O meu sorriso traz o teu reflexo espelhado.

image

O meu sorriso traz o teu reflexo espelhado.
Ocupaste cada poro do meu corpo.
Este corpo, já não reconhece o meu toque, rejeita-o, nega-me o alivio do desejo que carrego de ti.
Morro de saudades do teu rosto. Divino. Belo e perigoso. Os teus traços são perfeitos meu amor. A tua boca tem o tamanho da tua fome, e os teus dentes pontiagudos a favor da tua sede. Recordo-me perfeitamente quando conheci a tua sede, e o quão aguçados são os teus dentes. Abriste a minha pele, e onde antes era de tez branca e pálida, ganhou cor. Ganhou vida! Aquela nascente que me provocaste escorreu pelo meu corpo, propositadamente, preso, na vertical.
Encarei o teu olhar e lembro-me de ter engolido em seco. Todo o mal que existia neste Universo, estava espelhado nos teus olhos. A escuridão que revelaste, enquanto te mantinhas hipnotizado, pela corrente que me envolvia assustou-me. Mas surpreendentemente aqueceu as minhas entranhas.
Com as tuas mãos pintaste o teu nome na minha pele e relembras-me que sou tua. Sim senhor, consenti, com o coração a pular descompassadamente. Sinto a humidade dos teus lábios no golpe que me proferiste. Que calor confortante que emites da tua boca. Lambes a tinta que espalhaste no meu corpo e após banqueteares-te, observas-me. Faces rosadas, respiração ofegante, olhos vivos que gritam pela tua penetração. Sorris satisfeito.
Beijas os meus lábios já feridos, por tentar conter a excitação que ansiava ser saciada e sou invadida por uma corrente eléctrica. Naquele instante, nasci na tua boca. Devoraste-me com os teus lábios, a tua língua foi mortal. Libertaste na minha boca o teu veneno, que encontrou saída entre as minhas pernas. Pressionas a tua mão abaixo do meu ventre é quente…
Sorris. Beijas-me a testa. Libertas-me e anuncias que está na hora de ir embora….

O que estavas a fazer comigo? Já não me pertencia.

 

| Conto Erotico | M18 | Concordámos adiar a união dos nossos corpos esta noite. Mas quando passas a tua mão e sentes a ausência das cuecas debaixo da saia do fato que trago, descobres que esta noite vamos fazer história. A minha jogada descontrolou-te, e encostas-te atrás da minha silhueta. Sinto-te a inalar o cheiro dos meus cabelos., sobes a mão pela saia, subindo-a, deixando-me exposta no parque de estacionamento. Cravas os teus dedos arrogantes no interior das minhas coxas, empurrando-me contra a dureza que fazes sentir nas minhas nádegas. E naquele lugar, inclinas-me sobre o carro, apoias a tua mão no meu pescoço, e com fome de explorador viajas para dentro de mim, fazendo-me escorrer pelas pernas, o desejo que tenho guardado de ti.

Já noutro local, ambos despidos e unidos, paras! Apertas o fecho das calças e anuncias que já chega.
Os teus olhos faíscam com o desapontamento que encontras no meu rosto.
Deitados de lado, frente a frente, sob o brilho estelar, e o som misterioso do mar observas-me. Suavemente tocas o meu corpo ao de leve, mas sabes que não é essa a intensidade que a minha respiração pede. Percorres o meu corpo, desprezando a excitação dos meus peitos e o calor que emito entre as pernas. Dei por mim a implorar pelo teu toque faminto, e a forçar as tuas mãos irem para onde quero. Por este erro, prolongas a tortura.

Não há palavras que descrevam, a tesão que o teu rosto acentua. Os teus olhos estavam mais negros que o habitual, e libertavam um brilho que me deixavam nervosa.

O que esconde a tua alma? O que estavas a fazer comigo? Já não me pertencia.

Implorei, pelo teu toque, por prazer… que desespero! Soltas um terrível sorriso quando vez os meus olhos húmidos de tesão.
Inesperadamente afogas a tua boca nos meus peitos, e com a mesma fome, nesse mesmo instante dois dedos viajam ao centro do meu calor.

Finalmente.

A tua voz, marca a minha liberdade, e serviçal como sou, momentos depois, cumpri o teu pedido e pertenci ao céu. As estrelas abraçaram-me de excitação, pela beleza que lhes proporcionámos.

A VIZINHA #69LETRAS

O meu coração encolhe com a tua ausência

Pensei que serias a exceção pela qual tenho ansiado e aguardado. Confesso que acreditei que me irias segurar para nunca mais largares…

Que travo amargo é este que deixaste em mim?
O meu coração bateu o pé contra a consciente razão. O meu coração garantiu-me que juntos iríamos brincar com os nossos demônios, que iriamos estremecer todos os locais onde nos entregássemos à paixão e contaminar quem nos visse juntos pela carga energética que exalamos.
O que me deste não me chega. Não me basta. A minha fome não sabe o que é ser saciada e tu deixaste-me carregada de desejo.
Toco o meu pescoço, e ainda trago o teu toque. Faço pressão nos nódulos negros com que me tatuaste, e arrepio-me… os meus peitos endurecem… e desta forma invento a tua presença e tento colmatar a falta que me fazes. Vem! Vem antes que as tatuagens desapareçam, não as leves contigo.
O meu coração encolhe com a tua ausência, os meus olhos não têm expressão.
As memórias surgem na minha cabeça, e enlouquecem-me. Em curtas-metragens, assisto à arte que fizemos com os nossos corpos. Recordo-me, do momento, em que estava de joelhos diante de ti a envolver-te com os lábios sob o comando das tuas famintas mãos nos meus cabelos selvagens, e olhamo-nos, nos olhos. Por cima de ti, o céu tinha descido até nós, e quase que parecia que conseguia tocar também as estrelas com a minha boca gulosa. De volta aos teus olhos, sorrio. Sorriso que devolves com ternura, apenas por uns eternos segundos, até o teu rosto voltar a ser possuído pelo desejo que carregas.
Necessito de ti. Confesso. Este desejo descontrola-me e a tua ausência fere-me.
Devolve o sorriso que roubaste com os teus grossos lábios ao beijares a minha boca de menina.
Desliza a tua barba pelo meu corpo e deixa-me sentir novamente os teus dentes a morder o meu corpo… ainda tenho a cicatriz que me abriste. Ferida que lambeste, sugaste e me deste a provar.
Reprimiste o meu corpo para que não te tocasse, para que não te alcançasse, mas o meu coração apanhou-te… e por isso fugiste… volta…

 

A Vizinha

Fica |69Letras da Vizinha|

Meu amor!

Não partas. Fica. Fica comigo.
Quero que sejas meu. Quero que me tomes como TUA.

Depois de a noite ser consumada, e aliviarmos a tensão que nos martirizou nestes longos dias de espera, quero que saibas que não quero outras noites perdida noutros corpos.
Quero que inquietes o meu corpo, e que ele descanse em ti.
Hoje, sou prova física do crime que cometemos ontem. Deixaste as pistas espalhadas em mim… dorida e marcada. Adoro. Quero mais. Muito mais.
Não tenho palavras para descrever a nossa noite.
O cenário romântico onde nos despimos e o teu sexo animal, no meu corpo a rebentar de desejo, tornou-se o crime perfeito.
Tudo o que sonhei e desejei em segredo concretizou-se!
Hoje, a caminhar no meio da multidão, sinto-me a voar, sinto-me gigante, segura de mim. Sou uma mulher feliz, realizada, ontem fizeste-me Vénus!
Quero-te inteiro, sem reservas, sem medos, sem mascaras. Quero a tua pureza, mas quero e desejo ainda mais o homem devasso e negro, que tens dentro de ti. Dá-me o teu corpo. Dá-me a beber o teu sangue.

Fica meu amor. Fica com a mesma vontade com que me possuíste a noite passada. Não partas!

 

Vizinha #69Letras

Entreguei-me às tuas palavras

image

A tua voz é de meter inveja aos Deuses.
Deitada no sofá, ás escuras, com o telemóvel entre o pescoço e a almofada, os braços caídos ao longo da cabeça, as pernas flectidas e ligeiramente abertas sentia a corrente de ar que sossegava a ânsia de te ter.
De olhos fechados a tua voz penetra a minha mente. 
Estiveste mais dentro de mim naquela noite, do que alguma vez outros o conseguiram fisicamente.
A tua voz, é quente, sedutora, suave mas penetrante, amável mas segura. Ela flui pelo meu corpo fazendo-o sofregar pela ausência da tua presença.
Entreguei-me às tuas palavras, e assim começou a viagem até alcançar o divino.
As travessuras que prometes fazer quando me possuíres novamente, fez-me enlouquecer!
Queres-me fazer tua e o calor que o meu corpo liberta admite submeter-se a ti. Já o está a permitir. 
Dou-me conta que inconscientemente aperto ambas as pernas para tentar acalmar as palpitações que me provocas… mas não dá! As tuas palavras controlam-me, comandam-me, imperam e acabam por vencer e sem aviso, inesperadamente ouves-me chegar ao céu.
Linda menina, agora vai dormir,disseste tu…

Alcançaste-me.

image

Meia-noite, hora que apavora os cobardes, já me encontro no local combinado.
Não me recordo de ter visto um outro céu tão bonito.
Saí do carro e encostada, deliciei-me com a belíssima tela que aquela noite pintou para mim. O vento era acariciante, e soprava-me no pescoço como se me tentasse seduzir… Emociono-me a olhar para o céu ao notar que todas as estrelas vieram assistir ao nosso encontro. Esta ideia deixou-me nervosa. Ainda não tinhas chegado. 
Surges tortuosamente devagar. Estavas a observar-me. Em pensamentos agradeço ao vento por estar a brincar com o meu vestido fazendo com que balanceie e marque a minha silhueta. Acertei no vestido. Tecido fino leve modelito nem largo nem justo, a medida certa para o meu aliado (o vento) revele e esconda a acentuação das minhas curvas. De vez em quando, o atrevido do meu aliado, fez subir o vestido revelando as minhas coxas, e seguro-o com as mãos uns segundos e só o solto depois. 
Cada vez mais próximo de mim, sinto o meu estomago a contorcer. 
A menos de um passo do meu corpo, perdemo-nos no nosso olhar. Afastaste os meus cabelos rebeldes empurrados pelo vento dos meus lábios, onde te perdeste por segundos, devolvendo o teu olhar para as janelas da minha alma. Que olhar intenso. Não me recordo de alguma vez ser vista daquela forma. O teu olhar emocionou-me, percorreste a minha alma e surpreendentemente não tive medo. Tu viste-me. Alcançaste-me.
Suave, intenso, quente, sedutor assim foi o nosso tão desejado beijo. Os teus lábios nos meus, o teu coração a pulsar contra o meu peito fez com que deixasse de sentir o chão, o vento… tudo o resto. Se este momento fosse uma cena, apenas nós dois estávamos em primeiro plano.
Desacelerámos o ritmo das nossas bocas insaciáveis, diminuímos a temperatura do corpo e deitámo-nos sobre o capot do carro, lado a lado a contemplar as estrelas e no mesmo pensamento continuámos a realizar as cenas seguintes com a assistência das estrelas. Estavam tão acesas como os nossos corpos.
A firmeza deste desejo, confirmada pela longa conversa compenetrada que os nossos corpos tiveram enquanto nos uníamos pela boca, fez-nos adiar aquele momento que acabará por acontecer…

…pedes para que seja tua.

image

Texto Erótico|M18|     Ainda tinhas clientes no bar quando me sentei na mesa no fundo da sala.
Sorris enquanto caminhas até mim pois sabes o porquê de estar ali, sozinha e perto da hora do fecho. Fechas a porta do bar levando contigo os últimos clientes, procuras-me e não me encontras.
Surjo noutro angulo, e enquanto me vês a caminhar até ti, dispo a gabardine, revelando a nudez do meu corpo, em cima dos saltos que me ofereceste. O teu olhar faísca anunciando o quão saudoso estavas das minhas curvas.
Puxas-me pela cintura como só um homem seguro de si o pode fazer. Cheiras-me o pescoço enquanto agarras o meu cabelo pela nuca. Olhas-me nos olhos, e no silêncio das palavras e no grito do desejo, beijámo-nos fervorosamente e sem dares conta, soltaste um gemido de satisfação por estar de volta… desejas-me! Eu sei.
Ataste-me ao pilar junto do balcão, de costas para ti, deixando os meus cabelos loiros e desalinhados cair sobre as costas e ao ouvido prometeste fazer-me pagar por te ter privado do meu corpo. Vibrei com a respiração dessas palavras.
Beijas-te todo o meu corpo apaixonadamente. Tocaste cada canto do meu corpo, como nunca o tinhas feito… percebi que estavas a memorizar cada pormenor, pois sabes que não tenciono voltar.
Afagas a minha nádega, e no meu ouvido afirmas que te pertenço. O teu domínio sobre mim, faz-me palpitar e ansiar pelo passo seguinte. Estava desejosa, que me fizesses tua.
A tua mão, firme, impiedosa e espaçadamente morosa e a tua dedicação ao centro do meu desejo fez com que rapidamente, atordoasses todos os meus sentidos. Perdi totalmente o controlo do meu corpo. Esgotaste o meu corpo, com a dança divina da tua língua e a ajuda dos teus dedos curiosos.
Partilhaste o sabor dos teus lábios num beijo ternurento, fazendo o meu coração bater de forma desconcertada. O que foi aquilo? Aquele calor no peito?
Desatas-me. O teu olhar revelava o brilho e a exaltação de uma criança. De costas sob a mesa de snooker, reconheces o calor que por diversas vezes te fez alcançar o céu e ainda com a respiração a descansar da viagem ancestral, pedes para que seja tua.

 

A Vizinha #69Letras

Recebe o que dás

Por favor, aguarda...

Subscreve a nossa newsletter

Vê tudo em primeira mão na privacidade do teu email. Novos textos, futuros eventos, workshops e novidades da nossa loja online - sex shop!
error: Conteúdo Protegido
%d bloggers like this: