Sala do Presidente

TEXTO ERÓTICO M|18  🔞🔞🔞🔞🔞🔞
Tarde de um Domingo solarento e enfiada em casa. Olho para agenda do telemóvel e começo a passar todos os nomes..
De repente o telemóvel toca e mando um pulo.
Do outro lado da linha, oiço a sua voz grave e grossa, que me fez arrepiar a espinha.
– Olá doce. Que estás a fazer doce? Queres ir dar um passeio?

Aquele homem tirava-me do sério, as poucas vezes que estávamos juntos tinha de ser em público, pois eu não me conseguia controlar.
Mas pensei, porque não. Ficar em casa iria virar tédio.
– Sim, aceito o passeio. Que tens em mente? Onde nos encontramos?
– O sitio logo verás. Eu vou-te buscar. Ah! Veste algo leve e sedutor.
– O quê?! – Tinha desligado. O que queria dizer com algo leve e sedutor.
Passado 30 minutos estavam a tocar-me a porta. Pelo visor vi que era ele.
Arre!!! A idade não passava por ele, continuava apetecível.
Deixei-o subir e deixei a porta entreaberta e fui acabar de me arranjar.
Quando regressei à sala, ele estava acomodado no sofá como se a casa fosse dele.
Mal me viu cravou aquele olhar amendoado, olhou-me da cabeca aos pés e sorriu em aprovação para o vestido azul escuro justo, curto, com decote acentuado atrás.
-Pronta? Vamos!
Agarrou-me na mão e puxou-me para fora do apartamento e dirigiu-me ao carro. Não me disse qual era o destino, mas pelas placas vi que estávamos a ir em direcção a Belém.
Fomos lanchar perto da marina, tivemos conversas banais e tentei de forma frustrada evitar qualquer contacto físico.
Perguntou-me se já tinha ido ao museu do palácio da justiça. Abanei a cabeça em negação.
Foi para onde nos dirigimos. Vi-o a falar com uma das autoridades e só mais tarde me apercebi que era para visitar o palácio do presidente.
O museu era deslumbrante, ordenado por datas desde a nossa revolução até ao ultimo presidente. Toda a nossa historia resumida numa sala.
Depois passamos aos aposentos do presidente, os jardins, a sala conferências e a sala onde ele toma todas as nossas decisões.
Estava tão deslumbrada com o mobiliário, a arte arquitectónica, que não me apercebi que estava com sozinha com ele na sala.
Pegou-me na cintura, voltou-me e sem poder me defender, beija-me. Sinto todo o seu corpo ficar hirto colado ao meu.
O beijo foi tão intenso que não resisti, como poderia. Se ele mexia comigo.
As mãos dele iniciaram uma dança frenética pelo meu corpo, sentou-me na secretária do presidente, levantou-me o vestido e a sua boca foi saciar a sede no meio das minhas pernas.
– Não!!! Aqui não.-Disse-lhe, mas não me escutou.
Continuou avidamente o percurso iniciado, até me ouvir soltar um gemido. virou-me de bruços na secretária e penetrou-me com toda a raiva e t&são com que estava. 
Acelerou o ritmo de tal forma que não me consegui conter e o meu grito ecoou naquela sala vazia.
O eco fez-me regressar à realidade e ao local onde estava. A sala do presidente.
Baixei rápido o vestido, pois ouvi passos. Ele já tinha as calças vestidas. Entrou um policia com ar preocupado.
– Está tudo bem? Ouvi um grito!
– Sim, está. Foi ele que me assustou. – Afirmei ainda com a respiração meio acelerada e com o rosto ainda a ferver.
O policia não ficou muito convicto, mas também não quis entrar em muito pormenor. Saímos.
– Estás louco!! Porque fizeste aquilo? Podíamos ter sido apanhados??!!
– Apeteceu-me cometer uma loucura contigo. Desejava-o há muito. Hoje, tu com esse vestido, a tarde que passamos. Não aguentei. O local foi o momento exacto. Acredita que não irei esquecer.
Quem poderia esquecer? Fui abalroada na sala do presidente da república.
©Lola  2017 #69Letras

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