Arquivo de etiquetas: a dor do amor

À deriva!

Sinto a boca seca com a falta dos teus beijos…
A pele dorida com falta do teu toque!
A pele, ainda mais dorida, por não ser agarrada por ti!
Sinto a Alma fria com a falta da tua vontade!

O coração vazio e sem alimento…
acho que anda à deriva!

Nunca a insegurança fez parte de mim!
Nunca a falta do afecto “extra-eu” me doeu, assim!
Sempre dependi de mim, sempre me amei e valorizei, sempre me levantei sozinha de todas as quedas …

Acho que com o passar do tempo as quedas são tantas, que vou perdendo a força ….
Apenas sinto a boca seca , com a falta dos teus beijos, dói me a pele, do desagarro e o coração pela da falta do sol!

©My Sighs 2017 #69Letras

Beijos intermináveis.

 

Apetecia-me dizer-te ..”beija-me”!
Que mundo tão parvo e cruel o que vivemos … que até para um simples desejo é preciso dar volta a meio mundo!

Apetecia-me dizer-te …”beija-me”
Porque sei que todo o meu corpo te pede!
Pede aqueles beijos intermináveis com que te sonho e a ânsia que ele me transmite, altera tudo em mim!

Apetecia-me dizer “beijar-me e abraça-me”… era um pedido sentido e tenho a certeza que seria um momento perdido nos minutos de um relógio vulgar!
Apetecia-me ser um dos primeiros pensamento no teu despertar, o teu primeiro toque … e o último sabor na tua boca ao adormecer.

Apetecia-me há tanto tempo que já nem sei se vou a tempo de pedir!
Apetecia ouvir de ti “beija-me”!
Apetecia ver-te querer o meu abraço!
Apetecia-me que aquele tempo em que o pensaste fossem como os beijos intermináveis …

Eu já devia ter-me “curado” ….
Já devia ter aprendido,
o meu momento já passou!
A minha vida será apenas os momentos sonhados e os apetites escritos!
Eu não sei ser apenas recíproca …

Apetecia-me dizer-te ….
“beija-me, eu quero beijos intermináveis!”

©*My Sighs* 2017 #69Letras

Este sou eu…e eu, sou só teu!!!

Existem as pessoas que me conhecem e existem as que pensam que me conhecem. Tu és sem dúvida daquelas poucas que me conhecem.

Quem sou eu?!

Sou alguém muito complexo. Sou alguém que por norma “não gosta de pessoas”.

Aquele que cria empatia fácil com as pessoas mas, que rápido se enche das mesmas.

Aquele que em multidões entra em modo de bloqueio, ficando mais calado e reservado.

Sou aquela pessoa a quem o irmão chamou de “frio e calculista”!!

Aquele que dificilmente derramou uma lágrima na sua vida.

Aquele que nunca sofreu de grandes amores, aquele que nunca foi de pieguices e nunca se deu a grandes lamechices.

A verdade é que nem sempre fui assim. Durão ou pouco piegas sempre fui mas, lembro de uma altura em que sentia que existia um coração aqui dentro e não me sentia um ser por vezes estranho.

O que me tornou assim?!? Não sei.

Não sei, onde no meu percurso de vida, me desviei tanto do que sempre fui.

A verdade é que este sou eu agora mas, desde o momento que te conheci, muita coisa tem mudado em mim. Às vezes dou por mim com essa necessidade de te mimar e demonstrar o quanto gosto de ti, o quanto me sinto perdido no teu olhar, preso no teu beijo e no teu abraço.

Tens trazido ao de cima o melhor de mim, o meu lado doce e meigo, o meu lado romântico e dedicado. És sem dúvida como que um anjo na minha vida, a minha salvadora, a minha alma gémea.

Acredito que um dia voltarei a ser quem já fui, por ti, e que continuarei a demonstrar-te dia após dia o quanto te amo e te quero fazer feliz #Vizinha!!

Cada dia a teu lado, cada momento de mão dada, cada canção contigo partilhada nas nossas viagens de carro me fazem nos aproximar mais e mais, nos fazem viver novos momentos de amor e paixão e me fazem acreditar em todo nosso futuro juntos.

Por muito complexo que eu seja, por toda minha frieza que tenha, por ti quero ser alguém melhor e fazer de ti a mulher mais feliz.

Amo-te..

©Ricardo Vieira, Anónimo 69 Letras 2017

Apegada a ti

 

Apegada a ti este corpo que gela a tua ausência
Apegada a ti esta Alma sem dó
quando não te sente
Apegada a ti a minha respiração sufocada com a saudade de nós.
Sinto-me tão apegada a ti!…
E o que dói mais,
é o já não saber
desapegar-me de ti.
Apegada a ti o meu corpo
que se contrai de dor gélida,
nas nossas partidas…
A dor do meu sentir.
O meu corpo alimentado da memória a contorcer-se quando respira o teu corpo suado no meu.
Apeguei-me a ti,
pelo teu olhar que me despia,
pelo fascínio que me provocavas, pela curiosidade que criavas
em mim,
pelo sentimento que semeaste em mim.
Apeguei-me a ti, porque conhecer-te, foi como se tivesse acordado pela primeira vez na minha vida…
Apeguei-me a ti sem dar por isso…
Só quando senti que o coração tinha outro bater e que o meu sangue corria nas veias com dor.
A dor do Amor…
O Amor desse apego a ti
que dói sem saber de ti.
Apegada a ti e sem querer desapegar-me mais de ti.
E sobreviver já com a dor da tua ausência e sem saber quando te apegarás a mim!
Sem saber se o teu apego
em mim é igual ao meu por ti.
Apegada a ti assim estou numa desordem, que ninguém mais
me quererá pegar, porque são tantos e muitos pedaços
de ti em mim, que dificilmente
me encontrarão…
Quando estou apegada a ti,
trago comigo tanto de ti
em mim, que passamos
a ser um só…

©Miss Lost 2017 #69Letras