Deixa-me contar-te uma história sobre o tempo…

Texto Erótico|M18

Foram dezoito minutos desde o momento em que te encostaste a mim, até que acabou. Dezoito eternos minutos…
Costumam ser seis.

Assim que me deitei, como em qualquer outra noite, encostaste-te a mim, desviaste o meu cabelo que te atrapalhava e beijaste-me o ombro…
Com o teu roçar no meu corpo, eu já sabia o que viria a seguir.
Como todas as noites em que me deito e ainda estás acordado. Porque todas as noites são iguais…
A tua mão que desliza pela minha coxa, que me puxa a roupa para baixo. Puxas-me para ti.
Notas o meu desinteresse e tentando captar o meu desejo, desces a tua boca até ao tesouro do qual te julgas dono e senhor…
Fecho os olhos…
Penso em tudo menos em ti, penso em tudo menos em s3xo.

Caramba, devia ter ligado para desmarcar a consulta de amanhã esqueci-me! Concentra-te.

Abro e fecho os olhos mais uma vez. Sinto a tua língua…
De repente a conversa com uma conhecida a propósito das crianças e as alergias irrompe pelo meu pensamento e volto a abrir os olhos.

Tenta-te concentrar! Não é este o momento… Pensa nisso depois!

A tua língua continua empenhada em fazer-me vir e eu gemo… É o mínimo que posso fazer para dar um sinal a ti que ainda estou “viva”.
Fecho os olhos e recorro ao arquivo…
Aquele. Sim, aquele! Pensa nele agora, imagina que é ele. Aquele, daquela aventura que te fazia encharcar as cuecas só de te sussurrar ao ouvido… Sim, esse!
Não. Não funciona. Esse tinha um toque diferente, uma língua que não se mexia assim, tinha umas mãos que percorriam o teu corpo à medida que te comia fervorosamente…
Inventa, disfarça, finge… Ahhhh!
Com a excitação, nem percebeu.

“Já te vieste?”

Respondo que sim, respirando mais rapidamente para dar essa sensação.
Viras-me de costas para ti, penetras-me. Uma, duas, três, quatro vezes. Gozas. Acabou.
Fumas o teu cigarro à janela da casa de banho, eu fumo o meu, no terraço, embrulhada na 1a peça de roupa que encontro minha…
Como todas as noites, deitas-te e dormes.
Eu fico um pouco mais, acordada. Fumo outro e outro cigarro.
Agora sim, o “outro”, “aquele” vem-me ao pensamento…
Com ele as noites eram infinitas.
Mas essa é outra história…
E para essa história, eu precisaria bem mais do que dezoito minutos…

QueenP

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