Ressaca de Prazer

TEXTO ERÓTICO M|18 󾬥 󾬥 󾬥󾬥 󾬥 󾬥
Sei que não estavas à espera de esbarrar comigo.
Amigos em comum causam estas situações inadvertidamente, embora nunca tenhamos sido mais do que amigos coloridos, sei que as coisas não ficaram resolvidas entre as nossas almas.
E, o ressentimento hoje fez-te passar da conta o álcool que o teu organismo suporta, talvez por sentimentos de culpa ou outro sentimento mais ou menos retorcido.
Resolvi responsabilizar-me por ti, tirei-te as chaves do carro no meio da tua teimosia elevada a gramas de vodka por litro sangue. Peguei-te ao colo e levei-te para o meu carro, despedi-me de todos e após te colocar o cinto no primeiro Km já ressonavas.
Meio nómada como és nem sei onde habitas agora, levo-te para minha casa, não te é estranha e quando acordares logo se vê.
Estaciono na garagem, pego-te novamente ao colo.
F@da-se. Pensei eu.
Para gaja que nem vou comer estás a dar muito trabalho. Sorri e continuei a provação sem nunca recuperares os sentidos. Felizmente és uma pena. Abri a porta com alguma ginástica e poisei-te no sofá, pus-me à vontade.
Afinal estou em minha casa, todas as tentativas de te trazer à consciência revelaram-se infrutíferas.
Bem, assim não ficas bem. Tiro-te a jaqueta ganga, o top preto. Que giro!
Soutien desportivo, por isso o teu peito parecia maior pensei (coisas de Bastardo tenham paciência). Desapertei-te os calções brancos semi transparentes e tirei-tos.
Hummm!!, este teu corpo continua divino.
Bem comporta-te, digo para comigo. Mais uma vez pego-te ao colo, levo-te para a minha cama e deito-te gentilmente, ponho uma almofada alta nas tuas costas para evitar que te vires e te engasgues no vomito.
Anos de experiência, já tenho mestrado nestas práticas, com uma toalha ensopada em água morna limpo-te a face e tiro-te a maquilhagem esborratada.
Sento-me no cadeirão enquanto acendo um cigarro, velo o teu sono profundo e menos ruidoso felizmente. Enquanto as baforadas se esgotam pela janela entreaberta fecho os olhos e recorro as nossas memórias mais quentes. O teu incontrolável desejo por sexo quase só comparável ao meu embora te queixasses habitualmente da minhas tendências ninfomaníacas.
É quase irónico sentir o teu cheiro preencher o meu quarto, quase automaticamente sinto o gosto dos teus lábios no meu palato.
Aquele toque de café e chocolate com pimenta, a delicadeza da tua língua enérgica a percorrer o meu corpo, descendo pelo meu peito na busca do meu membro que já há muito se ergueu em sinal de respeito pelo calor da tua pele na minha.
Os teus mamilos erectos que me criam arrepios de prazer e palpitações na glande ansiosa pelo céu da tua boca ávida  A forma serpenteante com que te levantas nua e provocadora, te viras de costas para mim, te dobras expondo completamente o teu ânus delicado e a tua vagina apertada e deliciosa a escorrer.
Seguras-me no pénis e dobras-o para ti e fá-lo desaparecer na tua vulva quente e aveludada, entrelaças os teus dedos nos meus e cravas as unhas no cabedal do cadeirão. Cavalgas em mim, primeiro a passo, depois a trote e ao te aproximares do orgasmo o galopar desenfreado.
Gritas e gemes efusivamente, por esta altura já meio prédio tinha acordado e com um estrondoso SIM!!, inundas-me a verga.
Literalmente corre leite de ti enquanto te arqueias em espasmos. Mordo-te o ombro combatendo o desejo de ejacular naquele momento, agarro-te pelos cabelos e beijo-te selvaticamente embriagado pelo desejo.
Coloco-te de lado, levanto-te uma perna que apoio no ombro e penetro-te entusiasticamente, quero-te ver gozar novamente, por pura maldade e provocação aproveito os nossos fluidos e ora te penetro os lábios carnudos roçando o teu clitóris entumescido e cutucando o teu ponto G ora, me forço delicadamente no teu ânus que aos poucos cede à pressão e me engole o marsapo sem sofrimento.
Antes pelo contrário, os teus gritos e investidas contra o mesmo demonstra que te enlouquece tanto como a mim. Vimos-nos desvairadamente. As tuas mãos seguram a minha anca para que deposite todo o meu clímax dentro da tua roseta.
É estarrecedor.
Ondas de luxúria percorrem-nos. Aconchego-me no teu dorso, uma versão em conchinha mas ainda com ele entalado. Nossas línguas brincam num beijo carinhoso e envolvente…
Abro os olhos.
Já é dia, vejo a tatuagem que adoro no teu ombro. Meus braços rodeiam-te, teu corpo encaixado no meu, meu pénis repousa no meio das tuas nádegas soberbas.
Sinto o calor dos teus lábios nos meus, teus olhos azuis miram-me provocantes, sussurra-me ao ouvido:
– Que bela cura para a ressaca de Vodka. Temos de ver se resulta com outras bebidas, Bastardo!
O sonho só acaba quando deixares de acreditar que na realidade tudo é possível.
Beijos do B.
©Bastardo 2017 #69Letras

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