Conversa com a Kat

Oi bichezas mais boas, como correu a semana?

Portaram-se mal? Espero que sim, senão ando aqui a gastar o meu latim pra nada.

Hoje o tipo de conversa é outro, não vou explicar nada nem dizer chonezices resolvi vos mostrar uma conversa com uma menina linda que é praticante de BDSM, fiz-lhe umas perguntitas e ela teve a amabilidade de responder.

Por isso cá vai, espero que assim possam conhecer um pouco mais o ponto de vista de quem vive 24/7 o BDSM.

O nome dela é Sara MO, uma gatinha linda que se foram à Eros Porto devem ter visto pois as costas dela foram a tela de um belíssimo trabalho de needleplay.

1-Quando tiveste conhecimento do que era o BDSM e de que forma entrou na tua vida?   

R-Como muitas pessoas que seguem esta forma de vida, eu sempre tive algum fascínio, apenas não sabia que nome lhe dar. Havia uma atração por artigos que lia e brinquedos que via, mas não sabia porque me sentia assim ou sequer que era algo desta dimensão. Ironicamente, ou até de forma divertida, conheci o BDSM através das “50 Sombras de Grey”.

Foi com esta trilogia que aprendi a dar nome ao que sentia e me senti instigada a procurar saber mais e melhor sobre este estilo de vida que tanto me cativava.  

Em primeiro lugar, foi então através da leitura que o BDSM começou a fazer parte de mim, mas apenas após 2 anos de estudo me tornei uma praticante.

2-Consideras-te uma mulher submissa mesmo em contexto pessoal/profissional ou familiar?!  

Embora hajam componentes de submissão na minha personalidade, considero-me mais dominante nesses contextos.

3-Conta-me uma das experiências mais marcantes.

Tenho muitas experiências marcantes, mas recordo com especial carinho a sessão feita no 30º aniversário do Dono. Fiz um plano de me oferecer como “bolo” para as velas do Dono e assim foi.  

O Dono amarrou-me de pernas e braços abertos á cama e colocou-me uma venda. Calmamente foi colocando as 30 velas, ainda apagadas, pelo meu corpo nu.

Estava excitada e a respiração acelerava, isto que fazia com que as velas da barriga deslizassem para a cama. Isso só tornou tudo ainda mais apetecível. Era perigoso e sabia que quando estivessem acesas teria de conseguir dominar a minha mente para que não acontecesse nada. Sabia que o Dono confiava em mim para o fazer e não o ia desiludir.

Após estarem todas colocadas, ele começou a acender uma a uma, a partir das pernas. O perigo espicaçava os meus sentidos. O meu corpo e a minha mente eram um turbilhão de sensações, mas tinha de manter o controlo. Quando acabou de acender as velas, o Dono fotografou o lindo momento e depois foi apagando uma a uma.

Disse-me que estava orgulhoso e sem me dar tempo para pensar ou recuperar daquele momento tão intenso, começou a dar uso á malvada prenda que lhe tinha oferecido no início do dia, uma pequena magic wand, que encostou na minha vagina já tão molhada.

O meu corpo tão estimulado, era torturado com mais e mais prazer. Ele passava-me objetos por todo o corpo; afiados, suaves, pequenos impactos que iam despertando cada pedacinho da minha pele. Ao longe ouvia a música que tocava ao meu lado, mas tudo parecia desvanecer-se perante tantas coisas que sentia. O Dono parou e foi para o fundo da cama. Como estava a contorcer-me tanto, Ele desamarrou os meus pés para que não me magoasse. Quando voltou a colocar a magic wand junto ao meu clitóris, fui direta para o sub-espaço, não ouvia mais nada, apenas sentia.

Era um prazer tão intenso que fiquei perdida nele.

Quando aquele imenso orgasmo físico e mental terminou estava exausta.

Tinha as minhas cuecas na boca (deduzo que os gritos de êxtase fossem demasiado altos J).

O Dono disse-me que apertei as pernas com tanta força que nem Ele as conseguiu afastar.

Foi uma experiência única, maravilhosa, um prazer indescritível. Naquele momento só existíamos nós e eu era Dele, de corpo e alma.

4-Que tipo de relacionamento tens atualmente no contexto bdsm?  

R-Atualmente vivo numa relação 24/7 com o Dono de mim.             

5 –Alguma vez sentiste vontade de experimentar o lado da dominação e adotar um papel como Switcher?  

R-Com autorização do Dono, já tive experiências de dominação com outras pessoas. E algo interessante, mas sem dúvida, o que me faz feliz é a submissão.

6-Consideras mais satisfatório o prazer físico ou psicológico nas práticas que fazes?  

O prazer físico é obviamente gratificante, mas o que me cativa mais é o prazer psicológico. Atingir o sub-espaço não me seria de todo possível apenas com o prazer físico.

7-Quais são os plays ou práticas que mais gostas?    

Cada play ou prática em que participo faz-me descobrir coisas novas sobre mim. Gosto muito de experimentar e testar os meus limites. Os meus preferidos são: bondage, sensory play, needle play (faço como modelo), cera, spanking, pet play (sou uma gatinha), molas e tantos outros que o Dono prepara para mim.       

8-Alguma vez foste prejudicada a nível pessoal ou profissional por seres praticante?  

R-A nível profissional nunca houve qualquer conhecimento do meu estilo de vida, mas a nível pessoal, entre os amigos já me senti julgada. As pessoas vêem o BDSM como algo doentio, algo que uma pessoa dita normal não faz, e daí vem alguma discriminação. Apesar de haver muita curiosidade.        

9-Achas que algum dia conseguirias te afastar deste estilo de vida?   

R-Acho que quando encontramos a forma de vida que nos faz sentir completos e felizes a nossa vontade não é de todo abandona-la. Eu não tenciono fazê-lo e mesmo que não conseguisse viver 24/7, teria de ter componentes BDSM na minha vida.       

10-Que conselhos tens para quem queira se iniciar?   

R-Para quem se quer iniciar o meu melhor conselho será que estudem bastante antes de se envolverem. Descubram o que pretendem de uma relação, quais os vossos limites, como detetar alguém que não tem intenção de praticar o mesmo que procuram. 

O conhecimento o nosso maior aliado. Além disso aconselho que mantenham o maior respeito por todas as pessoas que forem encontrando no vosso caminho, só assim irão aprender e crescer como pessoas e bdsmers.

 

 

Espero que tenham gostado desta conversa com a Sara de MO , a quem tenho de agradecer a participação e ao seu Dono Master Overlord por permitir a mesma, um beijaço aos dois.

Para a semana volto com mais assunto, uma beijoca boa no nariz ©MissesKat #69letras

 

fotografia- Sara MO

1 thought on “Conversa com a Kat

  1. Foi um prazer ler e reler as perguntas e respostas. Tenho muito orgulho em ti minha pequenina. Um grande beijinho Misses Kat. Saudades de a chatear :p Parabéns às duas 🙂

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