Desculpa

Se por alguma razão me vejo a partilhar o imenso do céu ao teu lado, é que não consigo ver tudo de uma só vez e o nosso olhar em conjunto mais azul avistará. 
Que outros olhos poderia eu ter ao meu lado senão os teus que vêm e sentem tanta beleza? Sim essa mesmo que não revelas e escondes, essa que eu sei que fumega dentro de ti e não a deixas sair. Não te deixes intoxicar… vês como ao meu lado é fácil sentir? E porque tanto contigo quero alcançar?


Teus olhos de homem desejam ser olhados de um certo jeito, jeito esse que eu tenho e tu aos meus olhos és o homem com quem quero partilhar todo o encanto que a vida me dá. 
Coisas pequenas, coisas que não damos por elas mas que a mim me abrilhantam o olhar. E tal como todos os nadas e mistérios que me encantam a alma assim tu és, e desta forma me instigas e me deixas extasiada quase até sem ar.
Já viste como somos leves juntos? Como nos tocamos sem tocar? Roubamo-nos pelo dia inteiro, e as minhas pernas que percorrem sozinhas a calçada não sentem solidão. Algo em mim mudou e a ti, meu homem que nunca chamarei de meu amor, eu te apelo ao coração: fecha os olhos e recorda tudo o que já vivemos sem ainda nos tocarmos. Conhece o que ainda não conheceste, sente como nunca sentiste, sem pesos e contra medidas. Eu só quero ser feliz. 

Continua a iluminar as linhas que escrevo… 
não te apagues… 
sê o meu segredo e mistério, aventura-te comigo… 
não te preocupes com nada 
é apenas uma viagem. A nossa.

© 👠Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2016

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