Punhais

Dou por mim a contar os anos que me fugiram entre os dedos, os momentos que não tive a felicidade que não existiu.

Não digo o que penso, vomito palavras que mais parecem punhais.

Corto-te ao meio na esperança de me encontrar  mas não estou lá..

Perdi-me de ti ou talvez nunca lá tenha estado, nessas pequenas batalhas em que fiquei a lamber as minhas  feridas  tentei  te procurar dentro de mim mas também não te encontrei.

De que serve existir um vencedor e um vencido?!

Atirei a bandeira branca, não devia ser suficiente? Porque insistes em manchar o que um dia foi puro?

Porque não aceitas um adeus?!

Eu não quero vencer, quero pousar as minhas armas.

Tanto peso que sinto no meu corpo, tantas cicatrizes ainda por sarar.

Um adeus é honrado, um adeus não é para fracos.

Fracos são os que nem isso sabem dar, um fim sem sentido sem um porquê.

Não me vais arrancar lágrimas nem nada que se pareça afinal sou feita de mármore e qualquer mossa que possas ter feito um outro alguém vai lapidar.

Por isso não queiras rodar a lâmina para que as feridas não estanquem, aceita o adeus que te dou.

Pois tudo tem um começo um meio e um fim.

°Wednesday°

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