Inevitávelmente

TEXTO EROTICO M|18 ? ? ?? ? ?
Não sei que horas são. Contigo nunca sei.
É madrugada, o dia anda está a nascer, tiveste que sair à pressa como sempre o fazes.
Voltas para a tua casa para os braços do teu marido que ainda não acordou. Beijas-me intensamente na despedida rápida, estás novamente purificada do banho rápido e só na tua boca escondes os nossos sabores, a recordação da noite que termina.
Não olhas para trás enquanto me roubas o cigarro. Nunca o fazes também, talvez tenhas medo de ficar, que de alguma forma te prenda.
Na verdade acho que estamos inevitavelmente presos. A porta já bateu a tua retirada, acendo outro cigarro enquanto relembro o nosso trajecto.
Somos amantes há quase tanto tempo como muitos casais estão juntos sem nunca termos discutido uma única vez. No nosso campo de batalha, as discussões são travadas sem ira nem raiva, mas com desejo e tesão.
Nunca nos impusemos limites, nunca foi necessário, a nossa voracidade pelo prazer equipara-se mutuamente, é um combate só com vencedores numa guerra repartida. Exalo este travo de fumo e na minha boca ainda escorre o gosto do teu orgasmo, o sabor doce e delicado da tua pele, a ponta da minha língua ainda adormecida na dureza dos teus mamilos endurecidos e amplamente sugados.
O deleite de tilintar o teu clitóris entumescido no acto contínuo de dedilhar a tua vulva ao sabor dos teus gemidos e contracções, levando-te incontáveis vezes ao clímax.
A desonesta vantagem de conhecer o teu corpo em pormenor, serve dois mestres esta vantagem. Afinal, conheces o meu corpo como ninguém é sabes exactamente como o utilizar em teu proveito. Quantas vezes ainda não te desnudaste e já me tens entregue à tua boca esfomeada, à pressão desses lábios carnudos, quentes e macios, ao aglutinar da tua garganta de cada centímetro do meu membro que enrijece a cada passagem da tua língua endiabrada.
Apreciar a malvadez das tuas vontades enquanto me privas da ejaculação, sorrindo-me maliciosamente.
Adoras levar-te ao extremo, ao descontrolo animal, primitivo. Tenho a certeza que inflama a tesão e a lascívia ainda mais.
Entregas-te quando te puxo pela nuca para os meus lábios e, logo após o ardor do beijo te giro e te dobro num qualquer lugar da casa e te possuo impiedosamente.
Nem quando sinto a tua vagina a encher-se de fluidos abruptamente e, a tua respiração me diz que te vieste.
Nem assim me retraio, exploro sem pedir todos os teus orifícios só para almejar as inundações do teu corpo à volta do meu pénis provocador. Escarnecer da tua revolta, fazer-te reagir involuntariamente, a entrega agora é minha e total.
Usas-me como se possuída por mil demónios, descarregas toda a dor e frustração em forma de prazer. Deixas fluir e exiges que me contenha até a tua ordem, finalmente expurgada e purificada exiges o leite sagrado ungido no teu corpo ainda em êxtase, afinal estamos só a começar…
Bastardo #69Letras

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