Arquivo da Categoria: Biblioteca

Não, a vida não me desapontou!

 

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Pelo contrário, todos os anos a acho melhor, mais desejável, mais misteriosa… desde o dia em que vejo a mim a grande libertadora, a ideia de que a vida podia ser experiência para aqueles que procuram saber, e não dever, fatalidade, duplicidade!… Quanto ao próprio conhecimento, seja ele para outros aquilo que quiser, um leito de repouso, ou o caminho para um leito de repouso, ou distracção ou vagabundagem, para mim é um mundo de perigos, é um universo de vitórias onde os sentimentos heróicos têm a sua sala de baile. «A vida é um meio de conhecimento»; quando se tem este princípio no coração, pode viver-se não somente corajoso mas feliz, pode-se rir alegremente! E quem, de resto, se ouvirá, portanto, a bem rir e a bem viver se não for primeiramente capaz de vencer e de guerrear?

Friedrich Nietzsche

Fotografia: Via Pinterest

Mulheres… e porque está a chegar a época da “dieta”;

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Fotografia: Via Pinterest

_as Mulheres, e de uma vez por todas, devem assumir-se inteiramente como são, porque o são, perfeitas em todas as suas assimetrias, porque são únicas, porque são o útero do mundo humano, porque são o portal de ligação ao divino entre tantas outras coisas…
Amar e assumir o seu próprio corpo, é um acto revolucionário, um acto politico, num mundo “másculo”, numa sociedade toda ela “masculina”.
A sociedade desde há milénios procura tornar quase invisível a Mulher, que, segundo essa mesma sociedade, deve ser o mais pequena possível, porque uma mulher “magra” com medidas pequenas, ocupa o menor espaço e consequentemente terá menor visibilidade.
Uma mulher grande (gorda) é uma afronta física e mental para a sociedade, que pretende que a mulher ocupe o menor espaço possível.
Todas as mulheres são divinas, maravilhosas, todas, sem exceção e não deveriam permitir que a industria as monopolize de forma cruel e desumana.
Uma mulher que ame inteiramente o seu próprio corpo, é uma mulher livre, é uma mulher insubmissa à sociedade, porque uma mulher inteiramente em conexão com o seu próprio corpo detém um poder incrível, a liberdade, e isso, afronta todos os impérios do “homem”, a sociedade teme todas as mulheres livres, em especial as que prescindem dela enquanto autoridade…

teria muito mais para dizer,

Luísa Demétrio Raposo

 

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Eu Simplesmente Amo-te

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Fotografia: Via Pinterest

Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho: eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se.

Pablo Neruda, in “Cem Sonetos de Amor”

Amo-te Por Todas as Razões e Mais Uma

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Fotografia: Via Pinterest

 

Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar.
Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras.
Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões.
Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.

Joaquim Pessoa, in ‘Ano Comum’

Vive a vida!

Boa tarde. Hoje tira o dia e vive! Porque como já um grande homem dizia:

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”

– Oscar Wilde

Peregrinus #69Letras


Fotografo: Rafael Dos Santos

Nos corpos não há ‘o que devia ser’

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Na fotografia: Ashley Graham

“O corpo é como um planeta Terra. É um país em si mesmo.
É tão vulnerável ao excesso de construção, à divisão em parcelas, ao esquartejamento excessivo e despojado do seu poder, como qualquer paisagem. A mulher mais selvagem não será facilmente influenciada por esquemas de renovação. Para ela, as questões não se colocam quanto à forma, mas sim como se sentem. Os peitos, com todas as formas que assumem, têm a função de sentir e amamentar. Estão a amamentar? Estão a sentir? São bons peitos.
As ancas são largas por uma razão: encerram um espaço ebúrneo onde irá ter lugar o nascimento de uma nova vida. As ancas de uma mulher são os alicerces da parte superior e inferior do seu corpo; são portões, são uma almofada sumptuosa, são os apoios das mãos no acto de fazer amor, servem para as crianças se esconderem. As pernas servem para nos levar, às vezes para nos dar impulso, são elas que carregam o nosso peso e nos ajudam a levantarmo-nos, formam a cerca, o laço para envolver o amante. Não podem demais nem de menos. São o que são.
Nos corpos não há ‘o que devia ser’. A questão não é o tamanho, nem a forma, nem os anos, ou mesmo ter dois elementos de cada, pois com algumas pessoas isso não acontece. A questão que interessa é: este corpo sente, tem ligação ao prazer, ao coração, à alma, ao que é natural? Sente felicidade e alegria? Consegue, à sua maneira, mover-se, dançar, balançar-se, empurrar? Nada mais interessa.”

CLARISSA PINKOLA ESTÉ
in Mulheres que correm com os lobos

Sou ao contrário

Florbela Espanca:

Eu não sou como muita gente: entusiasmada até à loucura no princípio das afeições e depois, passado um mês, completamente desinteressada delas. Eu sou ao contrário: o tempo passa e a afeição vai crescendo, morrendo apenas quando a ingratidão e a maldade a fizerem morrer.

👠A vizinha #69Letras