Te(n)são no meu paraíso

Conto Erótico | M18

Foi naquela noite, no meu “local preferido” nas minhas férias, onde eu queria salvar o meu casamento, onde eu queria esquecer o mundo!!!
Numa rua escura, numa pequena aldeia onde se ouve o mar, onde o farol ilumina o céu (mas a rede de telemóvel é péssima)… Estava eu no meio da rua na tentativa de mandar um sms… a minha figurinha santo Deus… Eu de pijama, shorts bem curtos e um top de alças…tu apareceste do nada, no meio do escuro, procuravas o mesmo, a rede que não se tinha… Assustaste-te, olhaste pra mim, disseste um boa noite trêmulo, junto com um sorriso que me fez suspirar… Logo eu a durona, aquela que não acreditava nestas merdas de amor à primeira vista!!!

Na manhã seguinte encontrei te no café, o único da aldeia, levantas te a cabeça do iPad e disseste bom dia com o mesmo sorriso, aí eu senti que eu o conhecia…o sorriso, a voz, o gesto e principalmente o olhar intenso, dejá vú

Enfim, começaram as conversas secretas por mensagem, os olhares discretos, os encontros casuais na praia, em que me sussurraste às escondidas o fascínio pelas minhas pernas e a minha destreza física, mais tarde confidenciaste-me que te imaginaste a f@der-me nas areias e na gruta onde apanhamos as lapas e os percebes, naquela parede onde corria uma cascata… Foram as tuas palavras “eu queria comer te de todas as formas tu consegues deixar me cheio de tesão, só com a maneira como subias nos seixos para apanhar as melhores lapas”

Evitamos os encontros até conseguirmos… Quando nos voltámos a ver foi a confusão, os beijos, as nossas mãos não paravam, a respiração que arfava, a tua voz que gemia “quero tanto entrar em ti…eu tenho que te possuir…”

Aconteceu, foi louco, sem freio sem pudor, libertaste a mulher que eu escondia à muito, e que tu dizias rouco de prazer “onde andaste escondida gaja, onde andou este fogo todo”

Quando chegavamos a fim pedias “por favor não feches as pernas, deixa-me olhar, deixa-me continuar a tocar”

Quando te vinhas as veias do teu pescoço, saltavam,dizias que nunca tinhas sentido nada assim, o teu olhar fixava me qual lobo pronto a atacar a presa… Deixavas-me tonta de tantos orgasmos, sem voz de tanto querer gritar de prazer… As minhas pernas dormentes de tanto te querer mais dentro de mim…

Até uma nova brecha, dizíamos um ao outro quando nos forçavámos a ir embora… E eu dizia-te, com um lamber de ouvido “a minha brecha fica ansiosa pela próxima”

A última vez, possuiste-me voraz contra o teu carro, com a noite por testemunha, não nos conseguimos controlar, foi ali, num canto qualquer, porque a vontade era gigante, agarraste-me, viraste-me e entraste em mim, duro e sôfrego, encostaste a tua boca à minha nuca e dizias “Só tu…só tu…só tu me pões assim f@da-se…”

Não sabias mas era a última vez…chorei, não me vias a cara, e eu chorei…disse te num grito rouco “f@da-se … Amo-te”

Fénix

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