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Sabem quando algo que vocês querem muito mas mesmo muito de repente se proporciona na vossa vida?

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Pois é, estou a passar por isso em três áreas distintas da vida. Algo com que sonhei, batalhei, que a dada altura nem a saca rolhas consegui obter, finalmente veio até a mim .Encontro-me com aquele sentimento de que é tão bom que não pode ser verdade, que deve estar para cair um santo do altar ou que está para chegar uma tempestade devastadora depois destas semanas de sol! Não festejo estes acontecimentos, vejo-os a acontecer. Será isto sinal de maturidade quando olhamos para as coisas sem explosão e euforia? Ou será consequência de uma serie de desapontamentos e tentativas falhadas que nos faz passar pelas coisas sem uma alegria efusiva? Recordo-me de rejubilar com os acontecimentos, de lançar foguetes confetis e dançar, agora observo o caminho calada, um passo de cada vez e depois logo se vê. Não me sinto capaz de festejar. Um novo amor, um novo trabalho um novo sonho alcançado, parece que apenas aguardo pelo momento em que isso me será arrancado. Estarei eu a desperdiçar estes momentos ao vive-los como se realmente não me fossem tão importantes? Não estarei a ser ingrata perante os meus sonhos? Ou estarei simplesmente a preparar-me para o caso de se dar mais uma desilusão? Este texto não passa de um desabafo, das saudades que tenho do meu eu mais festivo, mais vivo e genuíno. Vejo-me muito calma, sem grandes alaridos, sem brilho… vejo-me adormecida. Será maturidade ou estarei simplesmente a deixar passar a alegria que poderia estar a sentir por ver os meus sonhos a realizar?

A Vizinha

Existe vida lá fora…

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Olho a cidade está aos meus pés ou podia senti-la assim se aqui estivesses a reinar ao meu lado… ou se quisesses…
É uma grande cidade os carros chegam vindos de um lugar qualquer, só os condutores sabem, é o destino deles não o meu, só sei que tu não chegas. A cidade parece pequena o vidro duplo cala-a e só resto eu no silêncio desta casa sem a mobília do teu corpo para me confortar. Procuro-te nos passeios… aquele podias ser tu ali a caminhar, mas a silhueta desaparece e a campainha não dá sinal, não chegas, não te vejo entrar com o teu brilhar! A tarde está nublada o bafo da rua sufoca se ainda fosse o teu quente respirar as janelas já estariam abertas para na minha pele viajares. Olho a cidade existe vida lá fora mas nas paredes da minha casa faltas tu para me revitalizar. A cidade agita-se sobre mim sinto-me adormecida sem o teu fogo para me inflamar, vivo nesta melancolia numa ânsia desmedida, pareço o semáforo com o sinal vermelho aberto, pára o trânsito páro eu, faltas tu e o sinal verde para que eu circule e deambule porta fora pelas ruas feito uma louca e apaixonada alimentada pela tua paixão.

A Vizinha
Fotografia: Silviu Sandulescu
Modelo: Andreea Rosse