De Banguecoque com saudade

Sabes meu doce, acabo de chegar de Banguecoque.
Não rias por favor, não me faças corar.
Fui sozinho desta vez (Com quem mais poderia eu ter ido, senão sozinho…?).

Foi uma viagem rápida, de três dias apenas, contando com as horas de voo.
Ainda te lembras da nossa viagem à Tailândia? Das loucuras que fizemos a dois? Eramos tão livres nesse tempo. Eu era tão livre. Tu eras apenas uma menina linda a descobrir o mundo. Nesse tempo eu tinha a vida a flamejar em mim, por cada poro soltavam-se risadas  e loucuras, não haviam limites, que tempos esses….
Sabes meu bem, faz amanhã 15 anos que tu partiste naquela segunda feira fatídica, sem tempo para despedidas, sem tempo para um sorriso fugaz, aquela que eu peço a Deus todos os dias para eliminar das minhas memórias.
Deixaste-me só, desamparado, sem chão, mas não há dia que nasça em que eu não lembre com saudade essa nossa viagem de liberdade, essas semanas que valeram por toda uma vida, em que juntos, descobrimos os nossos limites, em que desfolhamos cada pagina do kamassutra e acrescentamos um ponto, o nosso ponto, a nossa vivência, a nossa pele, o nosso amor.
Faz amanhã 15 anos que me deixaste só, nesta angustia a que chamam vida… mas sei que nunca me abandonaste, que nunca partiste de mim.
Estejas onde estiveres, vagueia livre, voa bem alto, sorri de peito aberto como fizemos em Banguecoque…..
um beijo com saudade…. minha gota de orvalho.

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