| M18 | Fecho os olhos e o som do teu cinto a saltar das tuas jeans arrepia-me o corpo. A fivela, fria tocou-me entre as nádegas… estremeci!
Que se seguirá? Só tu sabes.
Porta aberta, de gatas sobre o banco de trás exposta para a rua, enlaças o cinto ao meu pescoço, vil e cruel como sempre enches-me com o teu sexo numa única estocada, puxas-me o pescoço com o cinto como se de umas rédeas se tratasse e sufocas-me… bruto, penetras-me fundo adormecendo as minhas nádegas com o impacto das tuas ancas em mim, meus gemidos morriam cada vez que apertavas cada vez mais o pescoço. Davas-me e tiravas-me o ar. Era tua até no respirar.
Os teus gemidos satisfeitos ecoam nos meus ouvidos deixando-me ainda mais molhada tal lobo a uivar de prazer. minha besta! Meu animal!
Tenho saudades sabes?
Da forma como só precisava do teu olhar para a leoa que há em mim se recolher e me transformar numa indefesa gatinha…! Oh! O tremor que o teu olhar me provocava e a forma como me trespassavas nunca mais tornei a sentir. Tenho saudades.

 © ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2016

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