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Quando os meus olhos se fecham….

Quando a noite cai e os meus olhos se fecham, vejo-te a correr livremente pelo meu pensamento, de cabelo solto ao vento, feliz como as chitas de Shamwari.
Vagueias em mim de pés descalços, de seios despidos, de sorriso rasgado e com o sol a clarear esse teu corpo de menina feito mulher.
Teimas em chapinar nas poças das minhas ilusões, baralhas-me a razão e excitas-me com o teu perfume de flores silvestres e águas bravas de Niagara.
Sinto-me teu, tão teu, que chego a tocar o teu corpo imaginado, a beber dos teus seios, a morder a tua vulva selvagem.
Perco-me nos teus cabelos. Agarro-os com força, quase tanta quanta a força que abuso do teu quadril.
Beijo-te o ventre, deslizo a minha língua descontrolada pelo teu corpo, acaricio-te o rosto, sorris, para por fim beber do mel que jorra de ti.
Sou teu, sabias?
#PSassetti 26.06.2017
#69Letras

Eu, tu e uma dúzia de gaivotas…

Deslizo os meus dedos macios pela tua pele eriçada, como que numa dança de cereais maduros nos longos campos livres da Califórnia do Sul, à mercê do vento e com sabor a maresia. Aprecio o teu tremor.  Demoro-me.
Dedilho calmamente o teu dorso como numa valsa de Viena, sem pressas, e empenho-me na descoberta incessante do estimulo dos teus sentidos.
Perco-me livremente pelos teus sinais, deixo-me conduzir por eles, percorro-te sem destino.
Provo dos teus lábios molhados de sal em beijos demorados com sabor a pecado e a ternura, enquanto que afago o teu cabelo contra o meu peito.
Ao longe, o sol demora a esconder-se. A praia está deserta, estamos apenas nós a contemplar o momento, abraçados, longe de tudo, com o coração cheio de emoção e mais uma dúzia de gaivotas.
Os nossos corpos abraçam-se, entrelaçam-se, fundem-se. Penetro-te, sinto-me a deslizar calmamente pela tua vulva que me chama. Contorces-te. Aconchego-te. Percorro o teu pescoço sem pressas com o meu arfar quente, já agitado. Suspiras, soltas um gemido mais forte, afugentas as gaivotas. Despertas em mim o meu lado secreto, adormecido. Sinto-me empolgado. Sinto-me teu, neste fim de tarde, onde abraçados a ver o pôrdo sol, quiseste ser minha.

Olha o céu e sente-me!

Olha para o céu…
Consegues imaginar e calcular a distância
entre as estrelas?
Consegues medir a intensidade do brilho de cada estrela?
Consegues prever em que sítio vai estar cada estrela que vês hoje … mas amanhã ?

Há coisas que não podemos definir com certezas … assim,sem métodos científicos!!!

E há coisas que nem os métodos e apoios científicos nos conseguem fazer saber quantificar ou descrever a sua intensidade, o seu brilho e momento em que é sentido….
Como os sentimentos…

Olha o céu …. certifica-te do que te disse!
E depois podes sonhar-me, sem o controle da tua mente …

©My sighs 2017 #69Letras

Eu juro que poderia ser feliz

Prometeram-me a felicidade, continuo sentado pacientemente à espera, numa espera sem esperança, como quem espera por quem invariavelmente não vem.
Será a vida mesmo assim?
Será a felicidade um momento e apenas isso? Um conjunto deles? Uma mão cheia de “ais”?
Ou será algo que só está ao alcance dos escolhidos pelo criador?
Sabes, eu julgava ser feliz nos nossos momentos de prazer, nos nossos momentos de loucura, nas nossas fantasias e devaneios tresloucados dentro das quatro paredes do nosso quarto de hotel, naquelas tardes em que teimamos incendiar a nossa cama a cada beijo, a cada penetração, a cada gemido, a cada grito de prazer.
Eu juro, se não fosse este vazio que me assola quando bates a porta do carro, com esse olhar minguante e esse teu passo apressado, eu juro que poderia ser feliz.
#PSassetti
#69Letras 20.06.2017

Escuta, amor

Quando damos as mãos, somos um barco feito de oceano, a agitar-se sobre as ondas, mas ancorado ao oceano pelo próprio oceano. Pode estar toda a espécie de tempo, o céu pode estar limpo, verão e vozes de crianças, o céu pode segurar nuvens e chumbo, nevoeiro ou madrugada, pode ser de noite, mas, sempre que damos as mãos, transformamo-nos na mesma matéria do mundo. Se preferires uma imagem da terra, somos árvores velhas, os ramos a crescerem muito lentamente, a madeira viva, a seiva. Para as árvores, a terra faz todo o sentido. De certeza que as árvores acreditam que são feitas de terra. Continuar a lerEscuta, amor

Afogado em emoções 

 

As emoções são como as marés!
Tanto estão cheias, como esvaziam a praia em que amaramos.
Ficamos náufragos em terra firme.
Perdidos e sem forma de sair.
Esperando que nos encham a alma ou que a maré cheia nos leve em busca de nova praia.
Sempre esperançosos que finalmente venham as marés vivas !!
Aquelas que transbordam da praia e nos carregam para terra firme!
Que nunca percamos a esperança de lá chegar…

©Read Mymind 2017#69Letras

Fogo que arde sem se ver!

 

Foi a Janela entre-aberta …
que arrefeceu os nossos corpos!

Queimei-te sim, como me queimaste!
Desde que te aproximas-te de mim, que a minha pele reagiu!
Eu queimava e tu ardias comigo …

As tuas mãos deslizaram em mim, despiam-me e tocavam-me como quem beija, a tua boca , colada em mim,sôfrega e perdida no meu sabor.
Os corpos que se roçavam e contorciam na procura dos encaixes…
O meu s3xo molhado nos teus dedos, os meus gemidos no teu ouvido!
As minhas mãos que te procuram o desejo e me matam a gula!
O momento lascivo de impulsos intensos sem sequer pensar como ter ou se o podia viver.

Eu queimava e tu …
ohhh tu queimavas ainda mais …
Ardias comigo!
Assim que te sentias em mim,
em todas as partes de mim,
olhavas e suspiravas,
o encaixe era perfeito …
Sussurravas intensidade e desejos ….

Gastamos os cheiros e os sabores, vibramos com os beijos, esbanjamos vontades, matamos uma parte da fome do corpo , acrescentamos ao querer da Alma …
Não fosse aquela janela entre-aberta …
Ainda ali estava , nos teus braços!

©My Sighs  2017 #69Letras

 


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