Apetites irracionais

| Conto Erótico | Maiores 18 |

 

Existem refeições na vida que ficam na memória para o resto da vida, dos sabores aos acompanhamentos, até o próprio vinho, que ajuda a degustar os sabores da própria comida, são autênticos manjares para o nosso delicado apetite.

Nunca tires o prato da comida a um animal, que ele ataca-te, isto é próprio dos animais irracionais, não tanto das pessoas mas pode acontecer, as razões são ainda desconhecidas para mim, pese embora o ataque voraz tenha sido igual prazeiroso e divino.

Já lá vão uns anos, agora que penso nisso, decidi organizar um almoço todo fino em casa, do bom vinho verde bem gelado, passando camarão tigre assado e acabando numas belas ostras, pensei para mim, que seria tudo um belo petisco, mesa na varanda, cadeiras confortáveis, e o dia estava mesmo bom, bom sol, temperatura por assim dizer excelente.

Começamos a petiscar o manjar, acho que bebemos mais do que comemos é um facto, e umas poucas horas depois, o vinho a fazer algum efeito mais perverso, criou o ambiente para uns beijos mais acalorados, rapidamente vi para onde a coisa se começava a encaminhar, e tentei, mesmo, levar a coisa para dentro de casa, mas fui literalmente e verbalmente atacado, e quando assim o é, um homem pode ser sempre apanhado desprevenido, a culpa claro está, foi do vinho.

Beijos e mais beijos, e voltei a sentar-me na mesa, para tentar controlar um pouco a situação, a varanda tinha bastante visibilidade para as restantes casas circundantes e eu não queria ser apanhado em flagrante, mas, e existe sempre um mas, estavas tu sentada na minha frente, com um olhar assim, meio para o diabólico, senti-me uma presa encurralada no seu canto e sais-te com uma pequena afirmação:

– Se fosse eu, era um broche descomunal até se vir, coisa que, ADORO! Se fosse mim, era um minete, depois tinha de me vir ao cu em cima da mesa! Chega?

Bom, na minha pura inocência (mentira), onde raio está o calhau para me meter debaixo, percebi de imediato que não iria sair dali bem tratado.

E enquanto pensava, já sentia as tuas mãos nos meus calções a puxarem sem maneiras o meu sexo para fora, aquilo foi sem qualquer jeito, mas excitou-me bastante mesmo, fiquei firme e hirto que nem uma barra de ferro, e nem foram precisos grandes desperdícios de energia.

Deixei-me ir nas tuas mãos, deixei-te masturbar-me, massajaste-me o sexo, beijaste, engoliste, provocaste mil sensações, tentei aguentar o mais que pude até ao inevitável, o orgasmo ali mesmo, sentado, contigo a puxares por mim, mais e mais.

Depois, subiste por mim a acima, sentaste na mesa e exigiste o pagamento ali mesmo, puxaste a saia para cima, e de uma forma quase ordinária, desviaste o fio dental para o lado e eu avancei com medos de ser visto, mas não fugi, senti o teu sexo pulsar na minha boca, nos meus lábios, na minha língua, sei que de igual forma ao meu orgasmo, o teu também não demorou, apenas foste bastante mais sonora que eu, e ainda bem.

Saíste de cima da mesa, vieste-me beijar, roçaste em mim de uma forma provocante e ardilosa, deixaste-me ainda com mais vontade, e nos meus pensamentos a terceira parte do exigente menu, segurei-te pelos cabelos, debrucei-te sobre a mesa, e penetrei o teu sexo quente e encharcado, estava delicioso, e também ouvi que querias mais, e eu dei-te tudo o que tinha, ali mesmo, em cima da mesa, segurando-te os cabelos como se de uma égua selvagem no cio se tratasse, o teu corpo mexia-se, remexia-se, acho que a determinada altura, por culpa do vinho desligamos do modo racional, e o sexo virou primórdio, apenas puros gemidos de tesão, puxões de cabelos e uma quantidade se sensações anormais até tudo terminar numa valente musica de gemidos, prazeres e orgasmos delirantes.

O terceiro pedido, bom, esse foi dentro de casa, acho que o vinho nos toldou a mente e a lucidez, mas foi tão bom.

 

NMauFeitio #69Letras

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