Várias linhas. Várias pessoas. Vários homens. Tantos caminhos possíveis, tantos momentos incríveis

M18 | Maiores de 18 |

Não é fácil dizer sentimentos que se embrulham num novelo apertado.
Várias linhas. Várias pessoas. Vários homens. Tantos caminhos possíveis, tantos momentos incríveis, tantos obstáculos inventados… deixamos de conseguir apreciar cada nascer do sol porque sabemos que todos os dias se põe…
Em capítulos distintos vou falar de cada um deles.
Puxando cada ponta do novelo.

O “J”
Eu escondia-me no vulto de uma conta falsa do facebook. Ele também.
É fácil sermos atrevidos nessas condições meio obscuras.
Enviei uma mensagem alusiva ao fogo da foto de capa. Alguns dias depois respondeu. Malandro. Começou um diálogo que se foi prolongando devagar por vários dias. Até que um dia coincidimos. Ambos online. Ambos onfire. A conversa  certeira. Mais do que óbvio que queríamos o mesmo. Foder. Foder muito, foder bem, foder até afogarmos todas as angústias dos nossos dias. Até deixar de pensar.
Calhou que ele vinha a Lisboa. Vinha ficar perto de mim.
Mais tarde percebi que não calhou e que essas coincidências ele procura-as. Apenas calhei ser eu.
E que sorte a minha. Um homem com corpo de Deus Grego. Musculado, alto. Moreno. Um sorriso de enlouquecer. Muito mais novo que eu.
À hora certa, no sítio combinado. O carro dele atrás do meu. Saí com as pernas a cambalear. Nesse momento todos os receios, o meu corpo gasto, as inseguranças… Entrei no carro dele. “E agora?” “Vamos tomar um copo” respondi tentando ganhar coragem para o depois… mas depois ele estacionou. Sem mais conversa aquele homem deu-me um beijo que me deixou tonta. Por entre as pernas senti um dilúvio quente. Afastei-me. Quando ia abrir a boca sou calada de novo com a dele. Um piercing na língua. Meu Deus…. agarra-me as mamas com a falta de suavidade que esperava dele… destapa-as… lambe-mas… e confesso que se não tive um orgasmo naquele momento talvez tenha sido apenas porque o carro estava num lugar exposto. Não saímos. Fomos diretos para o motel.
Tremia dos pés à cabeça. Atordoada. A consciência e os receios zumbindo perdidos no meio do desejo. Incendiada. Incendiados subimos ao quarto. À primeira parede colados um ao outro. Ele despe-me a camisola. As minhas mamas expostas e ambos brincamos com elas. Despi-o. As peles quentes tocando o ritmo da nossa dança.
Puxa-me para a cama. Despe-me as calças. As cuecas. Abre-me as pernas mostrando certeza do que sabe fazer. E sabe. Aquela boca quente fez-me fechar os olhos. Que doce, que louca, que coisa tão boa…. enlouqueci. Embriagada de tesão perdi noção. Retribuí. “Que puta de boca” … Virou-me de quatro e deixou que sentisse aquele membro perfeito bater-me no fundo. Inundei-me. Inundou-me.
Perdi a conta dos orgasmos que tive, apenas me sentia quente de febre. Ele perdia-se neste calor. Primeiro round. Sorrimos cúmplice e ambos sabendo que tínhamos cumprido as nossas promessas. Fumamos um cigarro. Tomamos um duche. Que delícia de homem.

1b540da55d0736565c0fbdd905b1bdd9Sentada na cadeira, de toalha enrolada. Ele na cama de corpo despido. Falamos de nós.
Chamou-me de novo. Deitei-me com ele.
Suavemente começa a explorar cada ponto de mim. Os dedos hábeis, a língua ensinada.. rapidamente me pôs a pedir mais. E mais. Mais dedos. Mais boca. A mão toda dentro de mim, a boca chupando-me as mamas, mordendo os mamilos de novo erectos…. de novo um orgasmo. Os músculos todos apertando a mão dele. Uma inundação. Da-me a provar. Prova comigo e tem que me foder. De frente. De costas. De rabo exposto …. fez-me pedir. Pedi. Queria tudo. Queria essa bebedeira com ele. E ele deu-ma. A noite fervia, ou ela ou nós, mas ficamos loucos naquela cama.  Desta vez acabou na minha boca…. na minha garganta…. pude sentir o sabor quente delicioso que tanto me satisfaz…. os dois satisfeitos. De novo um duche. De novo um cigarro e mais um pouco das nossas vidas numa conversa serena… de novo ao pé dele…. entre beijos e carícias de novo a vontade… de novo um orgasmo. O dele no meu, porque o meu escaldou… não aguentou…
“Dormimos aqui?” Perguntou.
“Não. Quero ir para casa e acordar amanhã sem saber se sonhei. Não te quero real”.

Voltamos a estar mais duas vezes. Ficamos amigos. Profundos amigos. Uma espécie de amor, com quem eu Partilho tudo o que faço, tudo o que temo, tudo o que sonho. Ficamos amigos. Não esquecerei o que fez por mim. Resgatou a mulher. Senti-me perfeita. E isso, apenas isso, foi tanto para mim.

Marie #69Letras

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