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Dona das minhas vontades.

É no toque suave dos teus lábios que a minha loucura acorda, é neles que sinto a lamina de gelo que me trespassa a barriga e que se aloja no meu coração em chama, derretendo de uma só vez a sua carência, precipitando todo o meu corpo num abismo de vontades.
É no toque da tua pele que me sinto vivo, é nela que sinto o meu sangue a correr sem vagar pelas minhas veias dilatadas pela vontade, é nela que me sinto livre, tão livre quanto as águas bravas de Dane Jackson na longínqua Vera Cruz.
É no teu ventre que sinto a mansidão dos teus afectos e é com a cabeça repousada sobre ele que sinto os teus dedos a acariciarem os meus cabelos, deixando-me me sem guarda à tua mercê.
Fazes-me teu, sabes-me teu quando precipitas os teus seios sobre mim, ou quando me mostras o mar revolto do teu desejo que guardas neles e que teimas em despertar na minha presença.
Abusas de mim, fazes-me provar do teu sabor guiando-me ao sabor das tuas vontades, por entre os teus cabelos longos que teimam em tapar-te os seios e as tuas pernas contorcidas de tesão.
Bebo de ti, provo do mel que escorre pela tua vulva latejante, sinto-te minha, nesta entrega em que há muito já sou teu.
És a dona das minhas vontades.
#PSassetti
#69Letras
06.07.2017

Quando os meus olhos se fecham….

Quando a noite cai e os meus olhos se fecham, vejo-te a correr livremente pelo meu pensamento, de cabelo solto ao vento, feliz como as chitas de Shamwari.
Vagueias em mim de pés descalços, de seios despidos, de sorriso rasgado e com o sol a clarear esse teu corpo de menina feito mulher.
Teimas em chapinar nas poças das minhas ilusões, baralhas-me a razão e excitas-me com o teu perfume de flores silvestres e águas bravas de Niagara.
Sinto-me teu, tão teu, que chego a tocar o teu corpo imaginado, a beber dos teus seios, a morder a tua vulva selvagem.
Perco-me nos teus cabelos. Agarro-os com força, quase tanta quanta a força que abuso do teu quadril.
Beijo-te o ventre, deslizo a minha língua descontrolada pelo teu corpo, acaricio-te o rosto, sorris, para por fim beber do mel que jorra de ti.
Sou teu, sabias?
#PSassetti 26.06.2017
#69Letras

Eu, tu e uma dúzia de gaivotas…

Deslizo os meus dedos macios pela tua pele eriçada, como que numa dança de cereais maduros nos longos campos livres da Califórnia do Sul, à mercê do vento e com sabor a maresia. Aprecio o teu tremor.  Demoro-me.
Dedilho calmamente o teu dorso como numa valsa de Viena, sem pressas, e empenho-me na descoberta incessante do estimulo dos teus sentidos.
Perco-me livremente pelos teus sinais, deixo-me conduzir por eles, percorro-te sem destino.
Provo dos teus lábios molhados de sal em beijos demorados com sabor a pecado e a ternura, enquanto que afago o teu cabelo contra o meu peito.
Ao longe, o sol demora a esconder-se. A praia está deserta, estamos apenas nós a contemplar o momento, abraçados, longe de tudo, com o coração cheio de emoção e mais uma dúzia de gaivotas.
Os nossos corpos abraçam-se, entrelaçam-se, fundem-se. Penetro-te, sinto-me a deslizar calmamente pela tua vulva que me chama. Contorces-te. Aconchego-te. Percorro o teu pescoço sem pressas com o meu arfar quente, já agitado. Suspiras, soltas um gemido mais forte, afugentas as gaivotas. Despertas em mim o meu lado secreto, adormecido. Sinto-me empolgado. Sinto-me teu, neste fim de tarde, onde abraçados a ver o pôrdo sol, quiseste ser minha.

De Banguecoque com saudade

Sabes meu doce, acabo de chegar de Banguecoque.
Não rias por favor, não me faças corar.
Fui sozinho desta vez (Com quem mais poderia eu ter ido, senão sozinho…?).

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Não me tentes por favor….

Raios!!! …
Raios!!! …
RAIOS MULHER!!!!
Porque teimas em sorrir assim para mim?
Porque lanças esse teu charme carregado de pecado no olhar e pronuncias os teus mamilos quando chegas fresca pela manhã?
Porque continuas a encher o escritório com esse perfume de desejo?
Já te disse que não…. não pode ser….sabes que não podemos…. és a mulher do meu chefe, raios mulher, controla-te!!! Faz-me controlar….
Amaldiçoado seja o dia em que te mostrei o que escrevo, em que te abri um pouco deste meu mundo secreto onde sou eu, e em que tu subiste o teu vestido para meu deleite e estupefacção.
Maldito seja o dia em que te beijei, em que te roubei o primeiro beijo e em que provei o mel que escorria em abundância pela tua vulva.
Esquecido seja o dia em que te suguei sem medo esses mamilos doces como laranjas, que me enlouquecem.
Não pode ser, não podemos… não posso voltar a abusar da tua boca, nem tocar a tua garganta com o meu membro em brasa, enquanto que a tua língua empenhada se delicia à minha passagem.
Não podes voltar a olhar-me fixamente enquanto que a tua boca abusa de mim sem freios incapaz de parar.
Não podemos, não devemos repetir os orgasmos compassados e abundantes que tivemos, quando sem aviso te invadi esse teu rabo empinado, fazendo-te soltar gemidos e gritos que invadiram toda a sala, até o meu suco jorrar como um rio bravo na tua boca.
Não podemos!
Desculpa….. não podemos….. não me tentes…..
…. não resisto….
#PSassetti
#69 Letras 23.06.2017

Eu juro que poderia ser feliz

Prometeram-me a felicidade, continuo sentado pacientemente à espera, numa espera sem esperança, como quem espera por quem invariavelmente não vem.
Será a vida mesmo assim?
Será a felicidade um momento e apenas isso? Um conjunto deles? Uma mão cheia de “ais”?
Ou será algo que só está ao alcance dos escolhidos pelo criador?
Sabes, eu julgava ser feliz nos nossos momentos de prazer, nos nossos momentos de loucura, nas nossas fantasias e devaneios tresloucados dentro das quatro paredes do nosso quarto de hotel, naquelas tardes em que teimamos incendiar a nossa cama a cada beijo, a cada penetração, a cada gemido, a cada grito de prazer.
Eu juro, se não fosse este vazio que me assola quando bates a porta do carro, com esse olhar minguante e esse teu passo apressado, eu juro que poderia ser feliz.
#PSassetti
#69Letras 20.06.2017

Sinto-te minha, no silêncio da manhã

Quando cheguei, tu já la estavas.
Na minha mesa, tudo estava perfeitamente alinhado como eu gosto. A agenda de hoje é extensa, os assuntos são delicados, complicados até, mas o teu empenho na organização do meu dia trará os seus frutos como sempre, tudo fluirá sem percalços, sem surpresas.
Que seria de mim sem ti?
Sabes, gosto de te ter aqui por esta hora, quando todo o edifício ainda é só teu, ainda bem antes do frenesim e do ruído dos dias que irá invariavelmente invadir este espaço calmo e sereno.
Gosto de ouvir os teus saltos no velho soalho de madeira, nada apressados, mas empenhados, assertivos, compassados, como que numa valsa que só tu sabes dançar.
Gosto dos teus lábios sinuosos, quase tão sinuosos como o cume elevado dos teus seios, que teimas esconder-me por detrás desse decote que me enlouquece.
Gosto da tua pele morena, de mulher quente, africana, crepitante, com sabor amargo a terracota, gosto do teu cheiro suave e desse olhar que me lanças com os teus olhos cheios de tesão sincero.
Quero-te.
Sempre te quis.
Sempre te desejei.
Será que sabes?
Será que também tu me desejas?
Sabes, Imagino tantas vezes o barulho do teu vestido a ecoar sem rédeas no chão encerado do meu gabinete, o desapertar apressado do teu soutien rendado, deixando livres esses teus seios fartos que me enlouquecem, o rasgar sem piedade das tuas cuecas quando os meus dentes, sem reservas, as arrancam de uma vez.
Imagino o timbre dos teus gemidos, dos teus ais, dos teus gritos de prazer, enquanto que a minha língua desliza sem pressa nessa tua vulva em erupção, ou quando os teus orgasmos abundantes te fazem gritar bem alto o meu nome, entre o teu arfar e os espasmos compassados que farão o teu suco jorrar abundantemente na minha boca. 
Fantasio contigo debruçada na minha mesa, de pernas ligeiramente afastadas, com o rabo bem empinado, pronunciado, contorcendo essas curvas de sedução à espera de que de uma vez, e sem contemplações, o meu membro o invada até ás profundezas de ti.
Parece que oiço o som dos meus testículos a baterem forte na tua vulva encharcada, enquanto que o meu membro chega cada vez mais fundo nesse teu rabo que me suga. 
Sinto em mim todo o meu sangue a ferver, as veias do meu membro enrijeceram, estão agora bem visíveis, duras, todo o meu suco desliza em mim de forma abundante aproximando-se da saída, a minha glande cresceu, o teu suco é agora também abundante, sinto-te encharcada nesta nossa cavalgada desenfreada.
O fim está próximo, não aguentarei muito mais, tu sabes isso, mas não te incomodas, pois saberás aproveitar cada gota do meu suco como se do elixir da vida de tratasse. 
Diz-me, será que amanhã poderás vir novamente mais cedo?
#PSassetti #69Letras 07.06.2017