Arquivo da Categoria: Contos Eróticos

O meu nome na tua boca é preliminar para os meus ouvidos.

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| M18 | Maiores 18 | As minhas entranhas revolviam-se enquanto a distância entre nós diminua. Quanto tempo passou, desde a ultima vez?
O meu corpo diz que passou demasiado tempo, pois as marcas da tua paixão desapareceram da minha pele faz tempo…
Nunca tive uma paixão com esta força. Fizeste-me tua prisioneira assim que acorrentaste o meu coração ao teu e não quero que o libertes.
Ele está como sempre sonhou estar.
Assim que as tuas mãos caiem sobre a minha cintura, deixo o pescoço descair, para sentir o teu respirar a subir até à minha boca.
Finalmente, olhos nos olhos.

Já me tinha esquecido como eles queimam assim que pousam em mim, quase que já não me recordava como são vorazes, e como me invadem de luxúria. O teu simples olhar, negro, misterioso, penetrante, lascivo e quente, aquecem
e humedecem o meu corpo.
Enlouqueces-me sempre que inspiras o meu cheiro e enches os teus pulmões de ar, fazendo o teu peito expandir-se contra mim.

Nunca vi um homem como tu. Tudo em ti é sexo. Esbanjas sexo. O teu corpo é forte, solido, que condiz com a tua mente, o teu cheiro é de outro mundo, o teu sorriso é cortante, o teu olhar é invasivo, o teu toque é másculo, a tua voz… a tua voz é segura, grave terrivelmente sedutora.

O meu nome na tua boca é preliminar para os meus ouvidos.
Quero tocar-te, mas ordenas-me calma. Deixas-me possuída.
Provocas-me, colado a mim, mas arqueias as tuas ancas só para te deliciares enquanto me vês esfregar as minhas coxas uma contra a outra.

Os teus olhos irradiam com os meus gemidos de frustração. Ofereço-te o meu corpo, esfregando-o em ti, numa dança, com a missão de te trazer para dentro de mim.
Deitas-me no sofá e instintivamente arqueio as minhas ancas num dialogo que a tua boca conhece tão bem. Detens-te nas minhas coxas, apenas para te deleitares com o desejo que carrego no corpo, provocado por ti. O calor que vem do interior das minhas pernas aumenta ainda mais a tua fome, e atiras-te de boca para o teu prato favorito. Assim que ecoa naquela sala o meu gemido de êxtase, selas aquele orgasmo com a tua boca adocicada do desejo que libertei na tua boca de mel.

?Cátia Teixeira, Vizinha 69Letras® 2015

Meu amor, não me lembro de tudo que queria que me fizesses, mas desconfio que se nada fizesses, acho que iria desmaiar com …

Texto Erótico|M18|       Enquanto esperava por ti, antecipava o desfecho daquela noite. Pressenti, que iríamos começar em discussão, e acabar com o coração esquartejado pelas palavras mais vis que se encontrassem na ponta da língua, para nos magoarmos um ao outro, da forma mais odiosa possível.

Mas, não é que chegas, agarras-me pelas nádegas e puxas-me para que encaixe as pernas nas tuas ancas! Entre a espada e a parede sugaste os espinhos que cresceram no meu peito, e derreteste o meu sangue congelado.
Recordo que aquele beijo saudoso era salgado. As lágrimas romperam do peito e salgaram os nossos lábios que assumiam um tom cada vez mais vivo pela intensidade com se esfregavam.
Com os pés assentes na terra, embalaste o meu rosto com as tuas mãos grandes e fizeste-me mais uma vez sentir pequena. Ternamente sorriste e prometeste nunca mais me fazer ter frio.
O teu olhar, nos meus olhos castanhos, é tão quente, tão reconfortante.
Perdes-te nos meus pequenos lábios, finos e vermelhos fazendo-me mordiscar o lábio inferior sob o teu profundo olhar.
Descontrolaste-te quando larguei o meu sorriso inocente e ao mesmo tempo tão revelador do que quero que faças, ali, na ombreira daquele prédio.
Ter o corpo que se ausentou por um tempo que me pareceu eterno tão colado em mim, faz-me querer que o tomes para ti.
Às vezes, acho que a diabinha que existe dentro de mim, sussurra no teu ouvido, exactamente o que quero, o que preciso, onde, quando e como, pois tu és certeiro em cada investida que tens sobre mim.
Perco o meu olhar nos teus lábios.. eles são terrificamente apetecíveis, o sabor da tua boca, é indecifrável, o atrevimento da tua língua é vulcânica. Ai a tua língua. A tua língua dentro da minha boca, faz-me palpitar entre as pernas.
Que desejo que trago… e tu, delicias-te com a expressão com que o meu rosto pede por ti.
Meu amor, não me lembro de tudo que queria que me fizesses, mas desconfio que se nada fizesses, acho que iria desmaiar com tanta luxuria que carregava naquele dia.
Mas como sempre, só quando avistas excitação na humidade que os meus olhos revelam, é que procuras o calor que liberto entre as pernas. Fizeste-me engasgar no instante em que me devoraste num beijo ofegante que me descompassou o coração… os teus dedos, massajaram, acariciaram, apertaram incansavelmente, e invadiram o coração que ameaçava saltar entre as minhas coxas. Todos os meus músculos se contorceram, as forças centraram-se no clímax por isso mesmo, seguraste-me contra o teu peito, enquanto relaxava e as palpitações desaceleravam.
Ali, naquele prédio, sentaste-me no teu colo, e apertaste-me a favor do teu corpo, e prometeste-me mais uma vez, nunca mais me fazer sentir frio.

?A vizinha #69Letras

Ausente do mundo, presente para ti.

 

| M18 | Maiores 18 | Abandono o carro poluída pela nossa troca de palavras, desvairos sem sentido e com sentido, tensão e excitação dentro daquele habitáculo já difícil de respirar.
Vens atrás de mim, e encostas-me à parede.
Troças da minha altura mas deliras com a minha personalidade capaz de fazer frente a um gigante.

Enervas-me. Confundes-me.9c6c6b1ebd939e5ba9ca19b4ad17928a
Seguras-me e largas-me.
Usas-me e abusas.
Ausentas-te mas invades-me.
Fazes-me bem e mal.
Fazes-me contorcer de prazer e de medo de te perder.

 

Humedeces-me os olhos de emoção, mas também de saudade.
És um demônio. Incontrolável. Ferozmente implacável. Letal. Precisas de ser colocado para baixo…
Olhas-me nos olhos desenhados pelo mal, seguras-me pela cintura e puxas o meu corpo já quente e suado, efeito da tempestade de palavras cruzadas, e pressionas-me de forma a fazer-me sentir a loucura que te cresceu no sexo.
Engulo em seco. Penetras-me o olhar como se me quisesses devorar.
E queres!
Prendeste a minha jugular entre os teus malvados dentes e provocaste-me este inchaço.

Cravaste os teus dentes por todo o meu corpo…

sento-me e sinto-te,
encosto-me e sinto-te
visto-me e sinto-te.

Estás longe. Ausente do meu calor, mas presente no meu corpo. Na minha mente.
Não me consigo libertar da loucura com que me presenteaste naquela cama. Eriçaste todos os meus poros… assim que o efeito da dor que me provocavas desvanecia, implorava-te por mais. Implorava que me rasgasses a pele como o leão que és, cuspisses a carne e te embriagasses nos meus lábios com o meu néctar que fazes ferver.
Doente. Ausente do mundo, presente para ti, é assim que a nossa loucura me faz SER mulher.

Vizinha #69Letras

Sou tua prisioneira

 

Todos nós temos uma missão. A tua missão é assombrar-me.
Sou metade desde que me encantaste. Não consigo concluir uma tarefa sem ser interrompida por ti.
Invades-me.
O dia em que me deleitei no teu colo corrompeu a minha mente eliminando qualquer hipótese de poder vir a libertar-me do teu domínio.
Sou tua prisioneira. Livre prisioneira.
Invadiste-me com o teu olhar quente capaz de derreter o ouro e infectaste-me com o néctar que partilhaste nos meus pequenos lábios. Continuar a lerSou tua prisioneira

Hoje a loucura tomou conta da tua mente.

 

Vejo-te a vir na minha direcção, e um tremor percorre o meu corpo.

Estes longos dias com que te privei do meu cheiro, acordou o teu demónio. Lançavas fogo dos olhos, e os teus lábios estavam sedentos. Colocas-me contra a parede e eu estendo os meus braços para te impedir de investires sobre mim. Tentativa em vão. O teu corpo vence a minha força feminina e seguras as minhas mãos por cima da cabeça. Rasgas o meu vestido de uma só vez e com os dentes arrancas as cuecas. O frio que senti quando saí de casa foi substituído pelo calor infernal de um dia de verão.

Afastas-te. E encostas-te à parede paralela.

Sinto-me frágil, totalmente desprotegida. A ideia de alguém ver o que se está a passar neste beco, deixa-me nervosa.
Hoje a tua loucura tomou conta da tua mente. Não queres saber. Queres matar saudades do calor que te envolve assim que entras em mim.
Observas-me. Quase que consigo ver os teus olhos a reluzir de malícia. Sorris. O teu sorriso invade-me e faz-me corar. Aproximas-te de mim, já com o corpo despido perto o suficiente para me embriagares com a tua respiração. Ferves. Percorres o meu corpo com a tua fome, mordendo e beijando todos os centímetros da roupa que me veste.
Com o teu braço contra a parede, olhas-me nos olhos. Demoras-te. Invades a minha alma, e percorres os meus desejos mais obscuros. Desejos fechados a sete chaves que escondo do mundo.

«Eu sabia que atrás desse rosto de menina está um paraíso que nem tu nem ninguém nunca explorou. »

Irritas-me. Detesto o domínio que tens em mim. Tento-te afastar, e debato-me sobre a tua força, até cair exausta no teu ombro.
Seguras o meu rosto e afogas-te na minha boca.
O teu beijo vence a minha revolta pela forma que me lês, e sossego na tua boca.
O teu beijo, é intenso e demorado, as nossas línguas travam um combate incessável. O meu ventre procura-te. Quero-te dentro de mim.

Puxo-te a favor do meu corpo, e desaperto-te as calças. Atordoas-me com a rigidez do teu desejo.
Contra a parede, abriste as cicatrizes que me provocaste da ultima vez e num só movimento, perfuras-me. Procuras os meus olhos húmidos de desejo e com uma das mãos a apertar o meu pescoço exploras as profundezas do meu ventre.

Juntos alcançámos a paz. Desencaixámos num beijo, terno e apaixonado que traz vida ao meu coração.

Enrolas-me numa manta que desconhecia trazeres contigo, e proteges-me do frio que agora já se faz sentir.
Deixámos aquele canto escuro com as roupas rasgadas no chão e ao colo levaste-me para a tua cama…

 

?Cátia Teixeira, Vizinha 69Letras® 2013

És perverso

Maiores 18 | M18 | És perverso.

Despes-me lentamente com o teu olhar. Olhas-me e sinto o teu toque a percorrer a minha pele. A tua voz tem o mesmo efeito que o frio na minha pele, a firmeza das tuas palavras faz-me contorcer e nesta altura ainda não me tocaste, mas já estou pronta para expelir o desejo sob a forma de larva… o movimento dos teus lábios é captado pela minha visão em slow motion… os teus lábios cada vez que mexem, têm a  força dos passos de um gigante que faz estremecer e esmagar o que pisa. É isto que me fazes.

Intimidas-me, estremeces-me sempre que estou sob o teu comando,

mas contrariamente,

quando me abraças,

quando me beijas na testa e afagas o meu cabelo enquanto sorris, eu cresço e sobreponho-me a Vénus!

Sempre que decides tocar-me, cuspo gemidos involuntários com o vibrato de excitação como se fossem crianças, a ter o que querem. O teu toque é infernal, marca a minha pele e passo a ser a tela onde te tornas artista e provocas o caos segundo o olhar de quem não vê.
Nua em frente ao espelho, admiro cada local que revela a tua presença. Toco onde ficaste e desejo que estas marcas se tornem eternas.

Eternidade. O pensamento de ser tua para sempre, agita o meu sangue.

Olho para a poltrona onde também já me educaste e a pulsação desenfreada rompe entre as minhas coxas. Sentei-me.
Sentada, e observando o tom bordeau que me acolhia por baixo, surge na memória a nossa última noite. De quatro, cravaste as tuas garras na minha pele, perfurando-a e desenhando quatro eternos caminhos de sangue ao longo das minhas costas, enquanto não libertavas o teu terror nas minhas entranhas… a lembrança da confusão de sentidos que me provocaste, o ardor das minhas costas encostadas à poltrona, e as minhas mãos a domar o fogo entre as minhas pernas, flectidas e abertas, faz-me soltar um gemido de gloria que ecoa pelas paredes do quarto, gemido este que te privei de ouvir…

Consigo adivinhar o teu domínio mais logo, quando descobrires que te desobedeci e privei-te deste orgasmo… hum… anseio por logo…

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Vizinha #69Letras

O que estavas a fazer comigo? Já não me pertencia.

 

| Conto Erotico | M18 | Concordámos adiar a união dos nossos corpos esta noite. Mas quando passas a tua mão e sentes a ausência das cuecas debaixo da saia do fato que trago, descobres que esta noite vamos fazer história. A minha jogada descontrolou-te, e encostas-te atrás da minha silhueta. Sinto-te a inalar o cheiro dos meus cabelos., sobes a mão pela saia, subindo-a, deixando-me exposta no parque de estacionamento. Cravas os teus dedos arrogantes no interior das minhas coxas, empurrando-me contra a dureza que fazes sentir nas minhas nádegas. E naquele lugar, inclinas-me sobre o carro, apoias a tua mão no meu pescoço, e com fome de explorador viajas para dentro de mim, fazendo-me escorrer pelas pernas, o desejo que tenho guardado de ti.

Já noutro local, ambos despidos e unidos, paras! Apertas o fecho das calças e anuncias que já chega.
Os teus olhos faíscam com o desapontamento que encontras no meu rosto.
Deitados de lado, frente a frente, sob o brilho estelar, e o som misterioso do mar observas-me. Suavemente tocas o meu corpo ao de leve, mas sabes que não é essa a intensidade que a minha respiração pede. Percorres o meu corpo, desprezando a excitação dos meus peitos e o calor que emito entre as pernas. Dei por mim a implorar pelo teu toque faminto, e a forçar as tuas mãos irem para onde quero. Por este erro, prolongas a tortura.

Não há palavras que descrevam, a tesão que o teu rosto acentua. Os teus olhos estavam mais negros que o habitual, e libertavam um brilho que me deixavam nervosa.

O que esconde a tua alma? O que estavas a fazer comigo? Já não me pertencia.

Implorei, pelo teu toque, por prazer… que desespero! Soltas um terrível sorriso quando vez os meus olhos húmidos de tesão.
Inesperadamente afogas a tua boca nos meus peitos, e com a mesma fome, nesse mesmo instante dois dedos viajam ao centro do meu calor.

Finalmente.

A tua voz, marca a minha liberdade, e serviçal como sou, momentos depois, cumpri o teu pedido e pertenci ao céu. As estrelas abraçaram-me de excitação, pela beleza que lhes proporcionámos.

A VIZINHA #69LETRAS