M18 | Um sonho…em breve realidade!

 

Numa tarde de outono, agora acabado de chegar, com aquele friozinho típico e com a chuva que não dá tréguas por agora. Uma chuva que nos dá vontade de estar deitados no sofá a ver televisão e a beber um copo de vinho, ou estar deitados na cama numa sessão de pipocas e cinema.

Nessa tarde, comecei a ver um filme, estava centrada na história e comecei a fechar os olhos. O corpo estava cansado, a mente também, estava sozinha. Não tinha de ter hora para o jantar, então acabei por adormecer.

Acordei sobressaltada, sem saber o que estava a acontecer, levantei-me, lavei o rosto, ainda um pouco nervosa. Mas estava sozinha, não havia ninguém em casa. Preparei um leve jantar, fui comer para o sofá e quando acabei, voltei para o quarto. Deitei-me e fechei os olhos, tua imagem apareceu para mim, chamando-me para os teus braços, para entregar-me a ti. Adormeci de imediato, sentia-me segura. Senti as tuas mãos percorrerem o meu corpo, começando pelos ombros, numa ligeira massagem. Continuaste a descer pelas costas, alcançaste as minhas nádegas e paraste por breves instantes para te dedicares a elas, num corrupio de massagens, suaves palmadas, beijos, mordidas, fazias minha te(n)são crescer. Beijaste o interior das minhas coxas e quase morri de desejo. Viraste-me de frente para ti, suspirei. Olhavas-me de forma gulosa, cheio de vontade, teus olhos brilhavam e da tua boca saiam gemidos de fome. Sorri maliciosamente e tu percebeste o que queria, o que precisava. Sussurraste ao meu ouvido as tuas vontades, mordeste de levinho a minha orelha fazendo todo o meu corpo arrepiar-se, acordar…

Foste descendo pelo meu pescoço com beijos, lambidelas e mordidas de amor, só me ouvias gemer. Quando chegaste aos meus seios, olhaste-me nos olhos quando abocanhaste, guloso, um deles e o outro agarraste-o com uma das mãos determinado em proporcionar-me todo prazer do mundo. Estavas faminto, sentia na pele, a tua fome, a tua vontade, e estavas a deixar-me fogosa e cheia de te(n)são. Largaste aquele seio e dedicaste-te ao outro, igualmente desejoso e comecei a ficar molhada de tanto desejo. Já não suspirava, nem gemia, pedia-te que me possuísses, que me fizesses tua. Mas querias aproveitar cada momento e disseste encostado à minha barriga enquanto me beijavas o ventre: – Calma, vou chegar lá, mas primeiro…(e mais uns beijos), primeiro quero deixar-te tão cheia de fome como eu estou. Quero-te cheia de tesão, de fogo, para me queimar.

Sorri ante as tuas carícias e a tua vontade, e apesar de já não aguentar muito mais, deixei-te continuar. Afinal…estava cada vez mais desejosa que entrasses em mim. Desceste até à minha feminilidade, sentiste o seu calor, o seu cheiro, sentiste-a molhada e pronta para te receber. Dedicaste-te a ela por alguns minutos com essa boca que tanto prazer me dá. Tua língua entrou numa feroz batalha com os meus grandes lábios a ver qual dos dois era mais dedicado, mais guloso, e acho que quem ganhou fui eu, porque alcancei o primeiro orgasmo de forma sublime e explosiva, deixando escorrer o meu mel pela tua boca e vendo teus olhos brilharem de desejo. Vieste na minha direcção e beijaste-me longa e demoradamente, fazendo-me sentir o meu próprio sabor em tua boca, deixando-me ainda mais quente, mais fogosa. Supliquei-te que entrasses em mim, que me fizesses tua e desta vez não me negaste esse pedido, ajeitaste-te por cima de mim e de uma estocada só entraste em mim, duro, potente, de tal forma que soltei um grito. Não foi de dor, foi de prazer absoluto. Naqueles movimentos de vai e vem, acelerados, teus beijos avassaladores…explodimos juntos num orgasmo fantástico que nos atirou nos braços um do outro, cansados, exaustos, sem forças.

Encostei-me no teu peito sentindo o bater do teu coração e adormeci…

Bem lá no fundo do poço, ouço uma campainha tocar. Demoro a perceber do que se trata, quando desperto com o tlm a tocar aos berros…senti meu corpo tremer, quente, molhado e recordei o sonho… sonho?!?!?

Fogo!!!! Mas que falta que me fazes

© Deusa Isthar 22Out2017

Deixar uma resposta