O Aniversário

TEXTO EROTICO | M18

 

Porto, 15 de Abril de 2017

A Moreninha fazia anos, 30 anos.

Festejar 30 anos é festejar a idade perfeita, é festejar a eternidade com o corpo de menina em brasa, é ter os desejos em franja e as vontades incessantes, é festejar a vida.

Pela manhã, ainda bem cedo, julgo que ainda de noite, resolvi enviar-lhe uma mensagem de parabéns:

Minha querida, faz hoje 30 anos que nasceu uma mulher linda que me enlouquece. Uma mulher doce e apimentada, delicada e intensa, sedutora e dona dos meus pensamentos. Muitos parabéns Moreninha, que a vida seja tudo o que desejas”

A resposta não tardou, a mensagem trazia os agradecimentos habituais em meia dúzia de palavras sinceras e um sorriso largo de contentamento por não me ter esquecido do seu aniversário, mas terminava de uma forma algo triste e que me inquietou:

“…. irei passar o meu aniversario sozinha, merecia mais” 

A Moreninha é uma mulher casada, não tem filhos, o seu marido, que ela ama incondicionalmente, é um quadro técnico superior numa grande empresa, e tem constantemente que se ausentar para o estrangeiro. Esta era uma dessas alturas, justamente no seu aniversário, que azar.

Ela entende, mas estava triste, visivelmente triste, resignada, mas precisava do seu amor junto a ela neste dia. Raio de vida, pensava resignada.

Eu conheço a Moreninha há muito tempo, mas somente no mundo virtual, nunca estivemos juntos, mas há muito que começamos a trocar mensagens, pequenas provocações, algumas imagens picantes, alguns textos eróticos, mas sempre com o distanciamento necessário de quem é comprometido e fiel ao seu companheiro.

Desde sempre que ambos definimos um limite claro, uma linha bem definida que não queríamos ultrapassar, que não desejamos ultrapassar, embora ambos tenhamos a consciência que se pudéssemos, os nossos corpos se incendiariam ao primeiro toque, tal é a cumplicidade e o desejo que sentimos quando falamos.

Fiquei triste com a sua mensagem. Na verdade eu preocupo-me com ela, eu queria que ela estivesse bem, feliz, a viver o seu aniversário em pleno, a sorrir com aquele sorriso magnífico que ela tem, a divertir-se.

Penso que dada a minha preocupação fui chato nesse dia, que passei das marcas, acho que bati todos os meus recordes de envio de mensagens, mas não a podia deixar sozinha e tentei à  minha maneira, e da melhor forma que sei, que o seu dia fosse o melhor possível.

Perto do almoço, e ao fim de muitas mensagens trocadas, convidei-a para almoçar, ela hesitou, não respondeu de imediato, mas acabou por me responder a dizer:

“Sabes que não posso… não devemos, queria muito, mas não podemos. Desculpa querido…”.

Eu teria gostado certamente, mas entendi, claro que entendi a sua resposta.

As primeiras horas da tarde foram de bastante trabalho para mim, muitas solicitações no trabalho, muitas reuniões, pelo que aliviei um pouco o envio de mensagens.

Ela estranhou. Pensou que eu estava chateado pela sua nega, nada mais falso, como me poderia eu chatear-me com ela?

A atitude dela foi sensata,  certamente difícil, mas por certo a melhor decisão para ambos. No entanto ela acreditava que eu estaria mesmo chateado.

Enviou-me algumas mensagens, mas eu não respondi de imediato, pois não podia, o trabalho tinha tomado conta do meu dia, facto que ela desconhecia, ficou insegura, não queria que eu me chateasse com ela, o desejo dela em estar comigo era tão forte quanto o meu, e eu sabia-o, mas esta falta de respostas da minha parte estava a incomoda-la.

Rapidamente passaram uma ou duas horas, e eu não tinha respondido ainda a qualquer das suas mensagens. Ela estava impaciente.

Quando finalmente tive algum vagar e pude abrir a minha caixa de correio deparo-me com uma boa dezena de mensagens por ler, onde a ultima se destaca de forma muito evidente:

“Hoje pago eu o lanche, não admito um não. Ás 17h em ponto, em Leça, junto ao farol, depois decidimos para onde vamos”

Fiquei estupefacto, embora feliz, mas estranhamente nervoso, finalmente ia estar com ela cara a cara, finalmente ia poder cheira-la, olha-la nos olhos, tocar-lhe a mão, apreciar-lhe o corpo, e que corpo que aquela moreninha tem, que rabinho, que maminhas, só de pensar dei por mim com uma ereção bem pronunciada.

Fiquei tão empolgado quanto um miúdo que vai pela primeira vez á feira popular e á hora marcada, com pontualidade britânica, lá estava eu parado, junto ao farol, ansioso, com as mãos suadas e a pedir a Deus que ela não faltasse.

Uns minutos depois, que mais pareceram uma eternidade, com um atraso charmoso de mulher madura, ela estaciona ao meu lado. Pela primeira vez estávamos lado a lado, o meu coração batia forte. Acredito que o dela também. Desceu o vidro, olhou-me calmamente, fixamente, eu estava nervoso, acho que transpirava, até que ela soltou um daqueles seus sorrisos largos, lindos, para depois me dizer:

“no teu carro ou meu?”, ao qual prontamente respondi: “no meu, naturalmente”.

Sem vacilar saiu do carro, pela primeira vez podia observar aquele corpo lindo, os seus cabelos longos, negros, os seus olhos grandes, e aquele rabinho que me enlouquece, que escondia por dentro de um longo vestido preto, justo, que realçava ainda mais as suas curvas.

Quando entrou, eu há muito que estava duro dentro das minhas calças, há muito que o meu membro se tinha pronunciado por vontade própria. Beijou-me, sem reservas, sem avisos, dei-lhe o rosto, ela preferiu a boca. Demorou-se e os seus lábios quentes conseguiram acabar com todas as minhas incertezas, acho que corei, ela também, mas não parou, a sua língua envolveu-se na minha com dedicação e vontade. Por fim, olhou-me, não sorriu, o seu rosto plasmava todo o seu tesão, toda a sua vontade. A sua mão atrevida estava agora na minha perna e o meu membro quase a explodir.

“Para onde vamos, que te apetece lanchar? ” – perguntou ela num tom calmo e sereno que quase me enlouqueceu.

“Lanchar… não me apetece muito, mas já comia…. se comia…..” – respondi eu como um animal no cio e com algum sarcasmo.

“Espero que tenhas apetite, muito apetite, … bem escolhe tu, surpreende-me” – respondeu

A partir daquele momento a minha mente galopava, as cenas eróticas que imaginava sucediam-se uma atrás da outra. Eu transpirava. A sua mão há muito que me tocava as virilhas e roçava ao de leve no meu membro. A minha mão, mais tímida, acariciava agora o interior das suas pernas, que ela fazia questão de abrir deixando a sua vulva bem á minha mercê, deixando o seu cheiro invadir-me por completo.

Não tardou, não podia tardar, e  minha mão tinha perdido a timidez para estar agora a tocar-lhe aquela vulva encharcada, quente, que pulsava á minha passagem.

A viagem até ao motel foi curta, mas cheia de toques, de amassos, de vontades, de desejo contido.

O meu membro estava pronto a explodir, a sua vulva estava quente, melada, a babar muito, os meus dedos podiam sentir todo o calor que trespassava pela sua cuequinha, podiam sentir o seu suco a escorrer. Eu não aguentava muito mais sem lhe tocar, sem afastar aquela cuequinha rendada e lamber todo aquele mel que escorria.

Finalmente o portão do motel começou a abrir. Dentro de mim tudo estava em erupção, o meu tesão estava em níveis de descontrolo, de desconforto até, como eu nunca tinha vivido.

Ela estava agora mais receosa, sabia que era um sem retorno, ambos sabíamos que depois do portão fechar iríamos quebrar todas as nossas regras, aquelas que juramos nunca quebrar, mas os níveis de vontade tinham atingido o vermelho, e ambos queríamos desesperadamente que o portão se fechasse.

A minha boca estava seca, ela olhava-me com receio, mas com a vontade cravada no rosto.

Saímos do carro. Olhámo-nos. Abraçámo-nos em silêncio. Beijei-a, percorri os seus lábios com a minha língua, para depois as nossas línguas se tocarem enquanto os meus dedos se escondiam no seu cabelo. Beijei-lhe o pescoço, depois a nuca, depois as orelhas, passei a minha língua no seu rosto, ela estremeceu.

As suas mãos acariciavam agora o meu peito, as minhas, dedilhavam as suas costas como que numa dança ritmada e compassada se tratasse, percorriam todo o seu dorso, desde os seus ombros singelos até bem junto do seu rabo pronunciado.

Ela finalmente soltava-se, os seus dedos singelos desabotoavam agora a minha camisa, sem pressas, as suas mãos massajavam-me o peito no intervalo demorado de cada botão que se abria, os seus beijos juntavam-se agora na pele quente do meu peito, a sua língua tomava conta dos meus mamilos, os seus lábios mordiam-nos, o meu membro latejava, latejava muito.

Ela estava empenhada em não parar, desceu, sempre na dose certa, sempre no seu ritmo assertivo, sempre sem vacilar. Ajoelhou-se, olhou-me fixamente nos olhos, acariciou o meu membro rijo ainda por cima das minhas calças, apertou-o, beijou-o, mordeu-o bem forte, deixando-o bem preso nos seus dentes.

Sorriu-me, olhou-me novamente e de uma vez desabotoou-me, deixando cair as minhas calças até aos tornozelos. Desceu os meus bóxeres, sempre a olhar-me, como que se estivéssemos num jogo de sedução em que ambos sabíamos como a historia iria acabar. Não hesitou, agarrou-me o membro e de uma vez engoliu-o, fazendo-me soltar um gemido contido de prazer ao sentir que lhe tocava a garganta.

Chupou-me, lambeu o meu membro em todo o seu comprimento, centímetro por centímetro. Demorou-se na minha glande, prendeu-a nos seus lábios, sugou-a sem reservas, enquanto a sua mão de menina esfregava o resto do membro, com uma vontade agora frenética de que o queria engolir.

Levantei-a, e de uma só vez deitei-a sobre o capô do meu carro. Ela visivelmente gostou do inesperado, olhou-me com aquele olhar de safada, não hesitei, despi-a sem grande calma, saquei-lhe as calças á pressa, depois as cuecas, abri as suas pernas e deixei que a minha língua a penetrasse de uma vez. Ela gemeu, gritou um pouco, agarrou no meu cabelo, e puxou com força a minha boca para aquela vulva gulosa. Empenhei-me, a minha língua penetrou-a sem rédeas durante alguns minutos, ela contorcia-se, nos meus lábios contava os seus orgasmos abundantes compassados pelos seus gemidos e espasmos que a deixavam sem força. Lambia agora com mais calma, a minha língua deslizava de alto a baixo nos seus lábios, lambendo cada gota do seu mel que ainda escorria. O seu clitóris estava pronunciado, a minha língua passava nele de quando em vez, deixando-a doida, fora de si.

Ao fim de algum tempo resolvemos subir para o quarto. Ainda nas escadas, e com ela a subir na minha frente, o seu rabinho demasiado pronunciado e empinado deixou-me doido, tivemos que parar na subida, agarrei-lhe as nádegas com firmeza, afastei-as, a minha língua perdia-se agora no seu ânus, que delicia, que manjar, penetrava-a com a ponta rija da minha língua,  ela dava sinais de gostar, a sua vulva escorria, eu passava os meus dedos nela enquanto me deliciava naquele rabo delicioso.

Ao fim de algum tempo subimos, finalmente estávamos no quarto. Ela nem me deixou respirar, ajoelhou-se e de uma vez engoliu novamente o meu membro. As suas mãos estavam agora mais soltas e apertavam firmemente os meus testículos, eu estava em transe, pelo espelho do quarto observava aquele vaivém da sua boca empenhada, cada vez mais forte, cada vez mais solto. Apreciava também aquele rabo delicioso, ali aninhado, bem pronunciado para mim, raios, estava completamente doido. Agarrava agora no seu cabelo, obrigava-a a engolir tudo, com força, ela não se fez rogada, pelo contrário, engolia cada vez mais fundo, a sua boca estava doida, sugadora, estava visivelmente em transe.

Deixei que me deliciasse um pouco mais, depois levantei-a, lambi-lhe o rosto, beijei-a, lambi a sua língua, deitei-a sobre a cama, chupei os seus mamilos, suguei-os com vontade, com força, demorei-me neles, ela arfava, eu estava a levitar, ela gemia, eu respondia como podia.

Coloquei-a de quatro. Observei-a. Cuspi na ponta no meu membro, esfreguei o polegar na sua vulva e forcei a entrada, ela gemeu, apontei o meu membro, ela forçou a penetração empurrando o seu corpo contra o meu. Deixei-me levar e devagar entrei naquela vulva desejosa, gulosa, sedenta de mim. Deliciei-me, cavalguei nela durante algum tempo, os seus orgasmos encharcavam o meu membro. Apertava agora as suas maminhas. Ela não dizia nada, estava doida de tesão, só gemia, só gritava. Acariciava-lhe agora o ânus com o polegar, todo ele estava dentro, cada vez mais fundo, agarrava naquele rabo maravilhoso com o polegar e puxava-o para mim, enquanto penetrava com força aquela vulva em chama.

“Come-me o rabo, anda! Come, p.f…..” gemia ela baixinho

É claro que lhe comi o rabinho, há tantos meses que o desejava, aquele rabo redondinho, empinado, ali para mim, à minha mercê, para eu penetrar a meu bel-prazer. Sabia que não iria aguentar muito, o seu rabinho era apertado, mesmo como eu gosto, mas continuei, penetrei com força, cada vez mais fundo, ela só gemia, nesta altura estava exausta, o meu membro continuava muito duro, a cada estocada chegava mais fundo, era mais intenso. Eu sentia já a glande a dilatar, o meu suco encaminhava-se para a saída, eu suava em bica, sabia que estava próxima a minha explosão de prazer, o meu nirvana, o meu sétimo céu, ela também, acelerei um pouco mais, o suco estava agora mais próximo iria vir-me a qualquer momento.

Ela percebeu, virou-se à pressa, ajoelhou-se na minha frente, pegou á pressa no meu membro e colocou-o inteiro na sua boca. Continuou a esfrega-lo com força. Eu ainda aguentei mais uns dois ou três minutos, mas por fim não resisti e acabei por jorrar abundantemente na boca, na sua cara de menina, no seu peito.

Ela estava visivelmente bem, estava feliz, satisfeita. Eu estava exausto, extremamente exausto. Olhamo-nos nos olhos, trocamos um sorriso ténue de satisfação e cumplicidade, entre um abraço e um beijo demorado ainda com o meu suco a escorrer-lhe pela cara.

“Feliz aniversario Morenina linda! “ disse-lhe eu de voz ainda embargada.

“Obrigado meu querido…. mas não penses que já me deste a tua prenda, …a noite é ainda uma criança”…respondeu-me gulosa….

#PSassetti

#69Letras  01.06.2017

Deixar uma resposta