Aquela viagem de carro

Conto Erótico | M 🔞🔞🔞

Tínhamos combinado fazer aquela viagem de carro há algum tempo, mas estávamos sempre os dois tão ocupados que não conseguíamos marcar a data. Um dia cheguei a casa e parecia que tudo estava a conspirar a meu favor. Mandei-te uma mensagem a dizer que tinha o fim-de-semana livre e fui arrumar umas coisas no escritório. Poucos minutos depois ouço o som de mensagem do tlm e fui ver. Eras tu a dizer que tinham desmarcado as tuas reuniões de sábado e por isso estavas livre. Fiquei tão eufórica que até comecei a dançar ao som da música que acompanhava as minhas arrumações. Respondi logo que já que estávamos livres, podíamos fazer a nossa viagem que há tanto a nossa cabeça e nosso corpo estava a pedir. Pensei que ainda ias demorar a responder a mensagem, como sempre fazes, mas enganei-me. Mal pousei o tlm na secretária, ele deu sinal de mensagem novamente.

– Vamos. Arruma uma mochila que passo aí dentro de 45 minutos.

Bem, se já estava feliz, então transbordei de alegria e fui preparar a mochila rapidamente. Parei de repente a pensar no que ia levar…há tanto tempo que não pensava na viagem que agora deu-me um branco. Mecanicamente, coloquei o essencial dos produtos de beleza e higiene e depois, a roupa interior. Escolhi uma lingerie roxa, nova, que não conhecias, que comprei para fazer-te uma surpresa. Olhei para o guarda-roupa e pensei no que ia precisar…e raios…já passaram 20 minutos…ou me apresso ou fico em terra. Pensei.

Voltei a olhar para o armário e de repente veio-me uma ideia à cabeça. Surpresa!!!! Vestido!!!!! Ainda não tive oportunidade de o apanhar desprevenido. Vai ser hoje. Tirei aquele vestido colorido com que me vesti no nosso segundo encontro, tirei um conjuntinho de calções e top, uma saia e outro top, pois estava calor e eu queria estar bonita para ti. Depois de tanto tempo à espera para este nosso encontro, tu e eu merecíamos o melhor. Mochila pronta e a acabar de me vestir e ouço o tlm. Eras tu a avisar que estavas lá em baixo. Peguei nas coisas, fechei a porta e desci rapidamente. Quando vi-te encostado ao carro com aquele sorriso lindo e atrevido ao mesmo tempo, derreti-me toda. Estavas lindo, e eu só apetecia-me beijar-te. Abriste a mala do carro e colocaste a minha mochila junto da tua. Só depois recebi o merecido beijo. Abraçaste-me apertado e deste-me aquele beijo de perder as forças. Senão estivesses a segurar-me, teria desabado de tão delicioso que estava e do calor que transmitiste.

Entramos no carro e disseste que era melhor colocar combustível antes de chegar a meio do caminho. E eu perguntei para onde íamos, pois apesar de a viagem já estar marcada há meses, ainda não tínhamos acertado o lugar.

– Estava a pensar levar-te a dois ou três lugares que mencionaste numa das nossas conversas. Grutas de Mira de Aire, Tomar e Óbidos.

– Apanhaste-me completamente desprevenida, mas adorei a surpresa. Nunca imaginei que lembrasses dessas conversas.

Deixaste-me colocar uma música suave no rádio e prosseguimos viagem. Enquanto dirigias, a minha cabeça estava a 1000/hora a pensar numa forma de recompensar-te pela surpresa, pelo mimo de irmos passear para lugares que eu desejava rever, então pensei em coisas quentes e picantes. Primeiro lembrei-me da lingerie nova: “mas essa, não posso fazer agora.” Pensei eu. Enquanto pensava no que ia fazer, coloquei a minha mão na tua coxa e fui fazendo uma massagem suave, e cada vez que subia, deixava-me ir até mais próximo da tua virilha e tu só olhavas de relance para mim com aquele sorriso que dizia: “Isso é perigoso…” E eu sorria maliciosamente, dando a entender que não fazia mal, que a intensão era mesmo essa. Ser perigosa, ser atrevida… Tu gostavas desse meu lado, e naquele fim de tarde, só apetecia-me ser mazinha e aproveitadora. Disseste que íamos parar, para comer qualquer coisa e abastecer o carro.

“Pufff… Ideia caiu na minha frente,
e o meu sorriso não podia ter sido mais diabólico.”

Olhaste para mim e perguntaste no que estava a pensar e eu disse que não era nada. Apenas umas coisas para fazer. Passado pouco mais de 20 minutos, paramos numa área de serviço. Logo após abastecer o carro, aproveitamos para comer. Eu já não tinha grande fome, pensava apenas em fazer-te a surpresa, em apanhar-te desprevenido. Comi rapidamente o que tinha escolhido e fui à casa de banho…

Voltei quando estavas a acabar de comer e foi a tua vez de ir. Esperei por ti na porta de entrada do bar e saímos juntos, de mão dada. Coisa tão boa, sentir o teu calor passar para mim, sentir a tua pele na minha. Chegamos ao carro e eu encostei-te à porta e dei-te um daqueles beijos demorados que aquecem todo o meu corpo e deixam-me cheia de desejo.

Ainda bem que estavas encostado, porque ali mesmo queríamos mais do que aquele beijo que no início parecia tão bom, mas que naquele momento apenas deixava os nossos corpos completamente cheios de outras vontades que não poderíamos satisfazer ali. Separámos-mos a muito custo e voltaste para o volante.

Sentei-me, apertei o cinto e, safada que estava, puxei um pouco o vestido para entre as pernas, de modo a deixar um pouco do joelho e da coxa de fora, para tentar-te. E coloquei novamente a minha mão na tua coxa, na esperança de perceberes que eu queria que fizesses o mesmo.

Não te fizeste de rogado, e atendeste os meus pedidos silenciosos. Estavas a conduzir em velocidade média, depois de meter a mudança, descansaste a tua mão na minha coxa, onde fizeste uma ligeira e breve massagem, para sentir que estavas mesmo ali… que eu deixava. O meu sorriso, maroto dizia-te que não parasses e assim o fizeste. Enquanto falávamos sobre tudo e mais alguma coisa, foste acariciando cada vez mais para cima, mas voltavas logo para baixo, como se achasses, que eu fosse reclamar. Como não o fazia, voltavas a subir. Eu já estava a ferver, e encostei a cabeça para trás e deixei-me entrar em transe com aquele calor que estavas a provocar em mim. De vez em quando, suspirava e apertava a tua coxa e também subia um pouco mais. Certa altura, fui mais longe e toquei-te nele…estava duro, estava tão bom para eu puder aproveitar-me dele. E abri-te o zíper… Gemeste…e eu suspirei…toquei nele…estava quente, e aí… aí, fui eu que gemi. Ai que vontade de tomá-lo para mim…

Tu ao sentires a minha mão a abraça-lo, reduziste um pouco a velocidade e dedicaste também, um pouco da tua atenção à minha coxa, que à tua conta já estava quase toda descoberta, mas ainda não tinhas-te apercebido da surpresa. Quando o apertei e massageei, tu gemeste e subiste a mão muito mais além do que tinhas estado a fazer até agora e quando tocaste-me, olhaste para mim surpreso e até gaguejaste:

– O que… O que… Quer dizer… Sem?!?!?!

A tua cara estava vermelha de desejo, a minha estava igual e disse sorrateiramente: – Tinha de surpreender-te. Não pares, está tão gostoso a tua mão aí. Está tão quentinha…

Sem deixares de tocar-me, aprofundaste as carícias. De massagem, passaram a toques mais específicos, pequenas subidas e descidas no meu botãozinho que já estava em pulgas para sentir-te de variadas outras formas. Sem pré-aviso enfiaste um dedo dentro de mim e arrancaste de mim um gemido alto que não consegui conter, de tamanho prazer que estavas a dar-me. Mas tinhas de estar atento a estrada, e devagarinho, afastei a tua mão do meu quentinho, peguei nela e beijei-a dedo a dedo, experimentando o meu gosto. Agora quem gemeu, foste tu e ias ficar um pouco pior. Soltei o cinto de segurança e abaixei-me sobre ti… Abri melhor as calças…

– O que vais fazer????

– O que achas que vou fazer?!?!?!?! – respondi com cara de sacana

– Vou deixar-te tão desejoso de fazer amor, como me deixaste. – respondi eu e abocanhei-o todo sem cerimónia, e tu encostaste a cabeça para trás e gemeste longamente, já estava a ficar difícil manteres-te concentrado na estrada. Sabia que estava a fazer bem, que estavas a gostar, que estava a saber-te bem. O teu corpo reage logo, quando a minha boca se alimenta de ti. Dediquei-me a saborear bem devagar aquilo que oferecias… chupar tão devagarinho como faço com o meu gelado que demora a ser comido, dar algumas trinquinhas de vez em quando para arrepiar e ouvir os teus suspiros e gemidos. Sugar para fazê-lo manter a forma, até que começo a acelerar o ritmo e ele começa a responder com espasmos e tremores…sinal que já falta pouco…tu gritas o meu nome e eu sei que agora não tem mais volta. Vens-te para mim. Delicioso, quente, e cheio de paixão. Teu corpo estremece no seu último resquício de força e caiem mais umas gotas, que faço questão de limpar, afinal sempre ensinaram-me que não devia deixar nada no prato.

Levantei-me e sorri traquina, ainda lambendo o canto dos lábios, do teu mel, e tu, encostaste o carro à beira da estrada e ligaste os piscas…agarraste a minha cabeça pelo cabelos, puxaste-me de encontro à tua boca, com força, e beijaste-me faminto e ainda provaste o teu sabor em mim. Que beijo, que força, que fome…que fogo!!!!!

– Precisamos de um quarto. – disse eu já sem força para aguentar aquela vontade que tinha de sentir-te dentro de mim

Largaste-me tão depressa quanto puxaste e seguimos viagem…agora a mais velocidade que antes, mas ainda com a tua mão na minha coxa a brincar de sobe e desce, entrando e saindo da minha pequena e já muito quente, gruta. Também eu queria sentir aquele prazer descomunal. Queria sentir não só os teus dedos, mas também a tua língua. Queria vir-me para ti e sentir o meu gosto na tua boca.

Como se lesses os meus desejos, levantas a mão, que até há um segundo estava a fazer meu corpo tremer, e brincas com os dedos molhados do meu mel, na minha boca e fazes-me gemer…hummm que delícia…

Chegamos a Tomar e fomos directos ao hotel, que já tinhas reservado. Colocamos o carro na garagem e vamos fazer o check in de mãos dadas, cúmplices da noite de amor e prazer que vinha pela frente. Eu corada que nem um tomate e tu fogoso e apressado em chegar ao quarto depressa. Até parecia que o recepcionista percebia a nossa pressa, foi rápido a fazer tudo e indicou-nos o elevador mais próximo que ficava mais perto do nosso quarto.

Fomos sem demora, e mesmo no elevador, onde estávamos sozinhos, não nos tocamos. Sabíamos que se assim o fizéssemos, não conseguiríamos parar. Um de cada lado do elevador, trocando olhares de fogo, de desejo, de fome, de tesão…precisávamos urgentemente de um quarto e mal a porta do elevador abriu, um suspiro, involuntário saiu da minha boca, como que dizendo…até que enfim. Abriste a porta e puxaste por mim pela cintura. Fechaste a porta com o aviso de não incomodar, deixamos as mochilas logo na entrada, arrancamos a roupa de cada um e deixamos espalhadas por todo o lado e entregamo-nos aquela devassidão de quereres, daquela fome do corpo, da carne, da paixão…

Naquele momento queríamos tudo um do outro. Nada podia ficar por dar e receber. E assim foi.

 

 

© Deusa Ishtar #69Letras

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