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Dá-me um abraço

Na fotografia: Meghann Stanley
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Dá-me um abraço e deixa que te arranque um pedaço para que possas partir mas um dia tornes a mim.
Dá-me um abraço de pedra e cal que penetre nas memórias e sobreviva com o passar das memórias.
Dá-me um abraço onde me arrancas um pedaço para que quando ao deitar sintas frio me possas recordar e sentires-te embalado pelo meu afago.
Dá-me um abraço sem principio e sem fim onde o dialogo atravessa as nossas peles num audível e perfeito rufar do bater dos nossos corações, onde sentimos naquele perfeito encaixe que só somos inteiros quando nos perdemos naquele nosso abraço.

como se fosse a primeira vez!

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Para ficar, basta que faças tudo como se da primeira vez se tratasse.
Olha-me como se fosse a primeira vez que vês,
Abraça-me como se fosse a primeira vez que me sentes a favor do teu corpo,
Beija-me com a mesma paixão que vivemos no nosso primeiro beijo,
Toca-me com a mesma ternura que traz o primeiro toque,
Ama-me como se fosse a única mulher no mundo!
Ama-me por inteiro.
Ama-me pelos defeitos que tenho e pelas qualidades que te fizeram querer ficar.
Ama-me com orgulho no sorriso quando falas de mim, com brilho no olhar quando me apresentas aos teus.
Ama-me com desejo nas mãos.

Todos os dias, gosta-Me como se fosse a primeira vez… e eu fico!

A nossa cama não é mais a mesma.

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Nos seus tempos de glória, atraía-me sempre que a fisgava pelo canto do olho.
Seduzida por ela, atirava-me para o colchão e desafiava-te a amares-me novamente.
A nossa cama escolhida com tanto desejo revelou-se cúmplice do encaixe perfeito dos nossos corpos, os lençóis cheiravam à nossa paixão e foi neste colchão que por tantas horas as nossas almas deram as mãos e comunicaram no silêncio dos corpos cansados.
Desde que partiste, a nossa cama nunca mais foi a mesma. Também ela me abandonou.
A cada dia que passa torna-se maior, já não me embala nem me seduz.
Sou engolida pelos lençóis no vazio da cama, o frio impera e o meu corpo encolhe cada vez mais pela falta do teu abraço.
Outrora esta cama foi palco do nosso amor, hoje, já nem ela sabe o que isso é.

Quero um abraço que me deixe libertar

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Sei do que estou a precisar.
Sei o que me está a fazer falta, mas desconfio que se o fizer irei desfazer-me em lágrimas e receio, sozinha não ser capaz de suportar.
Pudesse eu, largar esta dor num abraço quente, mas onde paira este abraço que tanto preciso, quem o carrega?
Onde está quem se deixe afogar nas minhas lágrimas?
Quero um abraço que me deixe libertar.
É numa falésia que gostaria de estar neste momento. A ver o mar e a ser apaparicada pelo vento. (Quero o vento gelado no rosto e o céu cinzento a sombrear o mar revolto do inverno).
Vou fechar os olhos e ouvir-me. Vou ouvir tudo o que não digo, tudo o que não escrevo e o vento vai levar para o mar as lágrimas salgadas que me lavam a cara.
E de repente o teu abraço surgirá por trás… viras-me para ti e seguras o meu rosto com as mãos largando um leve beijo nos lábios…
Quando não existir mais lágrimas, em silêncio iremos tomar um banho quente, e já na cama… serei embalada pela melodia da tua respiração…
© Cátia Teixeira 69 Letras 2017

Onde quero estar.

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Hoje perguntaram-me para onde eu gostaria de ir.
Respondi que gostaria de ir até um país qualquer com belíssimas praias paradisíacas.
Esta, foi a resposta que dei através dos lábios.
Sabes o que respondeu o meu coração?
Quero ir para os teus braços, é o único paraíso para onde quero viajar e quem sabe até, talvez morar.

Por ti o tempo que o sol demora a dar lugar à lua, compensa a espera.

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Espero.
Por ti!
Por ti o tempo que o sol demora a dar lugar à lua, compensa a espera.
Por ti eu espero.
Logo
Logo, tu vais chegar com o brilho das estrelas a reflectir no teu olhar.
Daqui a pouco a lua sobe ao céu e tu vens com o teu sorriso encantado.
Por ti, controlo as saudades mas só até me colar ao teu corpo, aí, solto a respiração desenfreada no teu pescoço.
Por ti, eu espero.
Por ti, vejo as árvores despirem-se, o vento a levar as suas roupas e a chuva a devastá-las, pois tu vens com o primeiro raiar do sol apaixonado da primavera.
Tu és a primavera, neste inverno.
Por ti, espero e sorrio, mesmo quando o frio gela a minha pele e à minha volta todas as sombras têm o calor de um abraço.
Eu não quero um abraço, quero o teu abraço.
Por ti, a eternidade é o tempo certo para te esperar.
Sabes?
Já consigo ouvir os teus passos num cantinho do meu coração.
Não tardas!
Eu, não vou a lado nenhum, e aqui sentada a observar a mudança das estações, espero a primavera, vestida de paixão para te tornar verão.
Quando chegares seremos mais quentes que o sol.

Gélido coração que pela espera anseia.

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Gélido coração que pela espera anseia. Na inquietude da incerteza meu pensamento vagueia, como se o que se toma entre vales perdidos, não mais volta de coração pleno. Quando o mundo se funde no infinito e o mar acaba, pelo teu abraço e teus beijos, deitado no batel da vida, formo poemas em forma de esperança.
Que um dia unidos, e no meu leito te tome, meu gélido coração, se derreta e no vermelho do calor, te tome como certa.
O Inquilino

?A vizinha #69Letras