Encho o copo de vinho enquanto encho a banheira!

Dias exaustivos…
Esgotada a minha cabeça está!
Chego a casa e antes de encher o copo de vinho, encho a banheira.
Enquanto a água corre sinto-me cada vez mais ansiosa… só de ouvir o som da água..!
Saco a rolha deste belo vinho… aquela garrafa guardada desde sempre para estas ocasiões em que anseio a tua chegada tardia.
Aproveito este belo repouso de espuma, entre as velas e a música de ambiente. Tenho tempo, o suficiente para me preparar para a tua chegada.
Renovar a mente, relaxar o corpo.
Lentamente, com um copo de vinho na mão, penetro este quente espumoso.
Toda eu mergulho nesta grande banheira!
Submersa em pensamentos deixo-me dentro de água até o ar escassear, sustenho todo os meus medos, receios e quando saio desta água…sei que a minha alma estará limpa, como se água salgada fosse!
Saceio os meus lábios com um golo de tinto, repouso a cabeça e penso em ti.
Como a água circula, tu circulas em mim em cada veia de mim…transportas vida por mim.
O copo repousa na borda da banheira e sem pensar toco-me.
Um toque conhecido, achava eu. Mas pelos vistos não reconheço a minha pele, o meu corpo. Só tu o conheces.
Pensando em ti, percorro os meus seios, lentamente desço até…mesmo ai.
Dedo a dedo penetro-me, sem noção do tempo a água esfria.
Abro os olhos e o vinho permanece na mesma medida.
E tu a admirar-me.
Peço-te…acaba o que eu comecei.

Krishna 69Letras

 


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