No horizonte avisto o inverno… mas podemos fingir que ele não vai chegar?

Estou em pânico porque sei que o que mal começou logo logo após eclodir irá terminar. Estou tão farta de fins e de fugir. De partir e não olhar mais para trás ou então de ver partir… e tu?

Também já vais? Ainda mal chegaste. Puxa uma cadeira ou deita-te na cama. Fica só um bocado. Um pedaço de tempo todos os dias. Não vás já. Ajuda-me a não pensar no adeus porque já dói. Não é isto que quero sentir mas sim este balão de luz que assoberba todo o meu ser, onde me ocupas por inteira e eu nem me estou a importar. Entendes isto? Não me importo com esta tua invasão, fica, viola-me vezes sem conta, apodera-te de mim, rouba-me todos os sorrisos, beijos e orgasmos que quiseres. Eu quero-te.

Quero dizer-te que estou feliz, que dentro de mim histórias por escrever onde apenas nós somos os personagens tropeçam e atafulham-me as ideias.
Já viste? Minhas mãos magicamente se movem neste teclado tão belas, energéticas e criativas comandadas apenas por tudo o que me fazes sentir. No horizonte avisto o inverno… mas podemos fingir que ele não vai chegar?

Podemos sentir o verão na pele?
Mesmo com a chuva lá fora, vamos aumentar o ar condicionado tirar a roupa, colocar os medos a lavar, arrumar o que é pesado…. e ficarmos assim… apenas leves a sorrir um para o outro…

Ânimo. Vida! Foda-se! Descubro-me viva! Sabes o que isto para mim significa? Eu que fujo e me escondo? Que digo não e agora aprisionada por ti sem dar conta dou-me conta que é algemada a ti que quero estar.
Prendes-me?
Atas-me?
Os pulsos e as pernas?
Rasgas-me a roupa e deitas-me na tua cama assim… cativa de ti.
Tua.
Mais tua que minha.

© 👠Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2016


 

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