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O vizinho do 3° andar…

Conto Erótico | M18

Era fim do dia… estava cansada e o pensamento de subir as escadas até ao 4º Andar, de saltos (maldito elevador, avariado pela milésima vez este ano) fez-me rolar os olhos… E neste rolar de olhos esbarrei num peito moreno e estaquei nuns olhos verdes…

Ainda pensei praguejar alguma coisa, mas fiquei completamente hipnotizada em meros segundos.

Pude sentir o seu maravilhoso perfume… Humm… Uma mistura de fresco e intenso ao mesmo tempo.. Inspirei aquele erótico odor sentido arrepiar cada poro do meu corpo.

– Desculpa! Disse ele meio atrapalhado!

– Estava distraído e nem olhei direito para a frente, sou o novo vizinho!

Só consegui balbuciar um completamente disléxico “não faz mal” enquanto tentava ajeitar os óculos para ver melhor aquela visão que estava à minha frente… “3º andar, certo?”

Ele acenou afirmativamente e eu instintivamente abri um sorriso e disse com mil intenções “Ah, eu estou por cima! Bem-vindo!”… Corámos os dois e fomos interrompidos pela balburdia da empresa de mudanças escada acima, escada abaixo! Ah, se a imaginação voou…

Cheguei finalmente a casa…
Atirei os sapatos e sentei-me no sofá, deixando-me escorregar sobre ele.
Bolas, a imagem daquele deus grego ainda me pairava na mente, ainda conseguia sentir aquele odor.


Só conseguia pensar na próxima vez que o iria ver, o que nem era difícil visto que era meu vizinho… E era exatamente isso que me excitava a mente!!

“Porra pah!”, cuspo tais palavras ao ver que os elevadores continuam avariados. Bem.. Lá vou ter eu que subir novamente pelas escadas, depois de mais um longo dia.
Subia degrau a degrau, perdida nos meus pensamentos, quando subitamente sinto umas fortes e enormes mãos agarrarem-me pela cintura puxando-me contra o corpo que mais parecia uma barra de ferro!
Não sabia quem era, mas depressa descobri sem sequer me virar… Aquele cheiro… Foda-se, aquele cheiro intoxicante… Consegui reconhecer no mesmo instante.
Inspirei saboreando aquele exótico momento e sem me dar hipótese de dizer uma palavra que fosse, voltou-me e colou a sua boca carnuda á minha e sussurrou…
-Desejo este momento desde o dia que te vi!
Enterrou a sua língua vorazmente na minha boca, explorando cada recanto dela, fazendo-me ficar completamente rendida àquela experiente e gulosa língua.

Naquela dança de línguas e corpos que se ansiavam, a luz do prédio apagou e no escuro percebi que me tinha sentada, de pernas abertas, desejosa e com uma tesão que me encharcava as cuecas… Estava debruçado sobre mim, encaixado e empurrando o teu sexo duro contra o meu encharcado e sequioso de si…
“Sabes tão bem como imaginei…” pensei quase em uníssono com o que me disse junto ao ouvido com respiração descompassada… Mas a prova não ficava por ali… Arrancou-me os botões da camisa e provou a minha carne que queimava entre beijos e mordidas ligeiras que me causavam quase pequenos orgasmos… Subiu o que restava de saia para chegar ao prato principal… Atirou-se à minha vulva como um peregrino em busca de água no deserto e bebeu até cansar para me fazer explodir enquanto me fodia com a língua…

Nem sei bem descrever o que estava a sentir naquele momento…

Estava a acontecer tudo tão rápido que só conseguia respirar porque torna-se involuntário.

Mas de uma coisa tinha a certeza… Estava a adorar! E foi aí que me entreguei totalmente ao prazer, sem pensar em mais nada… Queria-o dentro de mim… Ali mesmo!

Num acto quase mágico como se me tivesse ouvido, descolou a boca do meu sexo e tal qual serpente subiu em direcção aos meus lábios…

Os nossos sabores misturaram-me na minha boca numa mistura docemente venenosa…

Puxou-me contra si e numa volta perfeita encostou-me ao corrimão da escadaria…

Senti-me naquele momento à sua total mercê, e isso excitava-me dos pés á cabeça.

Deixei de pensar por completo e apenas senti quando me penetrou enquanto as minhas costas arqueavam instintivamente… todo o meu corpo cedeu ao prazer de ser preenchida pelo seu membro duro e pulsante de desejo por mim… Eu apertava e meneava as ancas enquanto ele investia, forte, fundo e esfomeado… debruçou-se sobre mim e soltando umas das mãos que me segurava o rabo agarrou num dos seios e mordiscou o meu pescoço… Soltou um suspiro coberto de volúpia na sua voz grave e enrouquecida pela tesão e eu senti o orgasmo dele a chegar… Era hora de compensar em qualidade o que ele já me tinha dado em quantidades imensuráveis…

Arqueei as costas e empinei o rabo o mais que pude…

Cada vez mais o sentia fundo, como se me rasgasse em milhões de partículas de pura luxúria.

Num suspiro gutural proferi a frase que faltava para me dar todo o seu ser…

– Vem-te!! – Foi a minha única frase. Curta e precisa.

E no instante seguinte senti-me a ser preenchida por algo imenso e quente… Podia sentir as suas fortes jorradas a encherem-me como se precisasse do seu néctar para sobreviver.

Os seus gemidos eram perfeitamente audíveis enquanto todo o seu corpo entrava em combustão traduzindo-se em fortes espasmos!

Cansados e saciados, deixamo-nos cair nos degraus no colo um do outro…

Nisto ouvimos um barulho ao longe… Algo que não me era desconhecido…

Oh, foda-se, a sério?!? Era a minha campainha a tocar directamente no meu cérebro e a arrancar-me do sonho mais vivido que tive nos últimos tempos… Levantei-me, descalça, desalinhada e ainda transpirada e húmida pelo sonho que acabara de ter… Fui abrir a porta e quase congelei quando vi que era ele, o objecto do meu desejo… “Vieste tornar a fantasia realidade?” pensei e esse pensamento trouxe um sorriso malicioso à minha cara… Respondeu com o sorriso iluminado por natureza e matou-me:

-Lembrei-me que era a única vizinha que conhecia e me disse que estava por cima… Por acaso não tem açúcar que possa dispensar?

Oh se te adoçava a boca…Talvez num outro dia, outro sonho…

©Sweet Sin & Scarlett 2016 #69letras

Raros são os toques que falam…

Aquele toque onde correm amperes de sensações, onde se lê um livro, onde se vive.
O toque que nos suspende a respiração, nos dispara as palpitações, nos acorda os sentidos…

Esse toque que preenche com carinho, que revela perversões, que é escandaloso e terno… Continuar a ler

Chegaste, manso…

Calaste de repente os silêncios que me ensurdeciam a mente.

Apertaste-me no teu peito e senti-me toda, uno comigo e contigo… Continuar a ler

Atenção! Não ler na diagonal!

Não é novidade que vivemos num mundo onde a opinião e a crítica são gratuitas. Não é novidade que hoje em dia e por força dos meios de comunicação e das redes sociais todos têm uma opinião formada sobre tudo, por mais ignorantes que sejam nesta ou naquela matéria. Também não é novo o facto de que ser diferente ainda choca uma gente tão aberta a toda a informação que a sociedade global tem para oferecer, ainda que filtrada pelos velhos preconceitos, pelos velhos estigmas sem sentido…

Confesso que eu própria me abstive de escrever este texto durante um tempo para não destilar veneno desnecessário…
Mas enfim, tinha que ser…

Continuar a lerAtenção! Não ler na diagonal!

O(s) meu(s) Orgasmo(s)

Texto explícito | M18 

Pediram-me uma visão do orgasmo, do meu orgasmo… Não consigo. Não consigo descrever uma sensação, um sentimento, um tipo único… Todos os orgasmos são diferentes…

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Duche Rápido

Conto Erótico | M18

Já estava nu e pronto para ti quando chegaste ao pé de mim, de salto alto e saia. Encostaste-me à parede e desceste em mim reclamando o que era teu, sem sequer me olhares nos olhos. As tuas mãos vagueavam à vontade em mim como já é teu hábito enquanto te deliciavas com tudo o que estava ao teu dispor, e olhas para mim finalmente, por cima dos teus óculos.
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Felizes

Ninguém tem pena das pessoas felizes. Os Portugueses adoram ter angústias, inseguranças, dúvidas existenciais dilacerantes, porque é isso que funciona na nossa sociedade. As pessoas com problemas são sempre mais interessantes. Nós, os tontos, não temos interesse nenhum porque somos felizes. Somos felizes, somos tontaços, não podemos ter graça nem salvação. Muitos felizardos (a própria palavra tem um soar repelente, rimador de «javardo») vêem-se obrigados a fingir a dor que deveras não sentem, só para poderem «brincar» com os outros meninos. Continuar a lerFelizes