O Bus das 7.00am

TEXTO ERÓTICO M|18 󾬥 󾬥 󾬥󾬥 󾬥 󾬥
Ela apanhava o bus sempre à mesma hora 7.00h.
Sempre elegante, discreta e senhora do seu nariz, educada como sempre cumprimentava o motorista e sentava-se à janela. Parecia que o lugar estava reservado sempre só para ela.
Todos os dias entrava naquele bus com um ar aluado, mas nesse dia não. ao entrar reparou na forma peculiar com que o motorista a olhava da cabeça aos pés, em segundos que pareciam minutos.
O lugar do costume estava ocupado, e foi-se sentar no lugar oposto. Reparou que o motorista a observava pelo espelho retrovisor.
Ela não conseguiu disfarçar um sorriso safado.
O caminho todo apercebeu-se dos olhares dele e, mesmo assim resolveu retribuir.

Nunca tinha flirtado assim com ninguém, mas estava-lhe a dar gozo.
Gozo de poder ver atrapalhação dele, fitou o olhar dele durante todo o percurso.
Ele retribua com um olhar lânguido.
Dia sim, dia não ela encontrava-se com ele no bus no caminho para o emprego.
Mas houve um dia…. De regresso a casa….
O regresso a casa, não seria na paragem habitual, mas sim na última paragem do percurso do bus.
Foi só ela colocar o pé no degrau para poder ver o brilho no olhar dele. O autocarro ia meio cheio, o lugar habitual ocupado, dirigiu-e para a parte de trás do bus. Sentou-se mas puxou um pouco o vestido acima do joelho e com as pernas meio entreabertas. Hoje ela estava em modo de provocação e ele apercebeu-se disso.
Sempre que podia e sem mais nenhum passageiro se aperceber, ela entreabria mais as pernas a provoca-lo. Não trazia nada por debaixo do vestido. ele também se apercebeu e foi o percurso todo a morder o lábio.
Na penúltima paragem, saíram todos os passageiros, ficando só eles os dois.

Após fazer uma curva bem apertada, dirigiu o autocarro para um percurso que não era habitual, parou.
Intrigada, ia-lhe perguntar o porque do desvio, mas obteve logo a resposta, quando o sentiu em segundos ao pé dela.
Pegou-lhe pelo braço e levou-a para a parte trás do autocarro. Sentou-a ao colo dele e com as duas mãos agarrou o seu rosto e beijou-a.
Aquele beijo, aquela boca inundou o seu corpo numa onda de calor e êxtase, que não teve hipótese de refutar. E também para quê?
Sabia perfeitamente que tinha provocado a situação.
Deixou-se ir no embalo do momento. Retribuiu o beijo e sentiu as mãos dele a pesarem no seu corpo. Acaricia-la como se quisesse memorizar cada ponto, cada curva.
Despiu-a com sede de poder admirar o que as mãos lhe transmitiam, a boca dele passou a fazer o percurso pelo seu corpo abaixo. Concentrando-se na auréola castanha do seu peito, a sua lingua a saborear a pele dela.
Deitou-a ao longo do banco, retirou o que restava da roupa e explorou o que faltava, fazendo soltar da sua garganta um gemido. Sentiu a língua dele acelerar, obrigando a que os seus gemidos fossem mais contínuos.
Sentia-se no ar o cheiro a almíscar, sabia que tinha acabado de atingir um orgasmo.
Levantou-se para beijá-lo, sentir o seu sabor na boca dele.
A sua fome tinha aumentado. Desceu a mão até ao membro dele, bem erecto e quase em fase de explosão.
Deixou a sua boca deslizar por ele abaixo e com movimentos curtos, saboreou-o como se fosse um gelado.
Ouvi-o gemer, puxar pelos seus cabelos fazendo com que olhasse para ele.
A sua fome era tal que reflectia-se no seu olhar, aumentando a excitação dele.
Empurrou-a contra o banco, elevou-lhe as pernas e sentiu aquele membro afundar profundamente nela, obrigando-a a largar gemidos de prazer involuntariamente. Os gemidos descontrolavam-o ainda mais, elevou ainda mais os seus quadris até atingir o seu ponto G, ao ponto de quase perder os sentidos, de prazer.
O êxtase foi em simultâneo, pareciam dois animais com cio.
Sabiam que não poderiam ficar ali eternamente, ele tinha de continuar o percurso. Como se nada tivesse passado, deixou-a na última paragem.
Ela saiu, olhou por cima do ombro e viu o sorriso safado dele.
Foi retribuído.
Julgou que teria sido um affair sem importância e que seria esquecido. Mas enganou-se redondamente.
No dia seguinte, ele entregou-lhe um bilhete discretamente, ela abriu e o que leu fez com que sorrisse involuntariamente.
” Adorei o nosso fim de tarde. Quero voltar a repetir brevemente. Manda-me mensagem para o número…… Luis”
Ficou lisonjeada, mas na dúvida. O seu cérebro dela estava a trabalhar e a fervilhar a milhas, parte dela queria aquela aventura, outra parte sabia que era arriscado para ambos.
Que se lixe!!!! 
Se não arriscarmos e vivermos in the edge, de nada serviu viver.
Todas as terças e quintas-feiras os fins de tarde tinham um sabor bem adocicado.
©Lola 2017 #69Letras

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