Vamos brincar…

Texto Erótico | M 🔞

Naquela semana saías sempre as 11h da noite e eu ia estar em Lisboa a trabalho por vários dias. Era a oportunidade de estarmos juntos uns dias e marquei o hotel no Campo Pequeno. Gostei daquele hotel de outras idas a Lisboa e achei que seria ideal para o nosso encontro.

Mandaste-me uma mensagem quando acabei o trabalho: “Quero-te as 11.30h da noite, vestida com aquela lingerie vermelha, com meias de lycra, sapatos de salto alto e uma venda nos olhos. Vais colocar a cadeira de costas para a entrada e sentares-te nela à minha espera. Quando eu chegar ligo-te, abres a porta e voltas para o teu lugar quietinha. Vamos brincar…”

Fiquei um pouco desconfortável com o teu pedido, e se alguém entrasse no quarto que não fosses tu?? Eu de venda nos olhos, podia acontecer alguma coisa. Respondi eu, à tua mensagem.

– Não te preocupes. Só te mando abrir a porta, quando eu já estiver no teu andar perto da porta. Sê uma boa menina e faz o que te pedi. – Respondeste tu

Ainda com algum receio, respondi que sim. Que atenderia ao seu pedido, mas que estava com um pouco de medo. Ele respondeu que não precisava. Ele estaria lá e não seria mais ninguém a entrar no quarto, a não ser ele.

Fui jantar, cheguei ao hotel, tomei um duche rápido e fui vestindo-me como ele tinha pedido. Estava pronta e só faltava a venda nos olhos. Até a cadeira eu já tinha colocado como ele tinha pedido e estava deitada na cama a ver TV enquanto esperava por ele. Eram 11.50h quando o telefone toca e era ele a dizer que tinha acabado de entrar no hotel e ia para o elevador.

– Prepara-te, quando eu estiver no teu piso, vais abrir a porta e deixa-a bem encostada, vais sentar-te como pedi, e colocar a venda. Não largues o tlm, vamos falar até eu entrar no quarto.

Fiz o que ele mandou. Depois de deixar a porta encostada, dirigi-me à cadeira, sempre de costas para a entrada. Já ouvia a voz dele por trás da porta, e coloquei a venda. Não apetecia-me nada, mas estava a começar a gostar daquela sensação de perigo, da adrenalina a subir o corpo, começava a sentir a te(n)são e eu já estava em pulgas para ele entrar.

– Estou mesmo em frente à tua porta, já estás como pedi?

– Sim. Estou. – a minha voz quase não se ouvia, tal era a excitação

– Então deixa-te estar assim quietinha… – e já ouvia a voz dele mais perto de mim. Ele fechou a porta, desligou os telemóveis e veio tirar o meu, da minha mão. Pousou tudo na mesa que estava ao lado da TV, pelo menos foi isso que me pareceu e veio sussurrar ao meu ouvido:

– Uhmmmmm, estás tão linda!
Não podia desejar mais nada… estar aqui contigo…

Gemi involuntariamente à voz dele no meu ouvido e arrepiei-me toda.

Eu estava nervosa e ao mesmo tempo excitada e ele, ainda bem perto de mim, sussurrou: – Agora vou prender-te as mãos atrás das costas e vou saborear cada pedacinho de ti, do teu corpo. Vou fazer com que implores que pare, vais sentir prazer como nunca sentiste. – tudo isto dito ao meu ouvido, fez com que a excitação e a vontade de lhe tocar aumentasse, mas com as mãos presas, era impossível.

Gemi baixinho de frustração e ele começou a percorrer o meu pescoço com os lábios, dando beijos, fazendo percursos com a língua e arrepiando-me toda, e ao mesmo tempo começou a passear com as mãos pelas costas, deliciando cada curva, cada canto e a fazer uma massagem relaxante nos ombros. Já estava a aquecer. O corpo já dava sinais de prazer, de vontade a ser saciada. Continuou a tocar-me bem devagar, a fazer um reconhecimento de todos os meus pontos sensíveis, para poder explorar mais tarde com tantas outras carícias que ele ia mencionando ao meu ouvido.

Deixou as costas e agora dedicou-se à minha boca,
com lambidelas esporádicas a brincarem com os meus lábios.
Contornava-os e provocava o beijo, mas não o concretizava.

Eu já estava a subir paredes. Se há coisa que gosto, é um beijo longo e demorado, e ele estava a provocar-me, e estando presa, não podia fazer nada a não ser gemer e pedir que ele me beijasse. – Tens que ter calma. Tudo tem o seu tempo, o momento certo para beijar-te e outras coisas mais. Vais render-te a mim e depois o prazer será muito maior do que possas imaginar. – Gemi baixinho, queria o beijo dele e ele continuava a não ceder. Beijou-me o pescoço, afastou as alças da lingerie e passeou com a língua por todo o meu peito. Dedicou a cada seio duro e arrebitado, a sua devida atenção: mordidas leves… lambidelas…sugava um e outro, intercalados… E eu já quase sem respirar. Nunca tinha sentido o meu corpo reagir daquela forma. Estava superexcitada, estava completamente molhada, já transpirava por todos os lados, o calor aumentou drasticamente e eu já não aguentava mais estar com as mãos presas.

– Solta-me. Deixa-me tocar-te, deixa-me beijar-te. – Pedi eu

– Ainda não. Eu é que mando. Agora és a minha menina e tens de fazer o que eu disser. – Respondeu ele voltando a sua atenção para a lingerie que estava caída na cintura e cobria a minha feminilidade. Ele pegou-a no meio e puxou um pedaço para cada lado e ela desfez-se em dois, caindo no chão e deixando-me completamente sem nada. Ficou espantado porque eu não tinha nada por baixo e ele não esperava que eu fizesse isso e disse:

– Hummm, afinal não sou só eu que tento surpreender.
Gostei da tua iniciativa. Só por isso, mereces uma recompensa.

Agarrou-me no cabelo e colou as nossas bocas num beijo desesperado e cheio de fome. Afinal, não era só eu que queria aquele beijo depois de tantas carícias. Também ele, estava já, bastante excitado e já se notava, no beijo e na voz. Tão depressa beijou-me, como de repente, largou. Estava sentada, mas senti que perdia algo… Gemi de frustração e ele continuou onde tinha parado. Nas coxas, agora completamente descobertas, a minha flor de Lótus macia e pronta para ele. Nem demorou muito para ele se dedicar a ela: beijou-me o ventre, foi descobrindo as minhas curvas com a boca numa brincadeira de língua e pequenas mordidelas que faziam meu corpo responder a cada investida dele. Não perdeu muito tempo até deslizar a língua para os meus lábios inferiores e em perfeita sincronia, de dedos, boca e língua, fez-me explodir, no que posso dizer, foi o melhor orgasmo que tive. Todo o meu corpo estremeceu, a boca ficou seca, até às lágrimas vieram-me aos olhos, porque foi quase como sair do corpo e voltar.

Ainda meu corpo tremia quando ele encostou à minha pele, uma garrafa de água gelada, fazendo com que toda eu, reagisse ao choque térmico, do quente do meu corpo ao gelado da garrafa. O contraste foi enorme, mas tenho de admitir que a sensação foi extraordinária. Gemi alto e chamei pelo nome dele vezes sem conta e ele sentiu-se explodir por dentro, porque também gemeu involuntariamente.

Senti que ele tirava a roupa e levantou-me da cadeira colocando-me deitada na cama de joelhos, onde penetrou-me selvaticamente e de uma estocada só, que fez-me gritar o seu nome e pedir mais. Estava completamente enlouquecida com aquele prazer, e em mais algumas entradas e saídas, explodimos violentamente num orgasmo delicioso e simultâneo. Ainda dentro de mim, soltou-me as mãos, tirou-me a venda e só depois pegou em mim ao colo e levou-me para o duche. Tomamos um banho demorado e relaxante, ainda sentindo os tremores do prazer alcançado, e depois fomos descansar.

 

© Deusa Ishtar #69Letras

Deixar uma resposta