Pequenos favores…

Texto Erótico | M18

Tirei o dia para mim… Sentia-me bem, radiante… Entusiasmei-me nas compras… Que treta! Que tipo de idiota és tu Vicky que vais às compras de salto alto?! Encara!

Estou a entrar no prédio a tentar manter a pose de lady delicada quando sinto as mãos do 100Modos a segurar os meus sacos.

– Só tu, Vicky! Carregada desta maneira, mas formosa e segura nos saltos…

Soltei uma gargalhada, aceitei a ajuda e comentei o quão idiota me sentia. Não deixou por um segundo de ser o 100Modos que já conhecia. Cortez, amigo, engraçado mas, ao entrar no elevador, no segundo em que se fez silêncio, veio-me à memória  a nossa incursão à casa da Vizinha e como tinha ficado no ar a vontade de o provar.

Instintivamente encostei-me ao canto do elevador e, como a minha cara não consegue mentir, vejo na cara dele um misto de preocupação e… Foi desejo?

Ele aproxima-se de mim e pergunta se estou bem… Consigo balbuciar que sim, disparato que são muitas horas nos saltos e preciso descansar… O elevador pára e sacode-nos ligeiramente encostando os nossos narizes. Gelei, inspirei e voltei a mim. Claro que o 100Modos ia deixar todos os sacos dentro da minha casa e não podia fazer nada para o tentar impedir.

Entramos, ele dirige-se expedito à cozinha para largar os sacos, eu fico no meio da sala onde também larguei os sacos que restaram. Sento-me no sofá e descalço os meus objectos de tortura, estico os pés, apoiando-os na mesa de centro. O 100Modos regressa à sala, vê-me naqueles preparos e é a vez dele gargalhar…

– Mais alguma coisa em que possa ajudar, senhora Vicky?

– Uma massagem relaxante nos pés seria fantástico – digo em tom de brincadeira e quase paro de respirar quando percebo que era exatamente o que ele queria ouvir e o vejo a sentar-se junto aos meus pés descalços ainda que envoltos nas meias de Lycra finas. – Eu estava a brincar, 100Modos!!! Estás louco!?

– É o mínimo que posso fazer depois do último “favor” que me fizeste… – responde ele num tom galante segurando no meu pé e fazendo um ponto de pressão na planta do pé que me desmanchou…

Interrompi aquela loucura. Não, não podia ser assim! Eu queria tudo… E agora sabia que também ele me queria, de qualquer modo, sem modos…

Lembrei-me que partilhamos o gosto pela comida e vinhos e ofereço jantar, afinal tinha uma vazia uruguaia que era pecado não ser partilhada e um Malbec argentino que casava perfeitamente com ela… Consigo seduzi-lo a entrar no meu ninho como nunca antes…

Levanto-me antes que caia nas tentações do grisalho mais exótico do condomínio e vou até ao sistema de som. Solto a playlist dos anos ’80/’90 tentando amenizar o ambiente para já. Ele segue-me até à cozinha com olhos famintos de mais do que comida. Digo-lhe que pode esperar na sala, ficar à vontade, mas ele insiste em me observar. Nem mudo de roupa no meio da taquicardia que ele me causa e a vontade de lhe oferecer uma refeição decente e saborosa.

Opto pela forma clássica… Grelho a carne e acompanho com arroz branco e um feijão preto refogado em bacon… O cheiro toma conta da casa e o vinho já respirou qb para ser degustado. Sirvo um copo a cada um e brindamos. “Aos pequenos favores”. Tentamos manter os ares sedutores mas no fim do gole desatamos a rir.

Usamos a mesa de centro para a nossa modesta refeição. Sentados no tapete fofo, com a lareira acesa, ambos descalços a brincar com os pés enquanto bebericamos o vinho. “Então a sobremesa?”, pergunta um 100Modos ansioso por tudo menos petit gâteau. Gaguejo numa gaguês que me desconhecia e quando dou por mim o nariz dele está outra vez encostado no meu. Agora não consigo nem quero escapar. Aquele aroma doce com especiarias toma conta dos meus sentidos e deixo que me beije. Deposita um beijo terno nos meus lábios e leva as mãos às meias que certamente já tinha adivinhado durante o jantar a forma mais rápida de mas tirar. Com acesso completo aos meus pés e pernas começou uma massagem que me deixou relaxada em segundos… Tínhamos mudado a música entretanto e ecoava Me and Mrs. Jones juntamente com o crepitar da lareira pela sala.

De forma abrupta ele pára a massagem e segura-me pela nuca, segurando o meu cabelo e morde-me o lábio inferior que tinha entreaberto fruto do estado de relax em que me encontrava.

– Que se lixe a massagem, que se lixe as boas maneiras, eu quero-te… Agora!

– Então, toma-me! Estás à espera de quê? Beija-me, fode-me!

Vi nos olhos dele um fogo que nunca tinha visto. Parecia que um demónio se tinha apoderado do meu menino bem  comportado.

Tomou-me nos braços e beijou-me. Envoltos num beijo carregado de paixão e luxúria acabámos deitados no tapete da sala com ele bem encaixado entre as minhas pernas, saia subida a gritar por ser tirada e a tesão dele a querer entrar por mim ainda por cima da roupa.

Não conhecia aquele calor, não sabia de onde vinha, mas toda eu respondia sem querer arrefecer por nada… Era afinal a dança entre dois animais selvagens que normalmente andam acorrentados pelas leis das boas relações e cordialidades. Fui assaltada pela imagem dele a tocar-se naquela divisão invadida pela lascívia e quis ver e sentir aquilo mais de perto. O peso dele em cima de mim sabia bem mas virei-nos num movimento felino. Despi-lhe a camisola, despi a minha. Queria sentir a pele, os nossos cheiros a misturarem-se… Queria devorar aquele pedaço de mau caminho. Tinha que ser meu…

Quase como uma feiticeira, debrucei-me sobre ele queimando a cada centímetro de tez que se juntava e com os lábios colados nos dele disse-lhe “Acho que depois desta noite ficamos quites”

Depois deste momento todas as minhas memórias se misturam… A intensidade, as músicas, o prazer… A língua dele, o sabor divino que guardava, eu dobrada, eu dona e senhora… A sala, o sofá… Eu suspensa nas ancas dele enquanto me penetrava e me fazia ver o meu mundo ao contrário… Contra a parede, afinal precisava de arrefecer antes que implodisse na minha própria lava… De novo olhos nos olhos… As mãos dele segurando as minhas e eu serpenteando em baixo dele nunca prostrada, sedenta por mais… Solta-me, quero mais, deixa-me mostrar como… Agarro nas ancas e empurro-o contra mim, fundo, quase doloroso e outra vez… Aaahhhh sim, assim também é bom, estou deitada, de rabo empinado a receber-lo enquanto me aperta as nádegas… É divino… Não sei quanto tempo naquilo… Não sei quantas explosões… É tempo de repousar…fa4f4eff21d1ffd7fc24fbfded272419

Devia lembrar-me que conhece bem os cantos à casa, afinal somos amigos de longa data… Porquê agora? Não interessa… Quero só ficar aqui, como ele pediu para fazer enquanto me mimava um pouco mais…

É verdade que depois da tempestade vem a bonança… Estamos os dois na banheira… Outros aromas que não o de sexo tomam conta de mim e relaxo com as costas encostadas ao peito dele… Acho que adormeci por alguns instantes…

Acordo com um certo bichinho sem modos a cutucar-me no fundo das costas e já vestindo um sorriso daqueles que poucos conhecem sugiro que voltemos à cama… Ele assente e sou eu quem o cuida agora… Seco-o todo com doçura, ele merece, levo-o até à cama, onde o deito brindando-o com um beijo… Está relaxado e ao mesmo tempo teso, pronto, guloso a chamar por mim.

Na gaveta mesa de cabeceira alcanço um creme de massagem comestível e o meu plug. Vejo a sua cara de interrogação mas faço-lhe sinal para que se mantenha em silêncio… Preparo-me com o óleo e ofereço-me para que me prove… Não se faz de rogado e devora-me toda… Interrompo aquela língua insaciável e coloco o plug quase sem esforço. É a vez dele ser massajado….Invisto e degusto antes de o envolver no meu calor, nos meus fluidos, nos meus apertos… Volto a mergulhar naquele misto de cores, sabores, sensações… O plug entra e sai, da lugar a outros preenchimentos.

Estou entregue mas também possuo… Não sei… Quero mais!

Mas o corpo cede ao cansaço… Não me lembro de adormecer… Mas acordo, nua, sozinha e com o sol já alto a entrar pela minha janela… Demoro segundos a voltar a mim e sou assolada pelas memórias embrulhadas…. Tremo. Sorrio… Na mesa de cabeceira, o plug, glorioso e ainda reluzente faz-se acompanhar de um bilhete.

“Será que estamos quites?’

Penso no significado daquilo… Vou ver o telemóvel, há uma mensagem…

“Se te pedir um favor, fazes?”

#Challengeme #continue?

#VickyM

#69letras

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