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Não sei se te fod@ se te ame…

Texto erótico M18

E é assim que muitas vezes o dia começa… ou a noite acaba… ou a sesta desperta… ou o duche ganha sabor…

O que sei é que quando te agarro vou com uma intenção e é tão bom quando a tua sintoniza com a minha.

Dias em que me perco nos teus olhos, recordamos a paixão, as caricias ganham ritmo, os toques suaves da pele chegam para nos levar ao céu, temos orgasmos de carícias… penetrar-te é apenas uma das opções, nem sempre a mais requerida.

Prefiro masturbar-te, encher-te o corpo de beijos suaves, virar-te ao contrário e percorrer-te as costas com lambidelas, sentir o teu corpo em ânsias. Nesses dias fazemos amor, do mais profundo, do mais puro e genuíno, quase civilizado e racional, educado, cheio de se faz favor e obrigado, a meio caminho do tântrico.

Acontecemos orgasmos em tsunamis. São os dias em que compreendemos a razão de alguém ter escrito que “O amor é uma droga dura”.

Mas há os dias em que o animal toma conta de nós. Não há nada a fazer. É dar-lhe rédea solta, deixá-lo rugir, abrir a jaula e deixá-la correr. Nesses dias fodemos que nem cães ou coelhos ou nem sei que animal será mais selvagem no acto. Sei que fodemos à grande, à bruta, com palmadas e palavrões e trocas de posição repentinas e bruscas. Chamo-te puta e vaca. Tu retribuis. É duro e cru.

O objectivo ultimo é vir-me e fazer-te vir. Nada mais interessa. Caga no amor, caga na paixão. Estamos na Idade das Trevas quando o animal macho percebeu o uso do animal fêmea, ou vice-versa. É contra o tecto, contra a parede, de pé, no chão, na mesa, contra ti, onde calhar.

É onde nos apanhamos mais a jeito. No elevador, no vão da escada, no escritório, com a roupa pela metade, na casa da tua avó, no carro, na praia, no parque de estacionamento do shopping, no provador, …

E no meio disto, entre um extremo e outro, temos os dias da palhaçada. Os dias em que amar-te ou foder-te são dias de riso e brincadeira, de alegria, de divertimento. Dias em que tanto faz, que o que vale mais é a palhaçada. Os dias em que os brinquedos podem vir para a festa, em que as fantasias se deixam ver, em que se junta gelo picado, ou gel, ou gelo apenas, em que nos lembramos de clássicos do cinema e abrimos a porta do frigorífico para juntar geleias, chantilly, vinho branco, gelado, picadinho de carapau, sushi, fiambre extra da perna fumado em forno de lenha, …

São fodas de amizade, que até podíamos praticar com as amigas de longa data, não fossem elas umas pudicas que não se importam de andar a comer gajos desconhecidos mas quando se trata de comer um amigo lá vem as convenções sociais ao de cima… comessem mais amigos a ver se não eram mais felizes. Adiante… que isso é tema para outro dia. Hoje fica apenas o pensamento…

Não sei se te foda se te ame… mas não me importa… gostamos assim!