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– Passas a noite comigo?
– Depois logo se vê. RespondiNão houve tempo para um “ola boa tarde como estás? Como correu a viagem?”. O beijo imediato com que nos saudámos trazia todas as questões e respostas de que precisávamos.
Bem devagar ele despiu-me como se fosse feita de porcelana. Eu nua em cima dos saltos, ele vestido era já um ritual com que ele se deleitava. Ele gosta de me admirar e eu que me olhe enquanto me exponho para ele. A obra dele. Eu gosto que ele esteja vestido excita-me estar assim só para ele…só porque ele quer e gosta… Como gosto dos amasso contra a camisa dele e de sentir a manga dele como extensão do seu toque…!

Desapertei-lhe o fecho das calças e ajoelhei-me… Ainda fica mais alto…e eu tão pequena…!
Nos meus lábios ele deu-me a saborear o seu grande desejo, nos seus dedos acariciou meus loiros cabelos. Ele estava especialmente meigo naquela noite.

Por fim sentei-me no seu colo, preencheu-me com a dura felicidade e assim ficámos num lento movimento de desejos onde nos respirámos e gememos baixinho ao ouvido. As suas maos nao largaram a minha cintura, abraçou-me, cheirou-me e apertou-me a favor dele como que a pedir-me que nunca me fosse embora…

(Ele voltando de um duche rápido e encontrando-me vestida:)


– Não vais ficar?
– Preciso de ir.
 

E parti.

 © ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2016

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