Ilumino-te. Apagas-me. Acendo-me e roubas a luz.

O único pecado que existe é não estares ao meu alcance, como poderei eu saciar-me se não te tenho aqui onde és preciso?
Preciso-te para que me preenchas com os teus pedaços de homem trágico. Luz todos a temos, mas quantos de nós entram no quarto escuro da alma em que habitamos? E desses quantos, quantos são os que o partilham ou se deixam visitar? Adoro-te por isto! Pela porta que me abres, onde rompo por ti a dentro e instalo-me na noite sem estrelas onde resides, bruto, liberto, nessa mártir que me seduz onde alberga a minha luz.

Ilumino-te. Apagas-me. Acendo-me e roubas a luz.

Dá-se o curto circuito, explosão eminente de dois mundos que em tudo divergem mas por uma qualquer desconhecida razão convergem como se fossem a extensão um do outro…

Talvez até sejamos.
O que é que achas?

 © ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2016


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