço e aperta-me os seios.

Vira-me de frente para si e beija-me fogosamente.

Arranco-lhe a camisa, rebentando os botões, deixando revelar o seu corpo torneado.

Passo com as unhas no seu peito. Um arranhão nunca fez mal a ninguém.

Ele continua a distribuir beijos pelos meus lábios, pescoço e seios.

Desaperto-lhe as calças, que caiem no chão molhado, e aperto-lhe o pénis por cima dos boxers.

Ele solta um gemido rouco no meu ouvido e todo o meu corpo se arrepia.

Dispo-lhe os boxers e, assim que se livra deles, pega-me ao colo e encosta-me à parede.

O frio da parede contrasta com a água quente que cai sobre nós e com o fogo que nos consome.

Olha-me nos olhos, sorri maliciosamente e começa a penetrar-me.

Começa com movimentos lentos e sem tirar os seus olhos dos meus, deixando-me a ofegar e a gemer no seu ouvido.

Quando percebe que o meu corpo começa a vibrar de prazer, torna os seus movimentos mais rápidos.

As minhas unhas cravam-se nas suas costas, já não controlo a minha respiração e os gemidos tornam-se parte da melodia que ecoa no ar.

Atiro a cabeça para trás, arqueando as costas, deixando que a água caia diretamente na minha face e entrego-me ao prazer.

Os movimentos dele são rápidos e fortes, provocando em mim um prazer imenso.

Os nossos gemidos e gritos fundem-se num só, criando a mais bela sinfonia, pautada pelas notas da melodia que se ouve e pelo som da água que nos abraça.

Sinto o seu pénis latejar e inundar-me do seu líquido quente.

O seu gemido final sobrepõe-se à música.

Mas ele não pára e continua a movimentar-se dentro de mim.

Pouco depois sinto a explosão de mil fogos-de-artifício em cada pedaço do meu corpo.

Solto um grito de prazer que ecoa pela casa.

Ele coloca-me os pés no chão e encosta a sua testa na minha.

Ainda ofegantes, olhamo-nos nos olhos e rimos.

As nossas roupas ensopadas, as suas costas marcadas de arranhões, o meu corpo ainda a tremer.

A música continua a tocar, inocente testemunha do nosso amor e desejo.

Enlaço os meus braços no seu pescoço e beijo-o.

Sim, sem dúvida.

Adoro quando ele chega.

© Fox 2017 #69Letras


Só me apetece desaparecer

Estou num daqueles dias que só me apetece desaparecer.
Ir até uma praia deserta.
Sentir a areia nos pés e um vento leve na cara.
Sentar-me e desligar de tudo.
Hoje estou assim – a precisar do meu cantinho para esquecer tudo e desaparecer por um tempo.
Poder sentir o mar no meu corpo assim como o cheiro.
Poder dar um mergulho e lavar todas as mágoas e tristezas.
Quero gritar, chorar e sorrir como uma perdida.
Hoje estou a precisar.

Peregrinus #69Letras

E a vontade de te ter dentro de mim começou a invandir-me..

– Hoje acordei com a chuva a bater na janela.
Aquele som maravilhoso, fez-me esboçar um sorriso e vontade de me aconchegar em ti!
Rapidamente o desejo apoderou-se de mim e fui tomar banho!
Ao sentir a água quente a cair sobre o meu corpo, fechei os olhos e imaginei as tuas mãos a percorrê-lo. Comecei a ferver por dentro..
E a vontade de te ter dentro de mim começou a invandir-me..
Quando já não conseguia imaginar mais nada no meio daquela loucura envolta da minha cabeça…
Tocam à campainha!
FODA-SE!

– Ai São Pedro! Chega de mau humor!!!
Queremos sol, cerveja na esplanada e bikinis nos corpos!!!
Todo molhado à porta do teu apartamento sinto o odor saboroso do teu gel de banho que me invade as narinas, e depressa fico-te imaginando nua, de pele húmida e brilhante, me pedindo para a hidratar com aquele creme maravilhoso de Amêndoas Doces… Sim, nada me dá mais prazer do que te ter nas minhas mãos, inteira á minha disposição.
“Olá! Posso entrar?”

– Fico petrificada na porta a olhar para ti, ainda meio húmida em todos os sentidos e com a toalha à volta do corpo..
Só me apetecia dizer-te “Por favor, termina o que a minha cabeça iniciou!”, mas da minha boca só saiu um simples:
“Podes”.
Olhaste-me nos olhos e não os desviaste enquanto entraste. Pegaste-me pelo queixo, roçaste a tua barba na minha pele macia e beijaste-me a testa. Senti o meu corpo a vibrar! Entraste na sala e começaste-te a despir..
“Apanhei muita chuva! Importas-te?”
Deixei cair a toalha e respondi: “Agora não.”

– Esse teu sorriso lascivo e olhar desejoso deixa-me louco!
Caminhas até mim vagarosamente, e a cada passo que dás meu coração acelera e minha libido aumenta…
“Aquece-me nos teus braços…” dizes.
Pego em ti e no meu colo te aconchego, na minha boca te tomo… deitamo-nos confortavelmente no sofá, e enquanto isso olhas-me nos olhos, mordes o lábio e por telepatia dizes “Estava mesmo a pensar em ti.. Como adivinhaste?”
Nada respondo.. Apenas sei que hoje nada nem ninguém nos tira daqui, deste ninho onde frio não entra e a chuva fica lá fora, a bater na janela…

Annastasia
&
O Vizinho #69Letras

A bailarina

Texto Erótico|M18

A música pára e eu acabo na formação que tantas vezes repeti. Estou cansada. Dancei o dia para a competição de ballet. Pego nas minhas coisas e sigo para os banheiros. A roupa cai no chão. Ligo o chuveiro… A água está bem quente. Hum, que relaxante. Os meus olhos estão fechados e estou virada contra a parede. A água escorre pelo meu corpo abaixo. Sinto uma mão envolver o meu seio direito. O que é isto? Abro os olhos e tento virar-me, mas a mão que ainda agora envolvia um seio agora me agarra e puxa contra um corpo musculado. Sinto um pénis duro contra o meu rabo… Fico cheia de desejo. Ouço um sussurrar no meu ouvido. É o meu treinador! Com uma mão envolve o bico do seio esquerdo e com a mão direita desce até a minha vulva. “Hum. Estas bem molhada. Desejo-te desde o primeiro dia que entraste na minha sala.”, diz enquanto forma círculos no meu clitóris. Com uma mão agacha o meu peito enquanto agarra com a outra a minha anca. Enquanto me afasta as pernas diz: “Segura-te nas tuas pernas e relaxa.” Sem entender bem o que está acontecendo mas com um desejo enorme faço o que me disse. Sinto a ponta do seu pénis entrar na minha cona. Hummm. Ele sai e entra novamente. Fode-me é o meu único pensamento. Agarrando me bem nas ancas sai e desta vez penetra-me com força. Ainda bem que me segura, se não tinha caído para a frente. Com movimentos rápidos começa a penetrar-me bem fundo. Hum, estou a adorar. Sinto o pulsar dentro de mim e entro em êxtase. Um orgasmo profundo envolve o meu corpo assim como o dele. Depois de recuperamos o fôlego, ele sai de dentro de mim. E puxa-me para cima. Ainda de costas para ele, sussurra-me ao ouvido: “Quero repetir, mas não vai ser hoje. Isto nunca aconteceu.” Com um beijo no pescoço larga-me e desaparece. Ligo a água novamente e pergunto-me se isto terá realmente acontecido.

Peregrinus #69Letras

 

Fui finalmente paz.

Fotorafia: Via Pinterest4e2d4da85a3ae49389196f9c5c6e09d4.jpg

Sobre aquela noite, apenas um titulo me vem à cabeça: ” eu e tu fomos água!”.

Na dança do nosso desejo deixamos de ser dois corpos para nos transformarmos na água que libertou a vontade à muito contida.
Fomos a água benta sob o olhar atento daquela igreja que lavou nossas peles e levou à purificação destas almas que ardiam de pecado um pelo outro.
Não fomos gotas de suor, fomos maré salgada que nos oleou a pele num vai e vem de corpos acessos que nem com o cansaço se apagaram.
Fui nascente e afluente fonte do néctar divino por ti extraído,
fui força dominante e fraqueza por ti dominada,
fui vida e luz no olhar…
fui finalmente paz.

Em que é que estás a pensar?

1918393_1635826846663046_8479333345536018679_n

 

O facebook pergunta: em que é que estás a pensar?

Eu respondo: Nele. Claro! Só podia, só penso nele, neste segundo imediato, nos que já passaram e nos segundos que ainda virão. Ele está por todo o lado, rodeia-me, abraça-me, aconchega-me, mima-me, provoca-me, enlouquece-me, não o vejo, mas sinto-o aqui. Por senti-lo o tempo todo como posso eu pensar em outras coisas se não nele?! Um ele que me faz suspirar… cora-me, embriaga-me levito e sorrio… e se sorrio!!! Sorrio por dentro e por fora e por fora e por dentro, sorrio para ele e ainda que não me veja é esta minha felicidade dele.
Sou eu dele.
ELE.
É tudo dele. Os beijos que quero dar, os abraços que quero enlaçar. Este meu corpo que quer amar aclama-o, o desejo que floresce qual flores na primavera pertence-lhe, é ele o sol, a água, são os mimos que me dá os nutrientes deste sentimento que se enraíza, tal terra tal coração, assim é esta paixão, real.

A Vizinha

Já trato os ciúmes por tu!

d4962aa67bbb29d3d622e7ec9d005c39

 
Conheci o ciúme no mesmo momento em que te conheci a ti. Desde aí que morro de ciúmes de tudo o que está contigo sempre que não estou como é caso do vento que te cheira a pele ou o casaco que te abraça; as meias que te cobrem as pernas e os sapatos que te levam para longe de mim; a agua que te molha os lábios e os alimentos que se deleitam com o gosto da tua boca; do creme que te lambuza o corpo e do teu cabelo que massaja o pescoço; do telemóvel que escuta a tua voz e do banco do carro que te dá colo.
É grave.
Não consigo evitar estes ciúmes loucos de tudo o que te tem quando não estou.

 

A Vizinha

Segue-nos na nossa página do facebook!