Cair no cliche de uma rosa

Não sou de bombons e ramos de flores caríssimos naquelas datas dadas aos clichés normais mas…

Apeteceu-me! Vi alguém com uma rosa na mão e cobicei! AHHH Que pessoa horrível que sou, já sei! Mas assumo a minha pequenez ao sucumbir a tais normalidades.

A vulgaridade de uma simples flor, meio despida e ausente de ligação à terra.  Límpida. No entanto tão crua e dura, parece ainda conectada à origem silvestre.

Apetecia-me recebê-la, abraçá-la numa partilha de sentimentos, de igual modo, repleta de clichés também. Mas não…

Não me pertence. Não sou eu. Inadequado. E afinal do que sou?

Se não sou de clichés ou de vulgaridades, tudo dentro das normalidades, que raio sou?

Serei de palavras desenhadas no vento, que depressa se apagam, na esperança que o tempo não as abafe?

©Miss Steel 69Letras 2017

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