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15 Minutos

Qual a possibilidade de seres melhor do que a minha expectativa?
Não julgava possível até ao momento que te vi, te ouvi, que te olhei nos olhos e apreciei toda a tua beleza.
Desde o sorriso ao olhar, à inteligência das tuas palavras, ao tom da tua voz e pela forma como seguras o cigarro, tudo isso me leva a querer te ver novamente.
Foram 15 minutos mas acredita que pareceram 15 segundos, e nesse pequeno período de tempo fiquei feliz e contente por poder imaginar como serás nos próximos 15…
Até já…

© O Vizinho #69Letras 2017

Pai de Minha Mãe

“Mãe mãe mãe!!”
Bem chamo por ti mas tu não respondes, nada dizes… Preciso de ti e tu não estás aqui…
Nem sempre foi assim. Sempre que precisei de ti estiveste lá para me acudir e me dar mimos. Mas agora a história é outra. Quem precisa és tu, quem necessita de cuidados és minha Querida e Adorada Mãe! Se soubesses o quanto me dói ter que te lavar, preparar a tua refeição e dar-te de beber…
Chegou a minha vez, não é Vida? “Filho és, Pai serás!” sempre me disse meu Pai.
Mãe, neste dia de celebração deveríamos estar num restaurante todo fino e elegante mas preferimos ficar no teu quarto, tu na cama e eu na poltrona e desta forma celebramos o teu dia, o dia da Mãe.
Mas para nós é isto todos os dias…
Feliz dia Mãe mulher da minha vida…

© O Vizinho 2017 #69Letras

Jantares da 69 Letras

Texto Erótico | M18

Neste texto ficou bem patente de como são os jantares dos moradores do prédio da 69letras.
Hoje foram todos desafiados pelo Vizinho a escrever olhos nos olhos e o resultado foi um misto de tesão, desejo, vontades e prazeres. Ainda se tentou colocar ordem mas foi impossível… Estava tudo ao rubro! Continuar a lerJantares da 69 Letras

Amores Impossíveis

Olá meu Amor! Acreditas que não me sais da cabeça? Não houve minuto neste dia que não pensasse no teu sorriso e meus lábios não tivessem sorrido, nos teu olhar e meus olhos não tivessem brilhado, no teu cabelo e meu dedo não o sentisse a arrumá-lo por detrás da tua orelha, na tua face e um rubor de felicidade não me tivesse invadido, no teu corpo e meus braços desejarem apenas abraça-lo. Foi o dia todo nisto e ainda agora a escrever-te minha mente apenas imagina o teu toque suave e carinhoso, o teu cheiro de rosas frescas e o sabor do teu beijo doce e quente.

Sabes, fico a contar os dias para te ver, te olhar no olhos e dizer-te que te Amo com toda a franqueza.

Consegues imaginar o nosso reencontro? Eu consigo, e sorrio sempre que o faço. Não interessa se é junto à praia, ou mesmo naquela esplanada na Ribeira do Porto que ambos adoramos, só sei que anseio pelo nosso reencontro.

Não, dizias-me tu. Não o podemos mais fazer. Não queres contrariar a tua consciência e muito menos trair os teus princípios… Não posso deixar de pensar que estarás a deixar alguém que amas fora de algo só nosso e isso também me retrai muitas vezes, levando-me a pensar se são corretos os nossos olhares, desejos e vontades de estar juntos.

Porquê, dizes tu! Porque é que nos tivemos que apaixonar? Ambos sabemos que é incorreto mas desejamos tanto, ao ponto de arriscarmos a nossa sanidade mental, de sermos traídos apenas por paixão, desejo e tesão. Valemos a pena, digo-te eu. Temos uma sintonia e uma cumplicidade dificilmente alcançável pelos comuns humanos, nós que somos apenas carne e osso e desejamos apenas a nossa Felicidade.

Amor Impossível, descreveste-nos tu, quando impossível será não te amar, ter-te tão perto e não te tocar… Acreditas que não me sais da cabeça?

© O Vizinho 2017 #69letras

Procuro-te

Procuro em todas as caras das outras mulheres a tua.
Em todos os corpos o teu.
Em todos os olhos o teu olhar… Mas não, só encontro vazio e desinteresse.
Aquela paixão e tesão que tu emanas, o amor bem latente nos teus olhos desapareceu…
Até quando?

© O Vizinho 2017 #69Letras

Amar sem sentir

Será possível Amar sem nunca ter sentido, tocado ou mesmo ter olhado nos olhos?
Nunca acreditei nisso. Tenho que sentir faísca, conhecer bem… Tenho que confiar e isso só se conquista com o tempo e a vivência diária.
Eu pensava assim até começar a trocar mensagens com “Ela”.

Somos dois seres tão parecidos, tão iguais na forma de pensar, de agir e de sentir. Um diz mata, o outro diz esfola. Ela vulcão, eu furacão. O meu coração mexe, salta e rebola sempre que recebo uma mensagem na esperança que seja da Minha Deusa.
Nunca me senti assim, tão desperto para a vida, tão desejoso que conhecer alguém mas ao mesmo tempo a querer parar tudo, esquecer e seguir outro rumo.
Diz-me com todas as letras que vou encontrar a minha Princesa, que mereço pois sou um homem bondoso, carinhoso e amoroso, e ao lhe responder que não sei se mereço a resposta é tão breve como concisa.
“Mereces”
Eu quero acreditar nisso mas meu coração quer esta mulher, no entanto o meu cérebro e os meus valores dizem que não.
Ela é comprometida e sabendo que se nos envolvermos poderei destruir uma união tão linda… Não quero isso, é um peso que não quero suportar nos ombros.
Sinto uma rebelião de sentimentos por não sentir o seu sabor, o seu cheiro, o seu calor, de não a olhar nos olhos. Se soubesse o quanto a desejo já estaria aqui, a sentir-me.
Sinto-me Lancelot, o bravo de desejável Cavalheiro da Távola Redonda em que o seu Amor pela Rainha Genevieve levou ao fim do reinado do Rei Arthur.

“Não fazes ideia a forma como mexes comigo!”
A minha vontade diz-me que terei de a olhar nos olhos para tirar as dúvidas mas no fundo sei que estou a deixar-me levar pelas emoções, pelo desejo. Erro meu ter-me metido contigo, sabendo que és esposada.
Não gosto disto. Querer-te e não te poder ter, e ainda com o receio de não te resistir. E como poderia eu te resistir? És divertida, inteligente, linda e sexy de morrer, amorosa, apaixonada e respeitadora, és uma mulher inatingível.
Passamos horas a imaginar-nos juntos, a insinuar, a provocar. Imagino como seria o nosso primeiro encontro. Será possível detalhar desta maneira tudo o que desejamos sentir?
O seu beijo, como será? Imagino-o, sem dúvidas, terno e leve, onde tomaria o seu sabor e a textura dos seus lábios sempre de olhos fechados. Assim que sentisse a doçura e a ternura da sua boca o beijo seria mais forte e cheio de desejo. Nossas línguas se cruzavam e enrolavam como duas espadas em duelo intenso. Nossas salivas se misturavam e juntas formavam um forte cocktail de tesão. Nossos corpos respondiam abraçando-se e colando um ao outro… Seria intenso e delicioso… Não sei se conseguiríamos parar pois a nossa vontade é tão grande e o desejo imenso que certamente nos iriamos amar naquele momento. E que maravilhoso é esse pensamento! Bem tento distrair-me para só a consigo imaginar nos meus braços, totalmente á minha mercê.

“Confio em ti, sei que não me vais deixar cair em tentação.”
Não dá. Desejo-te tanto, lentamente, vagarosamente… Aproveitar-me de todas as suas deliciosas e perigosas curvas. Fazemos amor de uma maneira tão apaixonada e ternurenta que parece que somos amantes desde sempre.

“Já viste como me deixas? Estou tão irracional que nem sei o que fazer.”
E eu como fico? Neste momento apenas a distância nos limita de cometer uma loucura.
Mas não o fazemos. Respiramos fundo, lemos tudo o que nos rodeia, o que nos move e pensamos com consciência.
“Não podemos, não devemos, não estaríamos a ser corretos um com o outro.”

Será possível Amar sem nunca ter sentido, tocado ou mesmo ter olhado nos olhos?
Bem, agora começo a acreditar…

© O Vizinho 2017 #69Letras

Quando a amizade acaba em… Amizade.

Chego ao nosso belo prédio depois duma noite de farra com as minhas amigas e o cenário à porta do vizinho repete-se.
Encosto o ouvido à porta dele, como faço tanta vez em segredo e oiço os gemidos de mais uma mulher. Suponho que sejam diferentes, pois seus gritos de prazer são distintos.
Toda a gente sabe como sou curiosa…
O que terá ele? O que faz ele assim de tão especial? Alguma coisa boa é de certeza, ora não estivesse praticamente todas as noites acompanhado.
Mas o quê?
Vizinho, vizinho, qual é o teu ingrediente secreto?
A curiosidade leva-me à loucura… 

 Steel… Já à muito tempo que esta miúda me deixa perturbado, sexuado mesmo! De todas as vezes que passo por ela sinto um esgar pois a sua trapalhice que a circunda deixa-me confuso, aliada à sua sensualidade de mulher bem resolvida deixa me excitado…

Sei que entrar à socapa, no meio da noite pela janela, não é bonito mas quero ver do que o vizinho é capaz.
Sigo os gemidos até à sala dele e quase que se me corta a respiração com o que vejo.
Uma mulher que cavalgava o vizinho no chão com um olhar extasiado em prazer. Porém ele parece-me tranquilo. Como se não estivesse ali…

 

Fod@-se! Não consigo tirar a Steel da cabeça! Será que ela cavalga tão bem como esta mulher? Saberá circundar e cavalgar desta forma dolorosa mas tão saborosa? Terei que a convidar para um café…

 Minhas pernas estremecem, Steel o que estás a fazer mulher? Tenho de fugir daqui o quanto antes!
Volto para trás mas tropeço no tapete e….

 

– Steel? Tu… Estavas aí à muito tempo??
– Desculpa… Mas ouvi gemidos e…
-Pensaste em te juntar à festa?

 – Eu?! Não….. Vou sair…. Ou espero que ela saia…. Desculpa vou sair…
Viro costas e saio a fugir só parando na mesma janela por onde tinha entrado.
O que irá ele pensar de mim? Que sou uma tarada, pois claro! Ai Steel!
Mas no fundo, queria mais era que ele se despachasse da outra, como eu gostaria de dar só uma lambidinha no manjar do vizinho… Gosto pouco de dividir pratos com outras! 

 

Acordo com o raiar do dia na janela, só mas com vontade de ter com companhia…
Café… Não tenho… Boa desculpa para bater à porta da Steel.
Só de robe bato à porta e com o seu ar despenteado e sonolento pergunta-me.:
– Bo-bom dia Vizinho! A que devo esta honra?
– Bom dia Steel. Fiquei sem café e preciso de espevitar. Tens algo para me ajudar?

 Depois de pestanejar 45 vezes seguidas, constatei que não estava a sonhar e que o vizinho, aiii que vergonha, estava de facto a entrar-me pela porta adentro de robe e a passear aquele rabo delicioso à minha frente!
Steel, deixa de mariquices e atira-te ao osso!
–  Café? Claro! Só tenho um problema! Acabou-se-me o açúcar. Achas que consegues dispensar o doce por hoje?
Debruço-me sobre a mesa enquanto lhe ofereço o café e nem reparo que deixo ver um pouco mais do que o decote da camisa de dormir.


– Steel, Não sou de dispensar um doce…
Digo isto olhando-a de cima a baixo, fixando me nos seus olhos brilhantes (de sono ou desejo? Até eu me confundo). Reparo que estas palavras tem efeito sobre Steel pois está a morder o lábio e a suspirar…
– Estás bem Steel? Pareces… ofegante…

Enquanto meu coração falhava uma batida aqui e ali, finalmente ia descobrindo o porquê do fascínio das mulheres pelo vizinho.
Aquele olhar doce combinado com um ar sensual desarmava qualquer uma.
O problema foi eu ter deixado de filtrar o que me saía boca fora…
-Despe-te!

– Posso acabar o café primeiro?
Steel começa a rir que nem uma perdida e eu não aguento pois tenho que admitir que este momento passou de surpresa para cómico, tudo num espaço de 0,5 segundos…
Steel foge da sala desaparecendo por minutos. Acabo o meu café e instintivamente dispo o robe (vício), e nesse preciso momento Steel entra na sala.
– Vizinho!
– Sim Steel. Não me disseste para despir?
– Oh pah! Foi sem querer!
– Queres que me vista?
Envergonhada e corada Steel liberta um não de uma forma tão inocente mas ao mesmo tempo noto reparo que ela está a morder o lábio inferior…
– Steel, não faças isso…
– Isso o quê Vizinho?
– O lábio… Não mordas… Não me responsabilizo pelos meus atos…
Tão depressa digo isto que já estou a ser invadido pelos braços de Steel, pela sua boca e por todo aquele corpo apetitoso…

 Há momentos em que perdemos noção do tempo e espaço. E eu viro selvagem!
Sim, lancei-me aquele pedaço de mau caminho e perdi-me em prazer!
Extasiada, sem regras, louca e esfomeada! 
Entre beijos quentes me deixo levar pelo momento…
Contudo reparo que ele treme, agarrado à minha cintura, enquanto nossos corpos se tocam nus pela primeira vez.

 – Porra! Estou com baixa de açúcar! Tenho que comer! 

Liberto-a dos meus braços e vou até ao frigorífico pois estou a desfalecer e a tremer por todo o lado. Bolachas Oreo… Bom gosto Steel! 

– Vizinho, tenho bolas de Berlim – diz me Steel com um olhar de quem lhe tiraram o seu brinquedo preferido…

Ãh! Quê?
Ora está uma pessoa sossegadinha em casa, vem um vizinho que lhe crava o café, despe-se, deixa-me de água na boca e afinal tudo o que queria era OREOS !!
Bom… Sempre são OREOS! E de morango, as minhas preferidas!
– Tens razão! Passa aí o pacote!

 – Pacote? Hum… Steel, para trincar ou para lamber?
– Vizinho, não provoques se não me vais comer..
– Mau! Estava a falar das bolachas! És tão tarada! Não tens emenda!
Steel fica sem reacção. Talvez não goste que lhe chame tarada, sabendo eu das constantes espionagens que me faz à janela do meu quarto mas mesmo assim fico expectante com a sua próxima reacção…

 – Tarada? Eu?! Vizinho, tu tens uma mulher nova na tua cama dia sim, dia não!
E comigo nada! Será que sou feia? Cheiro mal? Ah já sei!
– Vizinho, faço-te lembrar alguém? É por isso que não queres nada comigo? Sei lá, uma irmã ou prima?

Agora que falas quem está a cheirar mal sou eu…
– Txii! Que bedume! Olha, vou ao duche! Ainda desmaio com tamanha pestilência!
– Oh Dom Juan! Alguém se está a queixar?

– Deixa-te estar e vamos ver um filme juntos. Escolhe um qualquer menos romântico…
Só espero que ele não escolha nenhum de zombies, detesto! Tenho tanto medo que me mijo toda.
Entretanto o segundo pacote de OREOS abre-se e uma manta no sofá desenrola-se.

– Steel, achas mesmo que depois de me veres semi nu que vou me deitar no sofá a ver um filme? Vamos, anda ao duche também!
Steel fica imóvel sem nada dizer, olhar pálido e de boca aberta. Dou lhe um terno beijo acordando-a de uma espécie de hipnose ao mesmo tempo que a puxo para mim.. 

O meu cérebro já deu um nó um milhão de vezes! Mas afinal o que quer o vizinho de mim!?
Aha já sei!
Preparo um bom banho de espuma, dispo o resto que havia para despir do meu corpo, ainda esfomeado mas controlado,olho para o vizinho e trinco os lábios propositadamente. Ele contorce-se, sua respiração acelera e observa-me impávido e sereno enquanto me enfio naquele banho delicioso.
-Sei o que queres vizinho!
-Sabes?!
-Sim mas vais ter de merecer!
-Faço qualquer coisa!
Mostro-lhe um patinho de brincar na água. Os seus olhos iluminaram-se!
-Eu deixo-te brincar com ele mas primeiro lavas-me as costas!

– Menina Steel. Nem imaginas o quanto me deixas feliz! Boas recordações de infância este patinho me traz, onde era um miúdo despreocupado e sem grandes pressas na vida… Adorei!
Vá, vira-te então. Hoje terás o mais belo e intenso banho da tua vida sempre acompanhados pelo belo patinho de borracha.
– Steel, sabes o que me apetece depois do duche?
– Diz me Vizinho… – Steel de imaginação bem lá no alto.
– Um cheesecake de Oreo! Alinhas?
– Ui! Steel na cozinha com o Vizinho! Vai ser bonito vai!

©Miss Steel 69letras 2017

©Vizinho 69letras 2017