Teu sangue, meu prazer.

M18/Texto erótico 

 

Mais uma noite que se anuncia fria. E eu gosto assim. Procuro em rostos comuns aquele que eu perseguirei esta noite. Eleger a presa requer perícia e paciência. E hoje apetece-me ratos de laboratório.

Entro no laboratório da empresa. Adoro aquele elemento clinico e limpo. Envergo a bata branca por cima da lingerie preta. Nos bolsos da bata escondo as melhores armas escolhidas a dedo para a caçada de hoje.

Percorro o laboratório desprezando os olhares vulgares de entusiasmo pelas pernas longas em cima dos sapatos altos. Não são esses que me apetece hoje.

Procuro a presa difícil, metódica e concentrada. Um pouco de luta para escapar à rotina. E após percorrer o laboratório de uma ponta à outra, é que me apercebo da presa de olhar que teima em não me vislumbrar embora tivesse sido chamado à atenção pelos colegas várias vezes.

Alto, despenteado, de olhos postos no microscópio ignorando por completo o mundo à sua volta. Perfeito! Vem cá ratinho de laboratório.

-Tem autorização para essa pesquisa?

-Desculpe dona Lilith, nem dei pela sua presença.

-Melhor assim mas não me respondeu.

-Claro que sim dona Lilith. Estou consciente das regras da empresa.

-Ótimo! Então com certeza que não se vai importar de discutir as mesmas comigo.

-Dona Lilith mas eu preciso de mais tempo… 

-E eu exijo sua presença no meu gabinete já. 

Não deixo de reparar no ar insolente que me segue. Não perdes pela demora ratinho. 

Assim que entro no gabinete, ele fecha a porta e eis que os jogos se iniciam. Dispo a bata  e ele recua um passo. 

-Está com medo? 

-Nnãao… 

-Ótimo! Sente-se. 

-Oiça, eu não quero problemas… 

-Piada, eu também não. Desabotoa-me o soutien. 

-Mas e as regras? 

-Aqui dentro são as minhas regras! 

E dito isto encosto-me o suficiente para lhe despir a bata. Sua respiração irregular revela-me o nível de nervosismo extremo em que se encontra. 

-Relaxa ratinho! Vais gostar. 

Está na hora de prender a presa ao cabide pelos braços com a ajuda de umas algemas ao mesmo tempo que lhe dou a conhecer o sabor da minha boca para o tranquilizar. Sim ratinho, acalma-te. 

Sinto seu membro crescer dentro das calças. Afinal o ratinho também tem fome. Vai ter de esperar. 

-Vais ser um bom menino e fazer o que a tua senhora diz? 

-Isto não devia estar a acontecer… 

-Cala te! Basta de insolências! Queres fazer o que mando ou não? 

Vejo no tremer das pernas a insistência em não querer ceder à tentação mas o erguer entre pernas fala mais alto. 

-Sim senhora Lilith. Faço o que a senhora quiser. 

-Ótimo. Então não faças nada por enquanto. Deixa-me explorar-te primeiro. 

Rasgo-lhe a camisa e um peito sedento da minha língua excita a mulher em mim. Brinco com o seu desejo enquanto minha língua passeia pelo seu corpo abaixo. Tiro-lhe o cinto e puxo as calças para baixo. Hummmm, gosto do que vejo e gosto mais  ainda do que tenho em mãos. E o rato rende-se. Envenenado pela minha língua a passear no seu sexo. Demasiado fácil. 

-Ratinho não quero que te venhas, percebeste? 

-Como? Não consigo evitar! 

-Não! Só quando eu der ordem.! Faça o que eu fizer, tu aguenta-te! 

-Ssimm senhora. 

Viro-me de costas para me balançar um pouco colada ao seu corpo esfomeado. Sinto-o a encolher-se numa tentativa desesperada de evitar o orgasmo. Bom menino. 

Inclino a parte superior do meu corpo para a frente, deixando o meu rabo nu brincar com os desejos do ratinho. Ele fecha os olhos mais encolhido que nunca e não consegue evitar um gemido de sair pela sua boca. Ai ratinho. 

Obrigo-o a descer ao nivel da minha cintura porém ainda algemado. Percorre o meu sexo com a sua língua como quem espera por recompensa. Retiro do cinto de ligas um bisturi cirúrgico. O ratinho pára aterrorizado. Castigo! Não basta um  min3te por muito bom que seja para me fazer esquecer as insolências. 

Desfiro-lhe um corte conciso mas superficial no seu braço esticado perto da axila.

-Ai! 

Sinto uma descarga de adrenalina no meu corpo ao ver seu sangue escorrer. Hummmm. Dor e prazer! Ingredientes que me fazem feliz. Lambo-lhe o sangue com a ponta da minha língua e de seguida beijo-o. 

-Hummmm ratinho, estás quase no ponto não estás? 

-Por favor, acabe com esta tortura e deixe-me penetrá-la senhora! 

-Ahahahahah! Implora! 

-Por favor senhora, estou prestes a arrebentar! 

Desesperado e à minha mercê. Continua a lamber-me com a sua cabeça completamente enfiada entre minhas pernas. Faço com que se deite no chão e Desfiro-lhe outro corte na parte interior da coxa. Um misto de dor e prazer quase que intoxica a minha presa. Duro e pronto para me receber. Assim é que gosto. 

Sento-me em cima dele enterrando-me por completo. Seus olhos de pânico excitam-me. 

-Assim não aguento, senhora! 

Estou tão excitada que ignoro seu estado de alerta. Meu corpo cavalga-o com fome desmedida e força. Sinto-o a vir-se mas a minha vontade é quem manda. Continuo a f@dê-lo enquanto seus gemidos passam a gritos desesperados. 

Violentamente, até me saciar. Minhas unhas encravam-se no seu peito anunciando meu orgasmo. E venho-me de uma maneira tão deliciosa. Com seu sangue no meu palato e as marcas visíveis na presa do meu festim. 

Liberto-o das algemas e levanto-me. 

-Está dispensado. Saia. 

Olha para mim surpreso mas acata minha ordem. Antes de fechar a porta, sinto-o a lançar um olhar para mim. Mas ignoro. 

©Lilith 69Letras 2017 

 

 

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