Que te direi na hora do adeus? Talvez um até já.

Enquanto dormes embalas os meus pensamentos com o teu respirar… perdem-se a antever a nossa despedida. Que te direi na hora do adeus? Talvez um até já.

Não me quero despedir de ti com lágrimas e emoção, dor e vontade que fiques como se fosse a última vez. Mas e se fosse? Não deveria eu querer que ele levasse tudo o que sinto com ele? Não quereria ouvir o que ele teria para me dizer? ( Calma drama queen, ele vai voltar).

Será um até já sorridente. É isso.

Ele precisa ir tranquilo, seguro que ficarei bem e só assim ele se aguentará com a partida. Ciente que é um até já como se fosse sair pela manhã para trabalhar e voltasse antes do anoitecer… é quase o mesmo, com a diferença de muitas horas e dias….

Oiço-te respirar e sei, que o teu silêncio nos próximos dias vai doer. Não há nada que mais goste, que quando estás prestes a fechar os olhos e me segredas que queres ficar comigo para sempre.

Gosto das nossas promessas diárias, gosto do olhar perdidos um no outro como se fosse a primeira vez ou a última que nos olhamos, como se dentro um do outro estivesse um mundo maior do que os nossos rostos… e existe, o que sentimos.

 

Às vezes sinto que o nosso amor é uma casinha rústica escondida entre os beirais do Douro, um caminho perdido que só nós soubemos trilhar e encontrar.

 

O amor é isto. É aquilo que os outros veem, pensam que veem e o que realmente existe.

E eu adoro o que existe. E por muito que este até já me amedronte, de uma coisa tenho a certeza, a nossa história não vai ficar pelo adeus.

Logo logo vais estar novamente comigo, agarradinho a mim como se eu fosse o teu paraíso, o melhor lugar para viver.

Tu vais… mas voltas!

PROMETES?

© 👠Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2017

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