Agora quero o agora.  Muitos até. 

 Impressionante como num gesto tão simples como enrolar o dedo nos meus cabelos cabe um sentimento secreto que de tão profundo pára o tempo para que te possa sentir no rodopio dos meus dedos. 

É belo como encho o meu peito de ar em longos suspiros e imagino-te perdido no meu decote inflamada de desejo por ti.
De que interessa se está sol, se chove e não tenho o guarda sol comigo, se tudo o que preciso, num segundo entrou dentro de mim, e acompanha a melodia dos meus passos. 

A expressão do meu olhar não engana, naquele fim do dia dei a minha mão em outro alguém e voltei a casa. A casa onde sinto como se tivesse 16 anos, capaz de tudo até de bater de frente com qualquer tempestade que possa fazer com que me deslargues a mão.
Mas agora é diferente,
já não quero cavalos a não ser claro tu em cima de mim.
Agora quero o agora.
Muitos até.
Sentir será o meu fado durante todo o tempo em que as nossas mãos permanecerem enlaçadas…
© 👠Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2016

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