Do que eu quero ao que tu podes ou deixas vai uma inexequível distância.

Na semana passada quis ter relaxado numa esplanada à beira mar com a luz do sol a incidir diretamente no meu rosto, a vontade era tanta que só de antever já me sentia satisfeita.

Choveu o fim de semana todo, um vento que tudo fez rodopiar e o que eu tanto queria acabou por acontecer, mas de um jeito diferente. Não controlo o tempo nem muitos menos a ti e à tua vida.
Aproveitei o fim de semana atrás de uma janela assistindo ao bailado de um mar escuro e agitado… e o calor no meu rosto era do aquecimento do espaço fechado. Não foi a mesma coisa, foi conformar-me com o que era possível já que o que queria não podia ser…

…em relação a ti é igual.
Eu quero-te e inteiramente a ti pertencer. Mas do que eu quero ao que tu podes ou deixas vai uma inexequível distância.
Vamos ficar a meio, pela metade a olhar e a suspirar pela outra parte. Este adeus antes de me instalar enfurece-me.
Como se diz adeus ao que se quer?
Quero a liberdade e grandeza que tu te mostras ser… não quero um espaço fechado onde não poderei respirar e poetizar como juntos fazemos.

Queres dizer adeus a isto?
À história que podemos escrever?

Mas já se sabe como estas coisas são… dizer adeus ou ver partir o que eu quero, não é nem será a última vez que irá acontecer.

© 👠Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2016


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