Sedes por saciar

Vicky: Não faço a mais pálida ideia do porquê do convite do Ricco para esta noite… Mas vá, ele é o meu vizinho da frente nunca se queixou das festas, dos barulhos, e sempre me cumprimentou com  sorriso rasgado e terno. O mínimo que posso fazer é aceitar. Vestido cocktail preto, stilleto preto clássico, cabelo solto e lá vou eu…

RiCCo: A minha vizinha da frente e a sua vida boemia á muito que me despertam o interesse, ja não é a primeira vez que aprecio o meu vinho  e ouços os seus gemidos, hoje chegou a minha vez o convite foi aceite o meu apartamento preparado para a receber, mesa posta vamos a isto…

VickyBato à porta e deparo-me com um RiCCo todo arranjadinho e atrás dele um ambiente digno de filme… Espero que ele não dê uma de Ted Mosby e esta noite acabe com uma blue french horn e eu a fugir…

Devolvo o sorriso e entro, passo confiante, afinal isto não será mais que um jantar… Não estou para romances, o dia dos namorados é algo que me repele as réstias de romance que existem em mim…

RiCCo: A Vicky veio, o jantar está pronto, e o desejo já fervilha dentro de mim. Sirvo um vinho e peço para ela aguardar no cadeirão junto à lareira, a luz das chamas refletem tão esbelto corpo. Faço uns últimos preparativos, e chego-me para junto desta mulher, com alguma rebeldia, sussurro no ouvido dela “o meu desejo está como essa fogueira, aceso e a querer aquecer-te todo o corpo”

Qual romance qual que, hoje é o dia D, agora é só fogo e desejo, sexo e loucura.

Vicky: Ouço e absorvo as palavras. Vou-lhe mostrar que todas as festas que lhe chegaram aos ouvidos foram fruto de algo chamado classe. Sorrio. Mais um trago no vinho, longo. É saboroso, aromático.

“Jantamos então?”. Durante a refeição sinto-o tenso ansioso… Sei onde quer chegar… Faço questão de degustar, fazer valer a pena a nossa espera.

Termino, cruzo os talheres e olho para ele.

“Onde queres que sirva a sobremesa?”

O olhar enche-se de lascívia e ele responde “Aqui mesmo”.

Respondo com o meu sorriso que fica entre a malandrice e o maquiavélico. Levanto-me dirijo-me a ele, encaixando-me no seu colo. Beijo-o, terminando o que começou doce com uma mordida forte no lábio que o faz gemer de dor. Ele estremece e desconfio que ficou teso ainda antes de o beijar…

Arranco-lhe a gravata, prendo-lhe as mãos junto à cadeira… Bem presas (as aulas de shibari têm que servir para alguma coisa). Perpétuo a tortura por mais um tempo, com beijos e jogos de anca demoníacos. Levanto-me e observo.

RiCCo, despenteado, com a tesão a rebentar as calças e sedento.

Aproximo-me novamente e sussurro-lhe, maldosa… “Nada mau… Mas para a próxima tens que pedir com jeitinho…”

Viro costas e volto a casa… Aguento até fechar a minha porta para soltar uma gigantesca gargalhada…

 

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